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A mentira do ano

A primeira profecia Maia dizia que a partir de 1999 nos restariam apenas 13 anos. Esses anos restantes seriam para nós realizarmos as mudanças de consciência e atitudes perante o mundo, o ano chegou. E 21/12/2012 está chegando. A crença pode parecer assustadora, embora os “pés no chão” da ciência nos conforte. Mas tudo isso não vem ao caso, a não ser a título de analogia perante a outro acontecimento significativo para a nossa sociedade e para a população catuense em especial. As eleições de 2012. Outdoors já anunciaram uma Catu melhor (será?). O intelecto se digladia no meio digital e promessas e mais promessas começam a ser estudadas. Enfim, que venha o 07/10/2012. Agora resta-nos saber quem serão os maiores mentirosos de 2012: os Maias e suas profecias ou os candidatos aos mandatos eleitorais. Já sabemos as respostas, mas que pelo menos as mudanças de consciência e atitudes mudem para melhor... 

Por: Rafael Rosa



Greve da Polícia Militar: controvérsias entre segurança, desordem e medo -- o enfrentamento do Estado por seu próprio aparelho


Medo, insegurança. Estes são alguns sentimentos gerados pela ausência da polícia nas ruas em Salvador e Feira de Santana e algumas outras cidades onde as atividades policiais foram suspendidas, ou supostamente suspendidas como em Catu e em Alagoinhas. Somente a suspeita da ausência da polícia difundiu o medo veemente em ambas as cidades, o que ocasionou o fechamento de boa parte do comercio.
Os Policiais Militares reivindicam aumento salarial, a incorporação de gratificação e adicionais de periculosidade. Muito embora boa parte da mídia tenha focado no medo e na violência gerados pela greve, não tem se mostrado muito das negociações. Até porque o governador não aparenta apresentar disposição para negociações, vez que convocou junto a esfera federal a Força de Segurança Nacional e Exército. Não obstante a aparente falta de preocupação do governo Estadual, a greve pode causar alguns transtornos para além daqueles que ameaçam a segurança publica do Estado, caso se prolongue.
A afirmação é pertinente por dois motivos. Primeiro, por causa da aproximação da festa “popular” mais esperada do ano: o carnaval; segundo por que o corrente ano é eleitoral. Supomos que a estratégia do comando de greve dos militares é o poder de barganha vinculado a estes dois motivos.
Em outras palavras pode acontecer, no extremo limite, pela primeira vez na história, o adiamento da festa mais popular da Bahia, como aconteceu com alguns eventos no fim de semana ultimo (4 e 5). Este fator pode descredibilizar por completo o poder Estadual e Municipais. Nestes termos uma coisa leva a outra. A consequência, portanto, seria o descredito massificado que poderá enfraquecer ainda mais ambas as esferas de poder e impactar diretamente nas eleições no outubro vindouro.
A esta altura é importante afirmar que as demandas dos grevistas são muito justas. Embora um destaque maior deva ser feito, pois não obstante serem justas as demandas, os policias que praticaram atos criminosos devem ser punidos na forma da lei. Não podemos esquecer que o mesmo órgão que age no momento como movimento social é o mesmo que reprime estudantes, professores, operários, agindo na maioria das vezes de forma covarde e estão sendo tratado da mesma forma pelo Exercito e Força Nacional.
É este mesmo poder – o militar –, que materializa um enfrentamento do Estado por seu próprio aparelho repressor. Enquanto a incorporação de gratificações aos salários, a regulamentação para o pagamento de adicionais de periculosidade e acidente tramitam na mesa de estratégia dos poderes Legislativo e Executivo a população enfrenta as controvérsias de segurança, desordem e medo. 

Sociedade, progresso: o que resta?


Sociedade e Progresso caminham juntos nos processos históricos. Enlaçando estes conceitos sob uma mesma ótica, embora não adequada, dirão que historicamente a sociedade tem progredido com os avanços tecnológicos que envolvem as áreas de saúde, informação, indústria no sentido amplo e afins. As interações via web facilitando e incurtando as distâncias. As linhas de crédito possibilitando a sensação de melhores condições econômicas e de vida. São alguns dos fatores, embora, talvez, não os mais importantes, que contribuem para que a noção de progresso prevaleça no senso comum e se legitime.

A fortificação do senso comum se deu principalmente a partir da consolidação dos meios de comunicação em massa. A televisão nos conforta, nos diz as verdades inquestionáveis e nos mostra um futuro confortável e seguro a ser atingido, onde tudo será mais gostoso e menos arduo. O progresso, portanto, se materializando enquanto a sucessão linear do tempo e por conseguinte atrelada à sensação de avanços e melhoras move as sociedades para o “futuro”.

Futuro este que já nasce velho. Buscamos tão incessantemente o futuro que a “memória de um passado” é esquecida e silenciada; ao passo que o presente não é apreciado, mas sim vivido em busca do deus Futuro. Enquanto progredíamos houve guerras. A Primeira e a Segunda Guerras Mundiais. Enquanto progredíamos bombas atômicas eram lançadas em test-drive em Hiroshima e Nagazaki. Enquanto progredíamos Regimes Militares eram legitimados nas Américas e nas Áfricas. Enquanto progredimos Guerras acontecem, a fome aumenta, o mundo fica cada vez mais violento, crianças pegam em armas. A vida se destrói.

No respaldo da filosofia Positivista,“Ordem e Progresso” da bandeira do Brasil deve ser relativizado. Enquanto categoria universal arrisco dizer que nunca existiu progresso na humanidade, visto que envolvido em seu rito de relativismo o Progresso de uns é o retrocesso de muitos. A vitória de um é a derrota de muitos outros. O Progresso é uma mentira, a não ser aquele que se caracteriza pela sucessão linear do tempo e projeta sensações de avanços e melhoras.Estando certo de que não esclareci nada fica a questão: o que é Progresso?

Por: Rafael Rosa


Água: a fonte secou?

O belo da imagem acima não reflete a realidade do que será exposto nas linhas seguintes. Apresentando-se em traços de pureza e abundância se comparada a realidade catuense veremos um paradoxo. O fornecimento de água é essencial para uma boa qualidade de vida. A água é o elemento primordial para a existência da vida na terra. Para a vida humana, sem sombra de dúvidas, ela é o elemento mais importante.

Entretanto, há aproximadamente duas semanas o fornecimento de água em Catu passa por alguns transtornos. Moradores residentes nas circunvizinhanças do Estádio Penão e do Pioneiro estão, nesse tempo, com o serviço de abastecimento de água intermitente, dito de outro modo: ineficiente. Segundo moradores residentes nas circunvizinhanças do Estádio, “estamos a quase 6 dias sem água”. No Pioneiro, o abastecimento se apresenta com constante intermitência. A população aguarda providências.

Por: Rafael Rosa

Proclamação da República


Excetuado o fim da escravidão, participar dos eventos significativos para a História do Brasil não tem sido a nossa. Eventos tais têm sido conduzidos por uma elite política sem que ao menos as populações questionassem o que, quando, como e porque. Me refiro, a princípio, ao 7 de setembro, com origem em 1822, ano cujo sentido marca a Independência do Brasil. Marcado, também, pelo grito às margens do riacho Ipiranga: “Independência ou morte”. Um dos símbolos desta data é a marcha do 7 de setembro.  Entretanto, cabe considerar que a marcha tanto quanto o evento em si ensejam a Independência como um evento que aconteceu por cima.

Hoje, o 15 de novembro, ou seja, a data de comemoração da Proclamação da República, tão impregnada pelo esvaziamento Republicano, ganha o sentido de um feriado(ão) cujo o povo assiste passar bestializado, parafraseando Aristides Lobo. Esvaziado, ressignificado, reinterpretado, o 15 de novembro de 1889 reverbera do passado as disputas ideológicas onde o positivismo, o jacobinismo e liberalismo se digladiavam buscando qual melhor postura ideológica para conduzir a República Brasil. 

Longe, talvez, do que tais ideologias propuseram, o Brasil se encontra num lugar onde o Republicano apóia a censura, vive de corrupção e de altos tributos, ostentam luxo e sorri cinicamente, quando necessário.  Muito mais longe temporal e conceitualmente da Politéia de Platão a atual república está envolvida num ciclo de degeneração no qual a pura racionalidade não mais existe.

O novembro 15, enfim, significa mais um dia de descanso do que uma representação de “liberdade”. Representa mais uma estrutura formalmente pró minoria em detrimento da coletividade. Significa não res publica do latim, Coisa Pública; mas sim um sistema de representação privado no qual, permitam-me o provérbio, farinha pouca, meu pirão primeiro. Espera-se o dia em que o 15 da Proclamação seja tomado como um dia de combate contra a má utilização do dinheiro público; contra a censura; contra a corrupção. Enquanto isso estiver no devir, o povo assistirá tudo bestializado. 
Por: Rafael Rosa

O medo da fala


 Gera desconforto o falar; mas ora, o Império é de papel! O nosso papel. Papel multicolorido que constrói castelos, status e um vácuo. Ás vezes tapa buraco nas ruas também. São 15 milhões de papéis. Que pagaremos com cálices de vinho tinto. Tin Tin. A vossa corte agradece. Um brinde ao silêncio que querem nos imputar. Um brinde à panacéia de Catu: o nosso silêncio. Um brindo à tentativa de cansaço. Um brinde não ao fracasso. Mas ao processo sucedâneo do sucesso do devir. No cálice dos Reis taumaturgos há injúrias e lamurias. Há um “nós” que é digno de três. E nas palavras do Velho Chico que também é Buarque: “Pai, afasta de mim esse cálice”. O silêncio que querem nos imputar, neste sentido, a ausência absoluta de vibração, de ruídos, não existe; pois somos inevitavelmente compostos por moléculas vibratórias; somos som; somos texto; somos vida. O Cale-se de uma repressão verbal, a cesura não nos silenciará. Agora silêncio... preciso me escutar.

Por: Rafael Rosa

Renegado Afro-Descendente


 Há atualmente um debate acerca da inclusão da história das populações afro-descendentes na educação básica, arregimentado pela LDB de 1996, e fundamentada e “aplicado” pela Lei 10639 que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira. Todo esse debate vem sendo construído no sentido de ampliar uma leitura histórica que encara, ainda, não obstante a lei 10639, a história numa perspectiva monocultural, permeada por uma historia eurocêntrica, centrada nos grandes líderes e batalhas ficando a último plano e em posição de subalternidade os debates sobre a história do negro e do índio, os quais, geralmente, quando são abordados, caem em uma desqualificação enquanto agentes históricos e contribuintes da nossa realidade multicultural, principalmente, também, em relação ao processo de resistência ao regime escravocrata.

Esse texto está sendo escrito devido a comentários oriundos da ultima sessão (01/11/2011) da Câmara de Vereadores, na qual o excelso Presidente e demais excelências compactuando com o mesmo qualificou as manifestações afro-religiosas como diabólicas. Questões, portanto, devem ser levantadas, apesar de sabermos a fama do anti-constitucionalismo dos Excelência: como um sujeito que representa o povo, no seu sentido mais amplo, profere um comentário desse? Como um sujeito, advindo de uma sociedade completamente multiculturalizada não se enxerga fazendo parte do processo de composição da mesma? As respostas, logicamente, já estão dadas. Mas ainda assim, é necessário se tecer um comentário sobre o que foi dito. 

O Estado é “laico” e ampara o culto a qualquer religião. O famoso Art. 5º, inciso VI, diz: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;”. Neste sentido, o comentário do excelentíssimo só mostra a não eficiência de lidar e/ou interpretar o arsenal legislativo que têm em mãos. Para além disso, o comentário tem um cunho moralista de combate ao outro, sem fundamento algum. O que está sendo posto aqui não é uma requisição de adoração aos cultos afro. É sim, a obrigatoriedade de, enquanto agente público RESPEITAR, qualquer que seja o credo, cor, gênero, opção sexual e mais. 

Em se tratando dos terreiros de candomblé, os mesmos se constituíram enquanto palcos de resistência e preservação de uma identidade daqueles que foram arrancados da África, por pessoas as quais compactuavam com a mesma ideia do grandessíssimo presidente. Ou seja, um discurso no qual a ideia de raça está envolta tanto pelo aspecto cultural, de forma mais explicita – nosso caso –, enquanto a questão biológica aparece de forma mais cifrada e camuflada. Neste caso, um não se reconhecer enquanto parte da história dos afro-descendentes.

O debate e aplicabilidade das reformas curriculares postos no início do texto são fundamentais, portanto, para que futuramente, espera-se que em breve, um discurso tal não seja reproduzido. Ainda mais advindo de alguém que deve supostamente respeito á toda a população, porém ESBARRA e renega aspectos de sua própria cultura. 


O presidente...


O presidente esbarrou em mim. Sussurrou ao meu ouvido palavras indeléveis e initelingiveis. O presidente esbarrou em mim. Como esbarra em vocês, ou melhor, em suas carteiras todos os dias. Na Câmara. O presidente esbarrou em mim como a monarquismo do Câmara Cascudo na República.  Na violência política que se faz diariamente a cada minuto. O presidente da Câmara, esbarra-cascudo.  Violência, gritaria, repressão, ameaças, discursos. O presidente da Câmara? Escrúpulos! A falta deles também. O presidente da Câmara? Nove homens e um segredo! Que não é segredo coisa nenhuma. O presidente da Câmara? Esbarrou em mim e em você. Mas não esbarra na garotinha dos cachinhos dourados...

Por: Rafael Rosa

Tecnologia e informação em favor de uma Catu melhor


 2011 tem sido um ano emblemático para a cidade de Catu. O intercurso do ano corrente é marcante no sentido de coadunar para além da ordem discursiva, um elemento de mobilização sócio-política, que apesar de se apresentar de forma restrita, em seu ponto de difusão, a uma determinada parcela da sociedade catuense, é de suma importância na e para a configuração do cenário político vindouro.

Tudo isso tem sido possível devido a apropriação dos recursos tecnológicos utilizados na difusão de informações antes sonegadas, omitidas ou enviesadas. Retrospectivamente falando observa-se a partir da utilização de tais recursos uma efervescência que se materializa no campo da exposição da realidade política e social de Catu e, para além disso, no formato de manifestações  sociais que objetivam movimentar e/ou conscientizar politicamente a população.

Posto isso, é possível considerar, portanto, na melhor das hipóteses, que Catu ganha novos rumos, novas caras e características. Assim, o papel que os mecanismos virtuais, tanto na forma de rede de relacionamentos como no formato estrito de difusão de comunicação, tem desempenhado no tempo presente é notoriamente positivo.

Por: Rafael Rosa

O des-controle legislativo: a fábula do espelho


A cena política de Catu tem mostrado sua verdadeira face nos últimos dias. O cenário é de descontrole, desequilíbrio e frenesi. A política personalistica mostra seu ventre oculto explicitamente nas ultimas sessões da Casa Legislativa. Desequilibrados, algumas de “nossas” Excelências mostraram-se hostis as liberdade de expressão. Partindo para o bate boca; a quase agressão física e ameaças. O “esquema de combustíveis” caiu por terra e “nossas” Excelências, reduzindo a Coisa Pública ao senso comum, fazem da Casa Legislativa, leia-se a “Casa do Povo”, de um espaço onde se debate coisas pessoais.

O patrono primeiro dos combustíveis foi o ilustríssimo presidente da Camarâ no ano de 2010. Sob a égide da autoridade se julgou no direito, apesar de lesar a máquina pública, de restringir e vociferar palavras quentes contra um dos integrantes do Expresso. Agora – na ultima terça-feira –, tomando as dores alheias, o atual presidente da Casa e o portador dos dons da oratória bradaram frente ao questionamentos de um citadino e de outro integrante da equipe Expresso.

Tudo isso começa a mostrar a verdadeira face, dita por muitos narcizistica, do cenário político de Catu. Mudando de ordem mitológica e fabulística, a questão é: o que o espelho da bruxa da fábula A Branca de Neve responderia para alguns dos facínoras da Câmara de Vereadores?
“- Espelho, espelho meu existe alguém mais sujo do que eu?”
Sabendo da resposta e da possível atitude – violência ou ameaças –, do inquisidor, o espelho se calou. Mas nós não. Pois as respostas estão sendo dadas.

Por: Rafael Rosa


Gill Attack



Em entrevista a uma rádio, a ilustríssima, não se calou e soltou o verbo. Seu falar foi como se sua gestão fosse a melhor possível. Mas, provavelmente, tem noção da lambança que tem feito nesses quase oito anos. O discurso impositor e de ataque, talvez, saiba ela, foi para atingir quem sabe a maioria que disse ser simpatizante de sua gestão, que eu e muitos ainda não vimos. É sabido que a seriedade que atribuiu ao meio difusor de sua fala já cai em descrédito por patrocinar um ataque vazio que só deve ter sentido à mesma. Agora não quer apenas “nos” calar, quer falar sozinha também. Quer impor sua verdade e seu prolongamento no poder. Quer deixar um filho pródigo, mas que já sabemos é imoral. Gill Attack foi tão esvaziado em si mesmo que só citou nomes e desqualificou-os sem materializar o argumento. Ataque e excesso de fúria? Desequilíbrio? Razão exacerbada? Essa com certeza não. No final das contas quase entendi como uma ordem: parem de falar de mim, deixe que falo sozinha. Só falta agora tatuar no braço direito um microfone. “É lamentável essa postura, é uma vergonha...”. 

Por: Rafael Rosa
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Catu: marionetes no poder



 Estava um pouco frio demais. O vento soprava gélido e desorientado. As pessoas andavam sem saber para onde seguir esbarrando em placas com orientações confusas que endeusavam um busto feminino. O busto era realmente belo nos moldes europeus: tez “ariana”, cabelos louros cor de ouro. Mas não passava daquilo, pois tudo mais era mentira; mentiras construídas da forma mais enfadonha possível. Todas as ruas tinham nomes de figuras que já tinham passado por aquela ínfima cidade de onduladas curvas. Eram uns nove nomes a ser lembrados, todos sem muita representação. Talvez fossem na verdade parasitas, sanguessugas do poder. Mas estavam lá, por culpa da maioria.

Certa feita, dei de cara com a figura do outdoor. Empalideci! Não de medo, mas com a beleza da criatura. De fato, era uma beleza vívida ao vivo. Não à toa que o fundacional deixou se levar. Me contive, respirei e atravessei o curto caminho sem olhar para o lado. Depois de transcorrido o caminho, aquela frieza de sempre abateu o ambiente como se um presságio predissesse o que viria. Tudo isso, foi a mais ou menos à 8 anos atrás. Mas, agora já é sabido: aquele busto da placa-outdoor é só uma marionete de duas grandes cobras.

Por: Rafael Rosa
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Dia Internacional do Rock



Iniciado para reivindicar demandas sociais no continente africano, o 13 de julho ficou mundialmente famoso como o Dia Internacional do Rock n’ Roll. Durante mais de 50 anos o Rock n Roll projetou diversos subgêneros no cenário musical. Do underground às modinhas. De Elvis Presley à Restart. De Chuck Berris à Little Richard. Ao Emo. Entre os subgêneros é válido mencionar o Heavy Metal, o Punk e o Hard Core que tem se fundido formando o Punk Rock Hard Core.  As variações do Metal vão do Tresh Metal ao Metal Melódico. Como exemplo no cenário brasileiro temos as Bandas Sepultura e Angra, ambas mais conhecidas na cena internacional. O cenário punk do Brasil conta com um miríade de bandas germinadas nos anos de efervescência cultural – 80 e 70. São Paulo, principalmente, no ABC paulista concentrou diversos grupos da cena punk. Como precursora da cena tem-se Restos de Nada, seguidos de Cólera, Ratos de Porão, Pysicoze e Fogo Cruzado. A principal características desses grupos são a agressividade no expressar, protestando contra às arbitrariedades dos Governos (sistema), a banda Cólera por exemplo, foi o primeiro grupo de punk rock a tocar nas questões ambientais; Brasília por seu turno lançou Legião Urbana. Há ainda no país os clássicos do Rock ‘n Roll: Cazuza, Cássia Eller, Paralamas do Sucesso e mais. Não podemos esquecer de mencionar Alice in Chains o irreverente Cobain e Nirvana na cena mundi. O atual cenário nacional é marcado pela explosão midiática na qual o Emo tem sido alvo. Com seus cabelos chapados e suas calças apertadas, são um fragmento do Punk a lá Ramones só na indumentária e sem as cores exorbitantes. Na Bahia, em cena o rock, destaque para as bandas The Dead Billies, Lisergia, Úteros em Fúria, Crac!, Inkoma, Dois Sapos e Meio, Penélope e Catapulta. Todas precedidas pelos Panteras Negras e Raulzito. O cenário atual conta com Pastel de Miolos, Cascadura, Retrofoguetes, The Honkers, Pitty, Los Canos, Brinde, Cama de Jornal e outras. Catu, por sua vez, não é indiferente. Tem também seus grupos, cito: Obus, Infúria e Cabecita. Na atual cena destaque para Not Names... Que o rock não se apague enquanto os riffs e os acordes vibrarem.

Por: Rafael Rosa
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As Portas Estão Abertas



Nunca se viu outro se manifestar neste espaço. Nunca se viu outro criticar e/ou se expressar nesse espaço, contra ou a favor da atual gestão. O que se ouve na realidade é que o nosso existir está vinculado ao professor Adilson. De fato, tais comentários são projetados devido ao mal-estar que temos causado. Aí então se vê tentativas de suborno de servidores ISP. Tem até assessor. Então tentam nos corroer pela base. Tentam nos calar de alguma maneira. Entretanto, resistimos. É válido ressaltar que as portas estão abertas aos outros nove nobres da casa legislativa e; já que o silêncio das sessões das terças feiras são justificados pela dicção fúnebre e a oratória pífia: o espaço aqui é de escrita. Então interajam conosco e se mostre... Sendo assim, se não portarem um rabo preso com a gestão, manifestem-se! São inúmeros os convites. Manifestem-se e parem de nos rotular, pois as portas estão abertas à suas competências. Se é que elas existem.

Por: Rafael Rosa
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Ser cínico é uma arte


Ser cínico nas instituições públicas faz parte. E lá, como não poderia deixar de ser, ser cínico é uma arte. Ampla arte de envaidecer os bolsos e enganar o bobo. E os bobos somos nós. A bola da vez vejam vocês, alguns querem mais, alguns pedem menos, alguns pedem mais. E, cinicamente cênicos os elegemos com a miopia caprina de não ver as falcatruas que brotam como fungos em frente aos nossos olhos. Depois reclamamos, mas os amamos. Ame ou deixe-o. Ame-os quando sorrir. Chorem por prolongado tempo, sem discernir os atos falhos de um momento reverberando por longo tempo. Vendidos como meretrizes paraguaias, praguejem enquanto eles fingem ser anjos salvadores. São sim anjos caídos. Poluindo o bem-estar social com aquela fumaça cinza de minério peneirado. Cuidado! Estamos sem escolha. Enquanto isso, escutemos os discursos salvadores. Enquanto isso, ser cínico é só um jogo. O jogo da dissimulação.


Por: Rafael Rosa
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Ser ou não ser (im)parcial



 O jornalismo nos moldes em que se dá atualmente, haja vista os debates acerca da profissionalização da atividade e não obstante a ele, se apresenta vazio e opaco. Igualmente, o discurso sobre parcialidade e imparcialidade, esvaziados de si mesmos, inviabilizam o ou um processo de apreensão da realidade o qual se faz essencial para que os indivíduos se apropriem dum devir reflexivo. Eu acho também que este texto, não obstante ser de cunho “jornalístico” (sic), o que pressupõe o uso da primeira pessoa do plural; o que, também, apenas funciona como recurso lingüístico para dar as tonalidades de imparcialidade, está sendo escrito na primeira pessoa do singular. Tendo em vista que todas as pessoas desse texto serão eu mesmo. 1ª, 2ª, 3ª e quantas mais aparecerem por aqui e em qualquer outro texto tecido por mim. O pensar enquanto atividade reveladora exige coragem, ousadia e questionamento. Isso porque pensar é uma atividade deveras difícil! Que é isso que estou falando? Isso mesmo! O pensar imparcial, segundo Nietzsche é se despir dos valores que o envolve e se debruçar sobre uma reflexão que nem sempre ou quase nunca agradará os receptores. Enquanto isso não acontecer – pois até hoje ao meu ver, em primeira pessoa do singular, o único a fazer de modo tal foi ele –, logicamente falaremos de um lugar comum. O problema é quando o tal lugar comum se torna um ponto objetivo na orientação de interesses particulares e não coletivos... Enquanto isso, a parcialidade reclamada por muitos caracteriza-se apenas por recursos lingüísticos de dissimulação. Ademais, se caracteriza como uma subestimação dos leitores uma vez que tais recursos tentam maquiar uma real intenção. Pensar dói? Dói naqueles que expressam seus pontos de vista e são censurados. Doeu em Nietzsche que se lançou numa empreitada de meio século em 40 anos o que colaborou, também, para sua loucura no fim da vida. Dói em alguém mais... Em meus eus de primeira, segunda, terceira pessoas, tanto do singular quanto do plural. Ser parcial tem sido só um recurso; não uma verdade. 

Por: Rafael Rosa
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Viva ao Dois de Julho na Bahia de todos os Santos



No clássico Raízes do Brasil, Sergio Buarque de Holanda, afirmou ser a colonização portuguesa uma alavancadora da nação brasileira; seria a colonização uma missão histórica a ser realizada, não obstante as falhas naturais do processo colonizador. O contraponto aos portugueses seria, de acordo com Sergio Buarque, os holandeses. Contraponto no sentido de se revelar enquanto força de trabalho nórdica versus o espírito aventureiro português. Caio Prado Junior em História Econômica do Brasil, também um clássico, por se turno, considera a colonização portuguesa um fracasso às terras brasileiras na medida em que não houve uma organização processual durante a colonização. Igualmente considera a inserção do africano de “força bruta” e “pouca intelectualidade” um dos fatores que serviram para o fracasso colonial.

Pensar o Brasil destituído dessas categorizações é lançar um olhar inócuo sobre a história do nosso país, pois de tal modo, as mesmas deram origem à manifestações, em maior ou menor grau, que levaram nosso país à emancipação. Isso porque, o Brasil, enquanto colônia em vias de liberdade se configurava instável política, econômica e socialmente. Primeiro, devido a falta de autonomia dos “nativos” – nos referimos àqueles em que um gérmen de construção de uma identidade brasileira se fazia presente. Segundo, pela fuga da coroa portuguesa para o Brasil o que contribuiu, não obstante a independência processual que vinha se cunhando, para o fortalecimento de uma contra-identidade portuguesa. De tal modo esta formação identitária proporcionou a determinadas províncias como Pernambuco e Bahia certo descontentamento aos privilégios que a corte portuguesa estava proporcionando a outra província: o Rio de Janeiro.

Iniciaram desta forma manifestações de insatisfação em Recife que logo foram desarticuladas. Na Bahia o recôncavo e a sua atual capital formaram os cenários para as revoltas, tendo com data específica o 2 de julho de 1823 que marca também historicamente o processo de independência da Bahia. Nesta data as tropas do exercito e da marinha brasileiras “invadiram” Salvador e tomaram o poder, através de muitas lutas, do domínio português. Atualmente, nesta mesma data – o hoje – comemora-se o marco da Independência de nosso Estado. Independência essa que se tomada como base outros eventos de libertação histórica também será interpretada como um evento que se processou a partir das elites. Neste sentido, as forças militares têm importante papel na história do Brasil, derivadas, a princípio, da velha guarda nacional forjaram uma identidade na qual preconizava um ego imponente, principalmente, depois dos resultados na Guerra do Paraguai.

Significa dizer, desta maneira, que a comemoração do 2 de julho, enquanto um fator de libertação / independência da Bahia, não representa em si a libertação duma província, nada mais é do que popularmente falando a celebração às tropas da marinha e do exercito. E, não obstante o cortejo ter sido considerado oficialmente bem imaterial do Estado, atualmente, não vai além do esvaziamento da tradição outrora enaltecida por militares e intelectuais que ostentavam na pompa de um Estado liberto e engrandecido a concorrência frente ao desenvolvimentismo carioca fomentado pela corte portuguesa. Não queremos dizer com isso que tais lutas não foram importantes para o país. Queremos chegar ao ponto no qual afirmamos que o significado atribuído a ela tem se esvaziado. Não obstante ao clichê renitente que se faz em palavras, devemos considerar que a independência se faz todos os dias. Há a necessidade, inclusive, de nos libertar dos modos como a nossa história tem sido cunhada: em grande medida a partir do topo da hierarquização social. Que o Dois de Julho sirva pelo menos para afirmar nossa identidade enquanto baianos, sem reduzir Bahia a sinônimo de Salvador, sem restringirmos a Bahia a faixa litorânea, sem reduzirmos o Brasil à região sul/sudeste. Viva ao Dois de Julho.

Por: Rafael Rosa
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É tudo mentira



Parece ser tudo meio pós-moderno. Parece sempre ser tudo aqui um pouco inverno. Nublado de má vontade. Chuvoso e sem verdades. Tudo parece um pouco, só um pouco, mesquinho. Mesquinhez da esquina. Mesquinhez de latrina da casa dos poderes. Tudo parece falatório. Discurso retórico. É tudo mentira. Sorriem como hienas diabólicas querendo um aconchego. Mas se me aprochego, nego, o sorriso é dentada. De caninos ferozes que rasgam a pele como pitbulls treinados para matar. Raposas selvagens. Coyotes famintos. Sedentos do dinheiro público e do poder. Poder de ter, como voyers a lá francesa, o observatório trono imperial da orgia eleitoral. Que se vende e se compra. Tudo pareceria ser o mais fabuloso conto de fadas. Se nas atas não houvesse registros da carniçada poderosa que se faz por de baixo dos panos. Danos no patrimônio publico. Danos na moral jurídica. Danos em nossa ineficiente carta constitucional. Danem-se políticos de carreira. Batedores de carteiras.

Por: Rafael Rosa
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Parabéns, Catu! 143 anos de muita história

Igreja Matriz
Comemorar o que dia 26 dos 06? A emancipação política de Catu? Piada! Pois hoje precisamos emancipá-la uma vez mais. Emancipá-la de parasitas simbióticos que necrosam as bases da pseudo-democracia. Emancipá-la das falcatruas e dos discursos “inocentes” daqueles que sugam os bens públicos. Libertar Catu do sectarismo corrupto-autóctone que se camufla nas orações clementes a Deus. Precisamos comemorar o que? As acusações infundadas? As obras incompletas? As declarações retóricas? A infidelidade partidária? Precisamos comemorar! Com o hino catuense a formosura da terra e com o hino do Brasil enaltecer as margens plácidas do nosso decomposto Rio. Precisamos comemorar? Comemoremos com as festas juninas a incompetência dos dois poderes. Comemoremos a emancipação política, apesar de ela precisar ser emancipada mais uma vez. Emancipada com nosso grito e nossa luta e nossa informação. Emancipada com nossa garra. Nossa farra? Não. Comemoremos nossa emancipação política com a distribuição de cestas básicas, com os sorrisos paraguaios e a esperança de reeleição. Comemoremos!... Ano que vem tem mais.

Por: Rafael Rosa


Confiram também as fotos históricas de Catu e as da atualidade, clicando aqui.


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A festa começou: a família metralha e os novos métodos de assalto.


 “Olha a cesta básica, quem vai querer. Olha a cesta básica, fresquinha e de graça. Olha a cesta básica. Para todos. Sem distinção de classe.”

Os joguetes políticos começaram mostrar sua intensidade, visto que pouco tempo falta para os marotos apertarem os cintos de segurança para a temporada eleitoral.  O tal jogo necessita a articulação de todos. Digo, todos aqueles interessados em seu próprio bolso e na carreira política que, de fato, é uma praga nacional. Praga no sentido de estabelecer uma relação de usurpação dos bens públicos: aquilo que sai de nossas carteiras e mais. Praga no sentido de na independência dos poderes, tornarem–se dependentes um do outro da pior forma possível. No assistencialismo urubuzeiro. Na compra de votos prévia. No enaltecimento da imagem dos doadores de comida aos “necessitados” votantes viciados. No controlar do executivo sobre a maior parte do legislativo que se faz de pateta. E na patética ignorância camuflada nos fazem de abestalhados. Com festinhas e cestinhas. E pior, as cestinhas para quem não precisa.

Faz-me rir ouvir que os nobilíssimos vereadores são mais capacitados para fazer o mapeamento das demandas de risco social da população do que a Secretaria de Ação Social a qual tem finalidade quase que exclusiva para isso. Noventa por cento dos mesmos, quem sabe até 80%, - sendo otimista –, não tem a capacidade de legislar de forma adequada, imagina mapear as áreas de risco social de Catu? O certo é que o voto quase certo começa a ser requisitado através do assistencialismo canalha. O certo é que se não acordarmos passaremos mais 4 anos rezando e orando com vossas excelências na Câmara, as terças-feiras a noite, para ver se Deus abençoa a cidade. Isso fazem com fé. Mas a boa fé e ética para com o cidadão... 

Por: Rafael Rosa
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