#VemPraRua: Um movimento de amor pelo Brasil. Que mal há nisso?
Nestes últimos dias estou orgulhoso deste meu povo brasileiro que foi às ruas protestar. Não vou nem me apegar ao que motivou o início dos protestos, nem aos atos de vandalismo nem a repressão policial. Disso tudo prefiro ver o lado super positivo: o brasileiro não está tão acomodado como se pensava.
A direita mais assanhada vibra achando que é o início da revolta contra o governo luladilmapetista. Mas se esquecem que a PM que tocou o terror em São Paulo no início das manifestações é comandada pelo governador Alckimin, do PSDB. Esquecem que o estopim do protesto foi unicamente o aumento das tarifas do ônibus (prefeitura PT) e do Metrô (governo PSDB). Mas também deixarei essa análise - muito mais profunda do que os 20 cents - de lado.
O mais interessante disso tudo foi - e é - ver os brasileiros tirarem as bundas das suas confortáveis cadeiras e partirem da revolução virtual para a real. Sem querer, a mídia golpista do Brasil acabou incentivando - a contra gosto, reforço - um sentimento de querer mudanças em todos os níveis e não só mais nos 20 centavos. Agora correm atrás do prejuízo e se torna cômico ver a Patrícia Poeta tendo que ler a nota "camarada" no Jornal Nacional e o Arnaldo Jabor pedindo desculpas no Jornal da Globo por ter chamado o movimento de inútil. Novos tempos.
Por um lado fico orgulhoso por demais da conta. Por outro, fico decepcionado e preocupado em como parte dos brasileiros reagiram -- e reagem -- a tudo isso. Como disse um comentarista de segurança pública na Tv: o brasileiro se desacostumou a protestar e está reaprendendo a lidar com isso. Concordo. E que bom que dias depois as coisas estão melhorando e sendo tratadas de forma diferente.
Já em Catu... Ahhhh... em Catu. Confesso que quando comecei a escrever este texto (na semana passada e deixei de lado) não esperava que nesta província fosse acontecer qualquer manifestação similar as que estão ocorrendo por todo o Brasil. Mas pelo quê os catuenses querem protestar?
Como em toda as cidades brasileiras, e de qualquer parte do mundo, sempre haverá algum mínimo motivo que cause o descontentamento das pessoas. Por que em Catu seria diferente? Assisti perplexo a reação de algumas pessoas diante da iminência do movimento #VemPraRuaCatu. Foi um verdadeiro caça às bruxas. E quico?
O mais interessante disso tudo foi - e é - ver os brasileiros tirarem as bundas das suas confortáveis cadeiras e partirem da revolução virtual para a real. Sem querer, a mídia golpista do Brasil acabou incentivando - a contra gosto, reforço - um sentimento de querer mudanças em todos os níveis e não só mais nos 20 centavos. Agora correm atrás do prejuízo e se torna cômico ver a Patrícia Poeta tendo que ler a nota "camarada" no Jornal Nacional e o Arnaldo Jabor pedindo desculpas no Jornal da Globo por ter chamado o movimento de inútil. Novos tempos.
Por um lado fico orgulhoso por demais da conta. Por outro, fico decepcionado e preocupado em como parte dos brasileiros reagiram -- e reagem -- a tudo isso. Como disse um comentarista de segurança pública na Tv: o brasileiro se desacostumou a protestar e está reaprendendo a lidar com isso. Concordo. E que bom que dias depois as coisas estão melhorando e sendo tratadas de forma diferente.
Já em Catu... Ahhhh... em Catu. Confesso que quando comecei a escrever este texto (na semana passada e deixei de lado) não esperava que nesta província fosse acontecer qualquer manifestação similar as que estão ocorrendo por todo o Brasil. Mas pelo quê os catuenses querem protestar?
Como em toda as cidades brasileiras, e de qualquer parte do mundo, sempre haverá algum mínimo motivo que cause o descontentamento das pessoas. Por que em Catu seria diferente? Assisti perplexo a reação de algumas pessoas diante da iminência do movimento #VemPraRuaCatu. Foi um verdadeiro caça às bruxas. E quico?
Por que em Catu o povo não pode ir às ruas protestar seja lá pelo que for? O que há de se temer em uma manifestação popular? Como disse Jô Soares (sim, meu novo filósofo) ontem: "Se há queixas é preciso ver o que está acontecendo". Então, façamos dos questionamentos as soluções, dos gritos as respostas e todos juntos marchemos -- não é um convite, é um simples jogo de palavras... Pois é, agora tenho que ir traduzindo o que escrevo, pois tem "alienados" que veem pelo em ovo -- para mudar a cidade.
Ao invés de buscar quem puxou o movimento ou de se preocupar com o que pode acontecer, seria melhor receber o povo de braços abertos, dialogar, ouvir as queixas e propor soluções. Qual o bicho de sete-cabeças? Não vi em nenhuma postagem no Facebook o povo dizendo que vai fazer um evento violento ou que será um ato político. Na verdade, essa manifestação (se realmente tiver fôlego até o dia 26) será um grito de orgulho de ser catuense, um grito de amor pela cidade; é como se dissessem: Nós amamos Catu e vamos lutar juntos por ela. Que mal há nisso?
Os políticos em geral não devem temer o grito do povo. Não é uma manifestação contra a Prefeitura nem contra nenhum vereador, é apenas um pedido de atenção, assim eu vejo e espero não estar enganado. É sempre bom lembrar que nunca as reclamações serão sanadas, mas também é bom registrar que é dever do poder público ao menos tentar pôr fim as reclamações do povo.
No mais, vamos todos tentar ver o lado positivo do que está acontecendo no Brasil e jamais deixar que politizem o movimento, como já estão fazendo e tornando o foco das marchas a PEC 37, quando grande parte dos manifestantes nem sabem o que significa o termo PEC e nem do jogo que há por trás da 37 entre os poderes Legislativo e Judiciário. Mas isso vale um outro texto. Por aqui fico e vamos todos amar Catu e aprender com as críticas.
De coração, lamento por aqueles que agem contra a liberdade de expressão e não sabem aceitar uma crítica, mais ainda por aqueles que não a entendem e muito mais ainda dos que não sabem crescer com elas. É bom ficarmos atentos, pois o verdadeiro inimigo come em nossa mesa, isso quem disse foi Jesus e não eu.

.png)


