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É tudo mentira



Parece ser tudo meio pós-moderno. Parece sempre ser tudo aqui um pouco inverno. Nublado de má vontade. Chuvoso e sem verdades. Tudo parece um pouco, só um pouco, mesquinho. Mesquinhez da esquina. Mesquinhez de latrina da casa dos poderes. Tudo parece falatório. Discurso retórico. É tudo mentira. Sorriem como hienas diabólicas querendo um aconchego. Mas se me aprochego, nego, o sorriso é dentada. De caninos ferozes que rasgam a pele como pitbulls treinados para matar. Raposas selvagens. Coyotes famintos. Sedentos do dinheiro público e do poder. Poder de ter, como voyers a lá francesa, o observatório trono imperial da orgia eleitoral. Que se vende e se compra. Tudo pareceria ser o mais fabuloso conto de fadas. Se nas atas não houvesse registros da carniçada poderosa que se faz por de baixo dos panos. Danos no patrimônio publico. Danos na moral jurídica. Danos em nossa ineficiente carta constitucional. Danem-se políticos de carreira. Batedores de carteiras.

Por: Rafael Rosa
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