Gill Attack
Em entrevista a uma rádio, a ilustríssima, não se calou e soltou o verbo. Seu falar foi como se sua gestão fosse a melhor possível. Mas, provavelmente, tem noção da lambança que tem feito nesses quase oito anos. O discurso impositor e de ataque, talvez, saiba ela, foi para atingir quem sabe a maioria que disse ser simpatizante de sua gestão, que eu e muitos ainda não vimos. É sabido que a seriedade que atribuiu ao meio difusor de sua fala já cai em descrédito por patrocinar um ataque vazio que só deve ter sentido à mesma. Agora não quer apenas “nos” calar, quer falar sozinha também. Quer impor sua verdade e seu prolongamento no poder. Quer deixar um filho pródigo, mas que já sabemos é imoral. Gill Attack foi tão esvaziado em si mesmo que só citou nomes e desqualificou-os sem materializar o argumento. Ataque e excesso de fúria? Desequilíbrio? Razão exacerbada? Essa com certeza não. No final das contas quase entendi como uma ordem: parem de falar de mim, deixe que falo sozinha. Só falta agora tatuar no braço direito um microfone. “É lamentável essa postura, é uma vergonha...”.
Por: Rafael Rosa




