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Pêpêáoquê? O fiasco de uma grande ideia

O empenho e a dedicação de Michel Santos, que defendeu com brilhantismo a ideia, não foram suficientes para garantir o sucesso do Plano Plurianual Participativo (PPA-P) de Catu. Trazer o povo para dentro das discussões da elaboração do PPA poderia ter sido uma ótima oportunidade de o governo Gera Requião finalmente conseguir ser acarinhado pela população, porém o que se viu foi novamente a tentativa frustrada de se utilizar eventos populares para medidas popularescas, exatamente como temos visto com as recentes conferências.

Não adianta em nada realizar eventos de forma desorganizada – que mais soa como desastrosa – somente para constar como um governo de participação popular. De que servem conferências com a participação maciça apenas de servidores e do alto clã da prefeitura? De que serve um PPA-P esvaziado? O povo não quer participar? Ou não querem que o povo participe?

O propagandismo ineficiente – troquemos por deficiente – insiste em vender de forma equivocada a imagem de um governo nos braços do povo. Por que nossos secretários, diretores, chefes, sub-chefes e todos mandatários que existem na folha e fora dela não ouvem a voz das ruas catuenses? Não aquela que berra puxa-saquismo, mas sim as vozes roucas que sussurram já desacreditadas ou amedrontadas, pois em nossa aldeia não se pode criticar senão o bicho pega.

Colocar o povo como protagonista vai muito além de se realizar suntuosas conferências ou slides coloridinhos para pêpêás. O ponto fundamental – e solenemente esquecido, propositalmente ou não – seria levar o povo para as discussões, principalmente os jovens. Mas não é o que temos observado.

Nesse oitavo mês do petismo-pedetismo em Catu, afirmo sem receio, seja lá do que for, que a equipe deste governo, em sua maioria, é um desastre. Até que temos alguns bons nomes no epicentro do poder - e também gente sem capacidade alguma para a função que exerce -, mas parece que tudo esbarra em alguma barreira ou na ineficiência de alguns. Este foi o caso do fracasso do PPA-P de Catu e das conferências. Claro que o setor de propagandas – que ainda não se encontrou – irá dizer que foi sucesso, mas nem as fotos conseguiram maquiar o fiasco.

Reafirmo o que disse em outra coluna: do jeito que está indo, o governo Gera trabalha apenas para um mandato. Se estiverem visando a reeleição está na hora de acordar e – perdoem-me pelo trocadilho infame – acelerar. O petista tem perdido importantes apoiadores de campanha, aqueles que de fato votam e conseguem votos. E, pelo andar da carruagem, fatos notórios que levaram os mangangões até o poder também poderão ganhar outros ares.

#VemPraRua: Um movimento de amor pelo Brasil. Que mal há nisso?

Nestes últimos dias estou orgulhoso deste meu povo brasileiro que foi às ruas protestar. Não vou nem me apegar ao que motivou o início dos protestos, nem aos atos de vandalismo nem a repressão policial. Disso tudo prefiro ver o lado super positivo: o brasileiro não está tão acomodado como se pensava.

A direita mais assanhada vibra achando que é o início da revolta contra o governo luladilmapetista. Mas se esquecem que a PM que tocou o terror em São Paulo no início das manifestações é comandada pelo governador Alckimin, do PSDB. Esquecem que o estopim do protesto foi unicamente o aumento das tarifas do ônibus (prefeitura PT) e do Metrô (governo PSDB). Mas também deixarei essa análise - muito mais profunda do que os 20 cents - de lado.

O mais interessante disso tudo foi - e é - ver os brasileiros tirarem as bundas das suas confortáveis cadeiras e partirem da revolução virtual para a real. Sem querer, a mídia golpista do Brasil acabou incentivando - a contra gosto, reforço - um sentimento de querer mudanças em todos os níveis e não só mais nos 20 centavos. Agora correm atrás do prejuízo e se torna cômico ver a Patrícia Poeta tendo que ler a nota "camarada" no Jornal Nacional e o Arnaldo Jabor pedindo desculpas no Jornal da Globo por ter chamado o movimento de inútil. Novos tempos.

Por um lado fico orgulhoso por demais da conta. Por outro, fico decepcionado e preocupado em como parte dos brasileiros reagiram -- e reagem -- a tudo isso. Como disse um comentarista de segurança pública na Tv: o brasileiro se desacostumou a protestar e está reaprendendo a lidar com isso. Concordo. E que bom que dias depois as coisas estão melhorando e sendo tratadas de forma diferente.

Já em Catu... Ahhhh... em Catu. Confesso que quando comecei a escrever este texto (na semana passada e deixei de lado) não esperava que nesta província fosse acontecer qualquer manifestação similar as que estão ocorrendo por todo o Brasil. Mas pelo quê os catuenses querem protestar?

Como em toda as cidades brasileiras, e de qualquer parte do mundo, sempre haverá algum mínimo motivo que cause o descontentamento das pessoas. Por que em Catu seria diferente? Assisti perplexo a reação de algumas pessoas diante da iminência do movimento #VemPraRuaCatu. Foi um verdadeiro caça às bruxas. E quico?

Por que em Catu o povo não pode ir às ruas protestar seja lá pelo que for? O que há de se temer em uma manifestação popular? Como disse Jô Soares (sim, meu novo filósofo) ontem: "Se há queixas é preciso ver o que está acontecendo". Então, façamos dos questionamentos as soluções, dos gritos as respostas e todos juntos marchemos -- não é um convite, é um simples jogo de palavras... Pois é, agora tenho que ir traduzindo o que escrevo, pois tem "alienados" que veem pelo em ovo -- para mudar a cidade.

Ao invés de buscar quem puxou o movimento ou de se preocupar com o que pode acontecer, seria melhor receber o povo de braços abertos, dialogar, ouvir as queixas e propor soluções. Qual o bicho de sete-cabeças? Não vi em nenhuma postagem no Facebook o povo dizendo que vai fazer um evento violento ou que será um ato político. Na verdade, essa manifestação (se realmente tiver fôlego até o dia 26) será um grito de orgulho de ser catuense, um grito de amor pela cidade; é como se dissessem: Nós amamos Catu e vamos lutar juntos por ela. Que mal há nisso?

Os políticos em geral não devem temer o grito do povo. Não é uma manifestação contra a Prefeitura nem contra nenhum vereador, é apenas um pedido de atenção, assim eu vejo e espero não estar enganado. É sempre bom lembrar que nunca as reclamações serão sanadas, mas também é bom registrar que é dever do poder público ao menos tentar pôr fim as reclamações do povo.

No mais, vamos todos tentar ver o lado positivo do que está acontecendo no Brasil e jamais deixar que politizem o movimento, como já estão fazendo e tornando o foco das marchas a PEC 37, quando grande parte dos manifestantes nem sabem o que significa o termo PEC e nem do jogo que há por trás da 37 entre os poderes Legislativo e Judiciário. Mas isso vale um outro texto. Por aqui fico e vamos todos amar Catu e aprender com as críticas.

De coração, lamento por aqueles que agem contra a liberdade de expressão e não sabem aceitar uma crítica, mais ainda por aqueles que não a entendem e muito mais ainda dos que não sabem crescer com elas. É bom ficarmos atentos, pois o verdadeiro inimigo come em nossa mesa, isso quem disse foi Jesus e não eu.

A juventude catuense precisa ter voz e vez



Começo com uma pergunta: cadê a Secretaria da Juventude? Uma das principais promessas da campanha do petista Gera Requião não saiu do papel até hoje. Parece que tudo depende de uma reforma administrativa. Novo questionamento: se a secretaria durante a eleição foi colocada como prioridade para a defesa dos interesses da juventude por que agora deixou de ser? Mais um: não seria então prioritário fazer a tal reforma administrativa?

O prefeito, enquanto candidato, se comprometeu com 13 pontos estratégicos para a juventude catuense. Os novos alienados, ou os simples puxa-sacos, virão com aquele papo para boi dormir de que o governo está no começo e blá blá blá. Não serei leviano em cobrar uma Praça da Juventude em apenas cerca de 5 meses de gestão. Porém, como representante da juventude deste Território, vejo com preocupação a demora em se dar o pontapé inicial em defesa da nossa juventude: a criação de uma Secretaria que tornaria ainda mais viável não só a Praça da Juventude, como muitos outros projetos.

Até o momento, os jovens catuenses estão recebendo o mesmo olhar de antes: futebol e futebol. Ahhhh... Sim. Os cursos técnicos. Vemos o esforço de alguns em aumentar a oferta de cursos para os jovens, mas é tudo tão solto, tão aleatório que o que poderia ser maior acaba se reduzindo no caminho.

Definitivamente, os nossos jovens não estão recebendo a devida atenção. Tenho visto a proliferação de festas e mais festas na cidade com a presença maciça deles. Os mais desatentos dirão “Que maRRavilha!”. Porém, eu digo: que tristeza. Basta dar uma fuçada no Facebook e vemos fotos de vários menores de idade madrugada adentro consumindo bebida alcoólica (e sabe-se lá Deus o que mais) e banalizando a sexualidade. Pergunto: Onde está o Conselho Tutelar de Catu? Cadê o Poder Público? Quem fiscaliza estas festas? Os nossos jovens merecem estar largados a própria sorte?

A Secretaria da Juventude atua de forma combinada com as demais secretarias para, em cada uma, apontar as necessidades dos jovens. Ela também desenvolve e cuida de projetos específicos, como projetos de inclusão social, de incentivo à cultura e ao primeiro-emprego. A Secretaria da Juventude é crucial para a defesa dos interesses e dos direitos da juventude catuense. O Brasil possui uma Secretaria Nacional da Juventude; a Bahia, a estadual; e vários municípios já têm secretarias municipais. Até os governantes mais conservadores têm percebido que a juventude precisa ter voz.

Em Catu não deve ser diferente. Os nossos jovens devem e podem ter mais oportunidades. Não é admissível ver as melhores chances serem dadas apenas aos filhinhos de papai. Quem disser que não, que estou exagerando, sugiro deixarem um pouco a revolução facebookiana e partirem para as ruas da nossa cidade. Que tal bater um papo com os jovens menos favorecidos?

É lamentável questões como o transporte universitário não receberem o tratamento adequado. Talvez por não terem sido tratadas por alguém com o olhar voltado especificamente para os jovens... Eis a razão de todo o problema. Em uma cidade em que Agricultura e Esporte são de uma mesma secretaria, não se pode esperar muito. Enquanto isso, os times de futebol estão com os uniformes em dia. Ponto pra eles. E uma pena achar que a juventude só quer isso.

A juventude catuense não pode ficar no silêncio. É preciso coragem, seriedade e perseverança. Vamos todos lutar por nossos direitos e cobrar a criação da Secretaria da Juventude, coordenada por um jovem, para que possamos ter voz e vez em Catu.


O povo quer ver mais

"Talvez seja muito cedo para avaliar o governo". Este certamente é o pensamento de alguns, mas a mensuração do tempo, neste caso, torna-se dispensável para analisarmos o que nos cerca em nosso dia a dia.

Os catuenses  apostaram todas as suas fichas no governo petista e em um recomeço para a cidade. A população queria renovação após oito anos de um mesmo governo. Fato comum na democracia, o que não significa, como já disse outras vezes, que o governo anterior tenha sido o fim do mundo, porém, em uma democracia saudável, a alternância do poder se faz necessária.

Talvez seja cedo demais para dizer que o governo Gera Requião seja péssimo ou ótimo. Mas é preciso ficar atento ao que vem das ruas. Também não é para se ignorar uma enquete que já ultrapassou a marca de 500 votos individuais. Basicamente o que temos até agora é um recado claro do povo de que algo não está funcionando muito bem. Ruim/Péssimo está empatado com Ótimo/Bom, seguidos daqueles que consideram o governo Regular.

Diante desses dados, os mais negativos dirão que o governo enfrenta uma alta rejeição. Mas não é o que ocorre. A verdade é que foi criada toda uma expectativa, talvez até maior do que se devia, em torno deste novo governo e, diante dos resultados apresentados, o povo tomou um belo banho de água fria e perdeu o ânimo.

Não disse que os resultados não foram bons, mas as ações não foram de impacto, como as de ACM Neto em Salvador que assim que assumiu tomou medidas simples, mas populares, como uma simples proibição de estacionamento na Orla e o Domingo É Meia. Em Catu, o governo precisa entender que não basta "tirar foto no espelho pra postar no Facebook". É preciso boas ações de marketing (e não apenas o propagandismo que temos visto) para mostrar o verdadeiro potencial de pequenas ações.

O governo petista em Catu começou arrumando a casa. Os dias passavam e a conversa era a mesma. Não aponto erro nesta arrumação, mas houve falhas graves em como isso chegou ao povo. É como se dissesse: "estamos sentados arrumando os papéis". Se tinha algo errado por que não foi mostrado? Apenas meses depois abrem o Inocêncio para visitação, atitude de mau gosto, por sinal. A casa deveria ser arrumada, mas os erros deveriam ser divulgados e as intervenções deveriam ser mais próximas do povo.

Como o povo pode sentir que este é um governo de renovação se ao andarmos nas ruas da cidade a vemos tomadas de mato? Como nos sentir bem vendo o transporte coletivo a mesma sucata de sempre?

Vemos o esforço da administração e de alguns colaboradores em promover avanços, como as melhorias na limpeza urbana com instalação de lixeiras e estabelecimento de horários para a coleta de lixo. Mas algo ainda não se encaixa e é preciso procurar onde estão as falhas e estancá-las no começo antes que virem casos crônicos.

É preciso ir até as ruas, mas se esquivar daquelas dos puxa-sacos, ouvir da população o que eles têm a dizer e ficar atento porque até as fofocas tem lá o seu fundo de verdade. Bem, mas se não tiver interesse na reeleição é só continuar nessa mesma pegada.

Acredito, na humilde visão de um cidadão catuense, que não dá para se esperar até julho para uma avaliação do quadro da prefeitura. Está na hora de sentar com os secretários, diretores e seja lá mais quem for e balançar os currículos para ver quais permanecem de pé. Não é aumentando os peixes que se conseguirá manter o cardume.


Gerando mudanças

Prematuro afirmar, em apenas 6 dias, que o novo governo instalado no dia 1º de janeiro esteja sendo mil maravilhas. O inverso também se faz verdadeiro. Porém, a sensação por toda a cidade é a de positividade e de confiança para que o Governo Gera Requião seja um dos melhores de todos os tempos.

Ao que tudo indica, nesse começo de gestão o petista e sua equipe estão se familiarizando com a estrutura administrativa, realizando ajustes e planejando as intervenções necessárias. Não há a preocupação com medidas imediatistas apenas para causar impacto. Um bom sinal. Governo bom é aquele bem planejado.

Não há como negar o grande empenho do prefeito com a Festa de Reis. Esta causou preocupação em muitos catuenses devido ao seu histórico de violência. Mas o que se viu foi uma festa tranquila e com valorização do seu papel cultural.

Porém, também não há como deixar passar em branco alguns aspectos, como alguns pontos de lixo espalhados pela cidade. Esperamos também que o setor de comunicação se estruture o mais breve, já sinto melhoras. Talvez não seja exatamente uma crítica, pois, como eu disse, o governo tem apenas 6 dias. Vamos encarar como um alerta para que nos próximos dias possamos ver tudo se resolvendo.

Bom ver que o novo prefeito tem se preocupado em montar da melhor forma possível a sua equipe, cumprindo a promessa de valorizar o perfil técnico. Claro que sempre teremos um ou outro nome para questionar. Mas vamos dar votos de confiança e acreditar que tudo vai funcionar da melhor forma possível.

O desafio para o Governo Gera Requião é grande. Não me refiro às gestões anteriores, pois acredito que ele deva olhar para a frente e fazer o melhor pela cidade sem se preocupar em apontar os erros do passado. Até porque também há acertos a serem apontados.

O principal Gera Requião já tem que é o apoio popular. Os catuenses estão unidos em corrente positiva para que este governo possa gerar grandes mudanças em Catu. É apoiar, criticar e saber valorizar as ações desta gestão.


Que venha 2013


O ano de 2012 já está em sua reta final. A sensação a todos do Expresso Catuense é a de dever cumprido. Foi um ano bastante agitado e no qual consolidamos de uma vez por todas o Expresso como um  dos principais meios de comunicação da cidade. Demos um grande passo ao investir no caminho inverso ao digital, o do jornal impresso.

Acreditamos, insistimos e deu certo. E para o próximo ano o nosso projeto de expansão é ainda mais audacioso e sem perder a nossa maior conquista: a credibilidade. Muitos se perguntam sobre a mudança do governo municipal e o nosso posicionamento. O que muda? Para o Expresso Catuense nada muda, pois nunca fomos e nunca seremos a mídia marrom que age para o interesse de grupos políticos.

Ao longo desses, já quase 2 anos, conseguimos aproximar a população catuense da vida política da cidade. Sempre agimos em defesa do povo de Catu e assim continuaremos. Apoiaremos o que de bom o novo prefeito faça e também estaremos com nossas câmeras, mouses e teclados prontos para criticar os erros e denunciar o que de errado for.

Para 2013, desejamos que Catu possa se desenvolver mais. Acreditamos que assim será. O novo prefeito tem tudo para fazer uma boa gestão. De fato, a casa está arrumada (a máquina administrativa) e pronta para progredir.


Olhos Abertos


Muitos tem questionado quem irão assumir os cargos mais importantes da Prefeitura em 2013: as Secretarias e diretorias. O alto interesse popular é facilmente explicado. Quanto mais alto o cargo maior é o salário, só os secretários irão abocanhar 7 mil reais por mês, tudo bancado pelo povo. Logo, tais paraísos devem ser ocupados por pessoas competentes e não simplesmente por amigos e apoiadores de campanha.

O secretariado e as diretorias são o cartão de entrada de um governo. E será a partir destes nomes que o Governo Gera vai dizer a que veio. Não quero me apegar se este ou aquele nome indicado vem pela cota de partido, de apoio, de amizade, de mesa de bar... Nada disso. Devemos voltar nossos olhos é para a competência de cada um. Não importa se tem experiência, se é da área ou não. O Serra, guardadas as devidas proporções, não era médico e foi o melhor ministro da Saúde que o Brasil já teve.

Muitos nomes começam a circular pelas ruas da cidade. Bons nomes, nomes não bons, mas guardo a minha análise para quando forem nomes definitivos.
O que mais espero é que a população de Catu acompanhe atentamente a formação do governo e também os seus passos. Não pode-se deixar o novo governo solto como se fez com Gilcina. Na hora de reclamar pode ser tarde demais —embora eu acredite que não haverá.

Os demais cargos a serem ocupados também chamam a atenção. A população espera apreensiva, uns de olho em algum pedaço, outros esperando para criticar ou elogiar. Tem quem receie que a prefeitura se torne um reduto de patricinha e mauricinhos ou que pessoas questionáveis componham o próximo governo. O povo está de olho em cada movimento.

Olhos abertos também para outras questões, como os contratos que serão firmados na próxima gestão. Quem estarão por trás das empreiteiras? A rádio que só batia vai continuar mamando forte? Os servidores corpo-mole continuarão fazendo da prefeitura uma extensão das suas férias? Catu terá a cultura resgatada ou apenas festas de pagode e muito bate lata?

São tantas as perguntas e até agora poucas as respostas. Mas tudo será esclarecido ao seu tempo. No momento só nos resta acreditar que tudo será diferente.


CONFUSÃO: Eleição do Conselho Tutelar de Catu foi marcada pela desorganização

Ontem (02) aconteceu a eleição para o Conselho Tutelar de Catu, elegendo (?): Telma, Lau, Cleide, Jaci e Paula (CLIQUE AQUI para ver o resultado completo). Porém, o que deveria ser mais um dia de exercício da cidadania e da democracia se tornou um momento constrangedor, vergonhoso, desrespeitoso e que nem de longe cumpriu o seu papel.

A eleição deste domingo é totalmente questionável e levanta sérias dúvidas quanto a sua seriedade. Em uma cidade séria ela seria cancelada, mas se nem mesmo diante dos absurdos cometidos durante a votação nenhuma medida por parte de quem tem que fazer cumprir as leis se viu, imagina agora que o tumulto já passou.

Com uma cidade com vários colégios e outros locais melhores para se realizar uma eleição, os catuenses foram obrigados a enfrentar o aperto, o calor e a falta de ventilação da Câmara de Vereadores. Uma situação extremamente humilhante. Para complicar ainda mais, a desorganização, ou melhor, a completa falta de organização piorou o caos no local. A fila era enorme, as reclamações, o tumulto, os questionamentos, tudo se somava e aumentava o caos. A mesma desorganização foi percebida também em outros pontos de votação.

Eleição do Conselho Tutelar de Catu foi tumultuada.
(Fotos: Próprias/Natalino/Luana Alves)
A tentativa de se organizar o impossível era feita na base dos gritos. E o pior e mais digno de repúdio ainda era que, desde a abertura da votação até o seu encerramento, a boca de urna estava sendo feita desavergonhadamente diante de todos e nenhuma providência foi tomada. Até mesmo os fiscais da organização caçavam eleitores e colocavam na fila alegando prioridade (por causa da idade) e já os encaminhavam com o voto direcionado.

Recebi dentro do local de votação santinhos das mãos dos próprios candidatos. E, diante de tamanha cara de pau, me vi obrigado a questionar, em alto e bom som, a presença de uma determinada candidata fazendo boca de urna em todas as sessões. Só assim tomaram uma atitude, mesmo que a contra-gosto.

Várias pessoas tentaram exercer o seu voto pela manhã e não conseguiram, retornando ao local várias outras vezes ao longo do dia e mesmo assim não conseguiram. Isso certamente prejudicou muitos candidatos.

O que falar de uma eleição como essa? Em que a desorganização gerou dúvidas até mesmo quanto a veracidade do resultado? O que falar de uma eleição em que a boca de urna foi permitida, mesmo que digam que não, e feita até mesmo por alguns candidatos dentro do local de votação, na fila e dentro da sessão? Como diria Joaquim Barbosa: Isso me causou espécie.

E eu que pensei que Catu estava mudando, mas ontem eu vi que aquele outubro foi só um momento que entrou para a história. Nada mais que isso.

E viva à neo-democracia catuense!


E aí? Vai Gerar?


Antes de tudo gostaria de fazer uma confissão: no dia 7 de outubro eu gargalhei. Mas não por imaginar a cara da nossa querida prefeita ao ver o fim do seu reinado batendo na porta. Confesso que essa cena também me causou risos descontrolados. Mas a alegria maior foi ver o povo de Catu acordar, finalmente, e se unir em defesa da cidade.

A vitória de Gera Requião não representa a vitória unicamente do PT nem a dos seus aliados, mas sim a de cada catuense que disse NÃO a continuidade do desgoverno desta que sairá com altos índices de rejeição. Pasmem: enquanto escrevia estas linhas, recebi uma Oficial de Justiça com mais um processo afrontando contra a liberdade de expressão e de imprensa. Só rindo viu. Em quase dois anos de Expresso conseguimos muita coisa: Sol quente na cabeça, mais de 20 processos e a cada um deles mais disposição para seguir em frente.

Ficou claro com o resultado da eleição o desejo de mudança. Será que vai mudar mesmo? A ruptura com o passado será como a esperada? Os anciãos que lotam vários departamentos da prefeitura com seus pensamentos da época da radiola irão finalmente levantar os traseiros de suas cadeiras cativas?

São diversos os problemas da nossa cidade e a casa precisa ser reorganizada. O “oba oba” que imperou nos últimos anos precisa dar adeus. Não é mais aceitável que cargos sejam ocupados simplesmente por questões de amizade, parentesco ou partidárias. O resultado disso vemos nos noticiários de corrupção a nível nacional e na ineficiência da administração municipal (não abrangendo a todos, é claro). E onde ficariam os apoiadores? Ora, a resposta é clara. Ficam exatamente onde os seus currículos ou capacidades adquiridas os permitem.

Não posso deixar de lamentar pessoas que apoiaram candidatos visando apenas um retorno lá na frente. Pessoas que sempre jogaram do outro lado (a rádio mesmo...), como em um passe de mágica, mudaram os seus discursos e... Deixa pra lá. Às vezes estas são mais valorizadas e mais lembradas mesmo. Aprendi em casa, na vida e na minha outra profissão que a recompensa é o meu bem-estar e o do coletivo. O resto é consequência.

Importante é mudar. Mas não mudar apenas o gestor e continuar com os mesmos conselheiros e a mesma estrutura viciada. É preciso dar transparência ao que acontece na prefeitura que, por mais que digam que sim, não é nada clara em seus atos. Não basta dizer que segue as Leis, é preciso cumpri-las de forma eficaz. Funcionários que nem pisam os pés na prefeitura devem ser exonerados (Alô, Tributo!). Os aproveitadores da máquina pública também devem ser afastados. A prefeitura não pode se tornar refém de empresas e empreiteiros. Práticas como essas devem ficar apenas na lembrança catuense. Acredito que agora chegou a vez de Catu e dos catuenses. Sim, vai Gerar!


Catu precisa mudar

Dia 7 de outubro está chegando. Mas já estou torcendo para que chegue logo o dia 1º de janeiro de 2013 para que Catu finalmente possa sair do comando da atual prefeita, Gilcina Carvalho. Uma mulher que chegou ao poder como símbolo de esperança e que pouco fez. Uma mulher que tenta a todo custo entrar para a história da cidade como o melhor administrador que já tivemos, mas que sente a todo tempo o sabor amargo do desprestígio da população em relação ao seu governo. Cansei. Quero ver a minha cidade crescendo, se desenvolvendo e bonita de verdade e não só nas revistas de conto de fadas que eles distribuem pela cidade.

Ao longo desses quase 8 anos sob o comando de Gilcina vi Catu parar no tempo. Vi Pojuca crescer graças ao dinheiro do nosso petróleo perdido junto com as nossas terras por um ex-prefeito. Até a rodoviária vi despencar como se fosse o desfecho desse governo agonizante que sai de Catu pela porta dos fundos, rejeitado pela maioria da população.

A minha cidade não merece continuar sofrendo, entregue ao descaso e ao sofrimento. Catu precisa mudar urgentemente! Não quero passar mais 4 anos com a Casa da Cultura nem com as escolas fechadas. Não quero mais ver a cidade sendo asfaltada só em período de eleição. Cansei de pular buracos, de andar na lama e de ver o povo esquecido. Catu precisa ser bem cuidado e enterrar de vez o passado.

Precisamos olhar para a frente. Não dá para ver a cidade anestesiada, brigando com Dilma e Lula e deixando de trazer os programas do Governo Federal. Catu precisa crescer e viver uma nova experiência.

Que o dia 7 de outubro chegue logo, mas ainda continuo com o pensamento lá em janeiro. Já separei o meu melhor aceno para dar adeus a Gilcina Carvalho e aos seus 8 anos de (des-)governo. E que esse governo não volte para o bem da nossa cidade.


Vai um processo aí?

Volta e meia surgem notícias de jornalistas e blogueiros processados, uma verdadeira perseguição motivada por fins políticos. É o que se chama de censura judicial. Tal resquício da ditadura militar não está em nada distante da realidade catuense. Os poderosos da nossa cidade descobriram esta nova modalidade de silêncio forçado e abusam da prática, congestionando o judiciário local. A intimidação atinge radialistas, funcionários públicos, mas o principal objetivo é o de calar os blogs.

O Expresso Catuense é uma constante vítima de processos por parte dos políticos da nossa cidade. Estariam eles certos? Ou eles não sabem lidar com as críticas?
“A censura judicial chega a ser pior que a censura imposta pela ditadura militar”, Taís Gasparian (Mestre em Direito pela USP).
Os colaboradores do Expresso Catuense tiveram 18 processos abertos na justiça. Prova da sede de processar é que em alguns casos o processo não é apenas para quem assinou a matéria, mas para todos os membros. A prefeita de Catu, Gilcina Carvalho, mantém 8 processos contra o Expresso Catuense e mais um através do PR (Partido da República) do qual é a presidente, somando portanto 9 ações judiciais contra todos os membros do blog. Em 5 destes processos a acusação chega a ser absurda. São todos por conta das opiniões dos leitores do blog. Os poderosos advogados alegam que uma suposta honra subjetiva da pessoa Gilcina Carvalho estaria sendo ferida quando leitores fizeram comentários sobre a administração, ao chama-la de incompetente ou ao mencionar frases como “é uma vergonha ter uma administração tão incompetente que não consegue ao menos reformar uma praça” ou “explosão de incompetência... o povo é quem dança. Essa administração não tem selo de qualidade”. Em casos como esse percebemos a dimensão do perigo que a liberdade de expressão corre em Catu. A imprensa não pode emitir as suas opiniões sem antes se autocensurar por não saber quantos processos poderão vir por questões, por vezes, banais.

Há também 1 processo do vereador Nego por o blog Expresso Catuense ter divulgado uma denúncia, encaminhada ao Ministério Público, sobre o uso de combustíveis em sua gestão como presidente da Câmara Municipal. Tal denúncia foi considerada procedente recentemente, pelo TCM. Pelo mesmo motivo a justiça também foi acionada por outros 7 vereadores de Catu.

Vivemos um momento delicado na democracia e na liberdade de expressão em Catu. Acredito que o judiciário não se renderá as investidas dos poderosos que nada mais são do que a censura moderna, remodelada, mas com o mesmo objetivo: calar quem incomoda, quem fala a verdade. Podem processar quantas vezes quiser, mas pelos meus direitos eu vou até o Supremo.

Fonte: Jornal Expresso Catuense

14 neles! Será?

Aquele velho dizer de que o povo -- mais precisamente o eleitor -- tem a memória curta parece se confirmar neste início de campanha em Catu. De fato, o clima de "já ganhou" do candidato petebista Nardson é precoce, uma vez que apenas a sua campanha, ironicamente, acelerou até agora. Os marqueteiros de Gera assistem o avanço do oponente sem mover um dedo ou, talvez, estejam reservando grandes surpresas, o que duvido muito. Diante de toda a inércia do candidato petista, Nardson samba e pinoteia e consegue se colocar em evidência a ponto de fazer boa parte do povo esquecer os pontos negativos da sua administração tão fortemente atacados pela atual gestão, em um cenário bastante recente.

Arriscando a sua candidatura Nardson aliou-se a atual prefeita de Catu, Gilcina Carvalho, a qual enfrenta forte rejeição da população e que irá deixar a prefeitura com uma imagem bastante arranhada e no povo a sensação de alívio. Porém, parece que este mesmo povo não está se importando muito com isso.

A verdade é que Nardson também foi favorecido com as alianças de seu adversário. Gera decidiu apostar em um apoio do Pastor Daniel e de Dr André. Todos estes até pouco tempo eram unha e carne com a prefeita e dividiam a mesma mesa. Tais apoios que pareciam ser o golpe de mestre da campanha de Gera até agora tiveram efeito contrário. Pergunto-me: a campanha de Gera tem marqueteiro? Se tiver está mais do que na hora de acordar. Não adianta nada ficar apagado no início e depois querer acelerar no final. Não há turbo que dê conta do recado.

Nesta eleição, o eleitor catuense está sem saída: ou é apostar em um velho conhecido ou encarar um outro que quer voltar. Diante disso é que o voto nulo parece ganhar corpo a todo momento. Não que ele vai crescer a ponto de anular a eleição, mas com certeza a deixará ainda mais incerta.


Eleições 2012: Dois candidatos e uma só estrela

A corrida eleitoral começou. Fria ainda para a população, mas bastante intensa e movimentada em seus bastidores. Das convenções partidárias resultaram muitas surpresas e apenas 2 candidatos à prefeito. De um lado temos Geranilson Requião (PT) que recebeu forte apoio de diversos grupos e de nomes fortes na política catuense, além de ter como vice o Pastor Daniel, transformando em lenda, de uma vez por todas, aquela velha história de que ele não tinha o apoio dos evangélicos. Do outro lado temos Nardson (PTB), que até o último minuto do 2º tempo era considerado como o terceiro candidato. Porém, surpreendendo a todos, ele surgiu como o candidato da atual prefeita Gilcina Lago de Carvalho.

A notícia sobre os candidatos a prefeito em Catu foi comemorada por alguns e também não agradou uma parte das pessoas. Muitos esperavam uma eleição com a mistura de nomes já conhecidos, como Geranilson e Nardson, com o de novos nomes nessa disputa, como os vereadores Nego e Adilson. Mas o que parece ter causado muitos comentários negativos foi a aliança entre Nardson e a prefeita. Isso também tem causado rachas na base aliada e o rompimento de diversos apoiadores que apostavam em nomes como o de Dr André, Nego ou qualquer outro, mas não no de Nardson, o qual não traz boas lembranças ao povo catuense. Ou fazendo o sentido inverso temos também quem apostava em Nardson, mas que não viu com bons olhos a aliança surpresa com a prefeita, a qual enfrenta um desgaste no município.

O que não podemos admitir (ou talvez possamos) é que se tome forma aquele pensamento de rebeldia que às vezes tomam conta da gente em situações que não nos agradam no momento. Vejo despontar em alguns a ideia do voto nulo ou do voto em branco. Acreditem: isso não é protesto (ou talvez realmente seja). Querendo ou não um dos dois candidatos irá governar Catu. Então: decidam-se por um dos dois.

Observando toda a movimentação dos últimos dias devo admitir, e corrigir, que o verdadeiro tiro no pé quem deu foi o atual grupo governista. Talvez eu seja ingênuo (ou talvez certeiro), mas nunca se sabe o que realmente está por trás da aliança Nardson-prefeita, então não é bom subestimar. Tal decisão de se descartar nomes fortes e de se apostar em um ex-prefeito que não é bem lembrado no imaginário popular e que já foi inúmeras vezes citado em falas do próprio pessoal da atual administração, inclusive na rádio, como sendo o responsável pela perda das terras de Catu para Pojuca e polemizando em cima do episódio em que o Hospital Municipal foi fechado em sua gestão, ou é algo muito bem estudado ou uma atitude a ser bastante lamentada no dia 7 de outubro.

Hoje, com o cenário já definido, vejo o Partido dos Trabalhadores (PT) como o grande vencedor nessa primeira fase de composições. O partido conseguiu se desfazer daquela má impressão (e mal entendido) normal a uma prévia tão intensamente disputada por dois grandes nomes da sigla e se mostrou unido, forte e capaz de fazer boas articulações. Ao que parece, a estrela do PT nunca esteve brilhando tão forte em Catu.


Por que eles dizem que o Hospital Municipal de Catu é uma maravilha?


“Não existem omissões, como a denúncia pretende caracterizar e tão pouco descaso de qualquer natureza”, este foi o resumo de mais uma resposta da Prefeitura Municipal de Catu a mais uma denúncia de descaso contra o Hospital Municipal de Catu (clique aqui para ver a denúncia). Resposta esta que demorou 15 dias para chegar. 


Chama a atenção que sempre as desculpas são as mesmas: “não houve”, “a equipe trata com respeito e zelo” e muitas outras palavras que em tese não respondem aos questionamentos. Será que está tudo correto mesmo na saúde em Catu? Será que o Hospital é essa maravilha toda? Afirmo e sei o que estou dizendo (e o melhor, sem medo): pacientes tem que lidar diariamente com profissionais que negligenciam o atendimento e que agem com total falta de amor a profissão e de humanidade.

Sabem por que os assessores, o secretário de saúde (aquele falador), e a nossa comandante dizem que não há problema no atendimento do Hospital de Catu? A resposta é simples: porque eles não dependem do SUS. 

Então, senhores, fica muito fácil chegar no alto do salto e perguntar o que houve ou se a denúncia procede. É claro que os funcionários dirão que NÃO, fazendo uso de um sorriso carismático nunca visto antes. Mas cadê que não abre um procedimento interno para investigar as denúncias? Por que não escutam as vozes indignadas de muitos pacientes e de seus acompanhantes revoltados com a péssima relação dos profissionais daquele lugar? 

Não escutam porque não querem. Porque não estão preocupados com a saúde do povo, mas preferem se preocupar com o que o menino do blog diz com medo de manchar a bela imagem que por si só já está mais do que apagada. ME POUPE, senhores! 

“Mais uma suposta denúncia, visto que a fonte não é identificada... é totalmente infundada, desprovida de qualquer conexão com a realidade”, e assim, eles da prefeitura, tentam desqualificar o que os cidadãos catuenses dizem. Pessoas de bem, revoltadas com o mau atendimento, cansados de caras feias, de pessoas rudes e, o pior, DESPREPARADAS. E nem me venham com o papo de que todos são profissionais qualificados, pois diploma não é obrigatoriamente sinônimo de qualificação. De que adianta um diploma se o atendimento não é humanizado? 

Não vou me ater a detalhes do que ouço ou do que vejo porque em Catu é o único lugar deste país em que a imprensa tem que falar apenas com provas concretas. Mas graças a Deus não existem apenas aproveitadores de brechas judiciais neste país. Como diz a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi: “Não se pode exigir que a mídia só divulgue fatos após ter certeza plena de sua veracidade. “Impor tal exigência à imprensa significaria engessá-la e condená-la à morte”. Quem sabe um dia o pessoal daqui deixe de molecagem e aprenda a lidar com as críticas, mas isso é tema para outro texto.


A ordem é uma só: Segurem o homem!

Tenho acompanhado atentamente o desenrolar da política em Catu. Já vi de tudo e parece que ainda tenho muito mais a ver. Já pude presenciar vereador partindo pra cima de cidadão de bem em plena sessão, o mesmo vereador que ameaçou um outro cidadão porque riu, já ouvi de um outro vereador um “lá fora é diferente”, eu e os companheiros do Expresso já fomos atacados na tribuna da Câmara, nas rádios locais e até em inauguração de quadra, falaram até que não temos Jesus. Sem divagar ainda mais, o que hoje quero chamar a atenção é para mais uma atitude sorrateira que tenho presenciado nos últimos dias: a tentativa de destruir a imagem de um político da nossa cidade, o honrado vereador Adilson Mota, do PT.

Ouvindo uma gravação, pois não ouço certos programas sensacionalistas das rádios locais, pude constatar a que nível os tais jornalistas imparciais chegam. Lançam notas tendenciosas na tentativa de desqualificar a imagem de um político que só tem crescido no gosto popular como pré-candidato a prefeito. Agora tentam colocá-lo como líder de ataques criminosos em Catu.

O pior de tudo é querer chamar o protesto contra a violência e contra a morte do rapaz Josemir de ataques criminosos. Em Catu não se pode protestar, não se pode denunciar, não se pode rir, nem chamar de incompetente. Talvez a morte do rapaz não fosse digna de um protesto para estes que tentam transformá-lo em um atentado.

As eleições serão apenas em outubro, mas parece que já tem gente articulada para tentar sujar o nome de um pré-candidato. Será medo dos opositores de um possível enfrentamento nas urnas? Ou aliados se aproveitando e... Cala-te boca..

Porém o petista em questão não se abala. Parece que já é histórico os ataques e as invencionices contra o partido. Lula já foi acusado de tudo quanto é coisa e a Dilma nem preciso refrescar o que a levou pro 2º turno, não é? Realmente o medo de perder faz muita gente perder o caminho, a ética e a razão.

Que este ano de eleição não me revele ainda piores surpresas. Só um recado: pessoal do rádio, não percam tempo me atacando, falando do “pessoal do blog”, dos “meninos do blog” (povinho sem coragem viu) e qualquer outra indireta que couber... Repito: não perco meu tempo escutando programas sensacionalistas. Por fim, um beijo para a minha radialista favorita. 


Na dúvida: que Deus nos proteja!

Os catuenses hoje deram mais um grito, desta vez contra a injustiça e o abuso de poder que toma conta da nossa cidade. Talvez as ações desastrosas da polícia não seja um problema apenas nosso. Sem entrar na análise da ação policial do último fim de semana (não estou aqui apontando culpados nem inocentes) que acabou na morte de um jovem de forma questionável e que põe em dúvida a abordagem da nossa polícia militar, compartilho com todos a minha indignação com a falta de preparo dos nossos agentes de segurança.

Divagando pelo geral, mas trazendo tudo também para o local, não sinto segurança nem confiança em servidores do Estado que são pagos para nos defender. Salvo algumas exceções, que raramente as encontro em minha frente. O que vemos são homens fardados, portando uma arma de fogo que lhes conferem o poder absoluto e a superioridade pelo amedrontamento nos demais. São pessoas que você não pode questionar, não pode alegar seus direitos e que invertem completamente um dos maiores direitos constitucionais, pois para esta milícia armada: todo mundo é culpado até que se prove o contrário.

O que aconteceu em Catu neste fim de semana não foi nenhum fato novo. Não é incomum vermos em jornais, na TV ou no boca a boca histórias sobre ações policiais que culminaram em mortes de inocentes, de forma muito duvidosa. Porém, o povo catuense já está cansado e começou a se mobilizar. São anos de abandono da nossa cidade, anos de violência crescente, de assassinatos sem respostas, de roubos e furtos de veículos, são anos de descaso com a cidade e os seus moradores.

Também não se pode esperar muito de um país que vive uma democracia tão recente, cheia de contradições e de falso moralismo. A polícia que hoje nos defende ainda não se libertou das suas memórias do passado e exerce suas funções com arrogância, prepotência e despreparo. Claro que não é toda a tropa, porém difícil é separar o bem do mal neste caso.

É preciso entender que a polícia existe para dar segurança a população e não para limpar, o que eles julgam criminosos, da face da Terra. Porém, no Brasil a polícia parece ser treinada apenas para a truculência. Não existe uma abordagem humanizada e nem o direito do cidadão se defender durante a mesma. O que vemos é um total descontrole do poder público com a violência crescente. Os governantes preferem investir em milícias armadas do que em um combate efetivo das causas dos problemas.

Que o protesto por justiça que tomou conta de Catu e despertou em cada cidadão de bem uma revolta, por menor que seja, sirva para refletirmos no nosso papel de cidadão, de fiscalizadores das ações de qualquer pessoa do serviço público e que não tenhamos medo de questionar seja quem for. Claro que muitos criam um muro e se tornam inquestionáveis, principalmente aqueles que dizem fazer a justiça. Mas nossas vozes ninguém calam, mesmo que com o retorno disfarçado e descarado da censura.

Já que nem chorar, implorar para ver os filhos ou suplicar para não ser covardemente "abatido" adianta, digo a todos: Na dúvida, que Deus nos proteja! (E me proteja ainda mais depois dessa).


Madre de Deus: Eleição - candidato do PCdoB prevê derrota e já anuncia a "hora da virada"

Nos últimos dias os cidadãos de Madre de Deus tem acompanhado mais de perto os rumos da sua cidade. No dia 4 de março ocorrerá a tão esperada eleição suplementar que colocará um ponto final no capítulo manchado da história da cidade pela ex-prefeita cassada, Nita.

Agora o povo madredeusense tem uma tarefa importante que coloca em jogo o futuro da sua cidade. De um lado está a ex-prefeita Carmen Gandarela (PT), reconhecida pelo seu compromisso com Madre de Deus e pelo seu governo que teve um ótimo índice de aprovação, figurando entre os melhores prefeitos da época. Carmen Gandarela tem o apoio do prefeito interino Jeferson Andrade, o qual é bastante elogiado pela população por ter conseguido resgatar a auto-estima e o brilho da cidade, que já não andava bem por conta da gestão da prefeita cassada Nita.

Do outro lado temos Janatan Silva (PCdoB), uma figura desconhecida dos madredeusenses, que tem apoios de pessoas polêmicas e que para muitos não mantém uma boa relação com a cidade. Porém, Janatan Silva promete fazer um governo de progresso.

O que se observa nas ruas, nas janelas das casas, no boca-a-boca é o grande apoio da população a candidata do PT, Carmen Gandarela. Isso confirma o seu favoritismo apontado nas pesquisas eleitorais e também nas sondagens realizadas.

O candidato comunista parece ter sentido o que lhe espera nas urnas no próximo dia 4 de março e já começou a anunciar a "hora da virada" em seus anúncios de campanha em carros de som.

Faltando tão pouco para a eleição seria muito improvável uma mudança no atual cenário. Porém, os petistas preferem não cantar vitória antes do tempo e investem no debate de idéias e na apresentação de propostas para a melhoria da cidade e da qualidade de vida do povo de Madre de Deus.

Por: Romisson Silva


A reunião dos Metralhas

E a quadrilha se reuniu para traçar as novas estratégias de dominação.

Todos alienados buscando o poder. Querendo alimentar o ego, fazendo o incerto e do povo tudo esconder.

Bomba, bomba! Estão estuprando os cidadãos. Mandos e desmandos na alta corte e o povo no meio sambando:

"É devagar, é devagar, é devagar, é devagar, é devagarinho..."

E da cúpula vem o grito de que amanhã a ponte será inaugurada. Mais uma obra para tapear quem os colocaram no poder. E do comando do bando vem o canto:

"Tô nem aí.. Tô nem aí..."

Corruptos! Gritam em silêncio os olhos dos amedrontados. Confabulam, se reúnem, reivindicam, mas as pernas travam na hora do vamos ver. Como lutar contra quem está no poder?

Quem luta é calado.

CENSURA!

Mas o feitiço vira contra o feiticeiro. Ha-ha-ha!!!! As idéias se espalham ainda mais rápido do que a pólvora. Agora é na velocidade da fibra óptica.

Ahhh... Esses Metralhas de Bsb...
Pra bom entendedor... Dou apenas meias palavras...


O SUS particular de Catu

Tornou-se corriqueiro em Catu ouvir alguém dizer que chegou pelo período da manhã para uma consulta médica e saiu pela tarde. O estranho é o fato de não se tratar dos serviços oferecidos pelo SUS, mas sim da rede particular.

No mínimo uma dor de cabeça ou muito estresse é o que as pessoas que buscam os serviços particulares da saúde acabam enfrentando em Catu. Talvez pela aparente falta de concorrência ninguém esteja tão interessado em melhorar esta situação.

O que vemos é um sistema ultrapassado de atendimento que, geralmente, é por ordem de chegada, o qual desrespeita quem busca uma melhor qualidade no serviço e, principalmente, fugir da sombra assustadora do serviço público.

Em uma clínica, os clientes aguardam em uma recepção apertada, quente e abafada. Aguardam pacientemente a boa vontade dos médicos decidirem levantarem da cama e irem pegar no batente. Quem chega 7 horas sai 13 e, para piorar, o atendimento nem sempre é dos melhores. A situação se repete em um outro serviço particular da cidade.

Um outro problema que tem se agravado é a Fisioterapia. Muitas clínicas novas, mas um atendimento que também deixa a desejar. Um alerta: não existe auxiliar de Fisioterapia como já vi em uma clínica aqui em Catu. Quem exerce tal função está cometendo um crime e o Fisioterapeuta responsável pode até perder o seu Crefito.

Todo esse caos na saúde privada em nossa cidade não é exclusivamente falta de comprometimento dos gestores destes serviços. Uma parte se deve ao sistema de exploração dos convênios e também a falta de valorização dos serviços de saúde. Para se ter uma ideia, muita gente paga 25 reais a uma manicure ou os mesmos 25 reais em cerveja num barzinho. E estes mesmos 25 reais é o que querem pagar em uma consulta de Fisioterapia. Sem desmerecer as manicures e os mestres cervejeiros, este não é um valor digno para alguém que passou quase 5 anos estudando muito e investindo alto. Sem falar que esse preço também é ilegal. Os Fisioterapeutas possuem uma tabela de honorários e um piso salarial que deve ser seguido, mas que nem de longe é praticado aqui em Catu. Mais uma vez estão passíveis de punição pelo conselho de classe.

Quem tem mais condições vai direto para Salvador para se ver livre do "SUS privado" de Catu. Talvez falte um concorrente que faça o diferencial ou os gestores destes serviços finalmente perceberem que quem vai até seus consultórios é porque querem um tratamento diferenciado.


Poesia: Eu vi

Percorrendo os meus arquivos de poesias, crônicas e textos, encontrei um que chamou bastante a minha atenção. Não é copiado nem colado. É assinado.


Eu vi

Hoje vi reis sem majestade.
O riso incoerente dos alienados.
Hoje vi o silêncio dos covardes.
Vi homens sem a autoridade.

Hoje gargalhei com minha’lma.
Num frouxo de loucura
Vi rugir as palavras,
Homens loucos sem batalha.

Hoje vi tiranos silenciadores,
Vi o povo se rebelar,
O medo se instalar
E a verdade triunfar.

Hoje vi meninos de luta,
Guerreiros do bem,
Homens iluminados,
Todos sem um vintém.

Por: Romisson Silva