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E aí? Vai Gerar?


Antes de tudo gostaria de fazer uma confissão: no dia 7 de outubro eu gargalhei. Mas não por imaginar a cara da nossa querida prefeita ao ver o fim do seu reinado batendo na porta. Confesso que essa cena também me causou risos descontrolados. Mas a alegria maior foi ver o povo de Catu acordar, finalmente, e se unir em defesa da cidade.

A vitória de Gera Requião não representa a vitória unicamente do PT nem a dos seus aliados, mas sim a de cada catuense que disse NÃO a continuidade do desgoverno desta que sairá com altos índices de rejeição. Pasmem: enquanto escrevia estas linhas, recebi uma Oficial de Justiça com mais um processo afrontando contra a liberdade de expressão e de imprensa. Só rindo viu. Em quase dois anos de Expresso conseguimos muita coisa: Sol quente na cabeça, mais de 20 processos e a cada um deles mais disposição para seguir em frente.

Ficou claro com o resultado da eleição o desejo de mudança. Será que vai mudar mesmo? A ruptura com o passado será como a esperada? Os anciãos que lotam vários departamentos da prefeitura com seus pensamentos da época da radiola irão finalmente levantar os traseiros de suas cadeiras cativas?

São diversos os problemas da nossa cidade e a casa precisa ser reorganizada. O “oba oba” que imperou nos últimos anos precisa dar adeus. Não é mais aceitável que cargos sejam ocupados simplesmente por questões de amizade, parentesco ou partidárias. O resultado disso vemos nos noticiários de corrupção a nível nacional e na ineficiência da administração municipal (não abrangendo a todos, é claro). E onde ficariam os apoiadores? Ora, a resposta é clara. Ficam exatamente onde os seus currículos ou capacidades adquiridas os permitem.

Não posso deixar de lamentar pessoas que apoiaram candidatos visando apenas um retorno lá na frente. Pessoas que sempre jogaram do outro lado (a rádio mesmo...), como em um passe de mágica, mudaram os seus discursos e... Deixa pra lá. Às vezes estas são mais valorizadas e mais lembradas mesmo. Aprendi em casa, na vida e na minha outra profissão que a recompensa é o meu bem-estar e o do coletivo. O resto é consequência.

Importante é mudar. Mas não mudar apenas o gestor e continuar com os mesmos conselheiros e a mesma estrutura viciada. É preciso dar transparência ao que acontece na prefeitura que, por mais que digam que sim, não é nada clara em seus atos. Não basta dizer que segue as Leis, é preciso cumpri-las de forma eficaz. Funcionários que nem pisam os pés na prefeitura devem ser exonerados (Alô, Tributo!). Os aproveitadores da máquina pública também devem ser afastados. A prefeitura não pode se tornar refém de empresas e empreiteiros. Práticas como essas devem ficar apenas na lembrança catuense. Acredito que agora chegou a vez de Catu e dos catuenses. Sim, vai Gerar!