Eleições 2012: Dois candidatos e uma só estrela
A corrida eleitoral começou. Fria ainda para a
população, mas bastante intensa e movimentada em seus bastidores. Das
convenções partidárias resultaram muitas surpresas e apenas 2 candidatos à
prefeito. De um lado temos Geranilson Requião (PT) que recebeu forte apoio de
diversos grupos e de nomes fortes na política catuense, além de ter como vice o
Pastor Daniel, transformando em lenda, de uma vez por todas, aquela velha
história de que ele não tinha o apoio dos evangélicos. Do outro lado temos
Nardson (PTB), que até o último minuto do 2º tempo era considerado como o
terceiro candidato. Porém, surpreendendo a todos, ele surgiu como o candidato da
atual prefeita Gilcina Lago de Carvalho.
A notícia sobre os candidatos a prefeito em Catu foi comemorada por alguns e também não
agradou uma parte das pessoas. Muitos esperavam uma eleição com a mistura de
nomes já conhecidos, como Geranilson e Nardson, com o de novos nomes nessa
disputa, como os vereadores Nego e Adilson. Mas o que parece ter causado muitos
comentários negativos foi a aliança entre Nardson e a prefeita. Isso também tem
causado rachas na base aliada e o rompimento de diversos apoiadores que
apostavam em nomes como o de Dr André, Nego ou qualquer outro, mas não no de
Nardson, o qual não traz boas lembranças ao povo catuense. Ou fazendo o sentido inverso temos também quem apostava em Nardson, mas que não viu com bons olhos a aliança surpresa com a prefeita, a qual enfrenta um desgaste no município.
O que não podemos admitir (ou talvez possamos) é que se tome forma aquele
pensamento de rebeldia que às vezes tomam conta da gente em situações que não
nos agradam no momento. Vejo despontar em alguns a ideia do voto nulo ou do voto em
branco. Acreditem: isso não é protesto (ou talvez realmente seja). Querendo ou não um dos dois candidatos
irá governar Catu. Então: decidam-se por um dos dois.
Observando toda a movimentação dos últimos dias devo
admitir, e corrigir, que o verdadeiro tiro no pé quem deu foi o atual grupo
governista. Talvez eu seja ingênuo (ou talvez certeiro), mas nunca se sabe o
que realmente está por trás da aliança Nardson-prefeita, então não é bom
subestimar. Tal decisão de se descartar nomes fortes e de se apostar em um
ex-prefeito que não é bem lembrado no imaginário popular e que já foi inúmeras
vezes citado em falas do próprio pessoal da atual administração, inclusive na
rádio, como sendo o responsável pela perda das terras de Catu para Pojuca e
polemizando em cima do episódio em que o Hospital Municipal foi fechado em sua
gestão, ou é algo muito bem estudado ou uma atitude a ser bastante lamentada no
dia 7 de outubro.
Hoje, com o cenário já definido, vejo o Partido dos
Trabalhadores (PT) como o grande vencedor nessa primeira fase de composições. O
partido conseguiu se desfazer daquela má impressão (e mal entendido) normal a
uma prévia tão intensamente disputada por dois grandes nomes da sigla e se
mostrou unido, forte e capaz de fazer boas articulações. Ao que parece, a
estrela do PT nunca esteve brilhando tão forte em Catu.




