Impasse: Reunião da Prefeitura de Catu não põe fim ao drama dos estudantes universitários e técnicos
Por: Luana Alves
Nesta segunda- feira (28), foi realizada uma reunião entre representantes da Prefeitura de Catu e estudantes universitários e técnicos, no auditório da Secretaria de Educação. Em pauta estava o transporte destes estudantes que precisam se deslocar diariamente até as faculdades e cursos fora de Catu.
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| Reunião com os estudantes universitários e técnicos não apontou solução a curto prazo |
Chamou a atenção a ausência da Secretaria de Educação, Ana Teixeira. O prefeito Gera Requião não pôde comparecer, pois estava em reunião em Brasília. Sendo assim, a reunião foi conduzida pela Assessora de Comunicação da Prefeitura, Hilmara Santana; e contou também com a presença de Carlos Barbosa, representando a Secretaria de Educação; Carol, representando a Secretaria de Assistência Social; e Linho, representando o Departamento de Transporte.
Vários pontos foram discutidos com os cerca de 200 estudantes que estavam presentes, mas nada ficou definido. Houve tumulto, as horas passavam e não se chegou a um acordo. Devido a isso, a comissão organizadora pediu para que se dividissem representantes dos 4 ônibus que rodam atualmente. Eles são divididos da seguinte forma: dois para Salvador, um para Alagoinhas e mais um para Camaçari.
A reunião pela manhã não conseguiu apontar a solução para o transporte dos estudantes, o qual, segundo relatos da maioria, foi prometido durante a campanha do petista ser oferecido de forma 100% gratuita. Diante da falta de consenso entre o que a Prefeitura tinha a oferecer foi marcada uma outra reunião para o turno da tarde, na qual também não ficou claro o que irá acontecer com o transporte universitário em Catu.
Foi proposto pelos representantes da Prefeitura a criação de um projeto de Lei para enquadrar os estudantes dentro de critérios sociais e a partir daí discriminar quem teria direito ao transporte oferecido pelo município. Segundo eles, o prazo para que a Lei entrasse em vigor seria de até 2 meses. Feito isso, poderia se avaliar a possibilidade de o transporte ser até 100% gratuito de acordo com a renda per capta de cada estudante.
Enquanto isso, o que se tem por certo é que será mantido o mesmo número de ônibus, embora o número de estudantes tenha aumentado, e que só irão circular a partir do dia 4 de fevereiro. O percurso atual também foi alterado.
Será realizado um novo recadastramento na Secretaria de Ação Social, de quarta à sexta, de 08:00 às 17:00h, para que se possa saber a quantidade exata de estudantes que fazem o uso do transporte universitário, além de emitir uma carteira de identificação obrigatória para o uso do mesmo. Ainda não houve a especificação dos documentos a serem levados, mas deram um prazo de até a terça-feira divulgarem.
(Atualização 29/01 - 11:05: Os documentos necessários, segundo a ASCOM, são: cópias do RG, CPF, comprovante de residência e do comprovante de matrícula no curso superior ou técnico, além de 1 foto 3x4. Quem estiver fora de Catu no momento do recadastramento poderá enviar os documentos através de um responsável portando uma procuração).
(Atualização 29/01 - 11:05: Os documentos necessários, segundo a ASCOM, são: cópias do RG, CPF, comprovante de residência e do comprovante de matrícula no curso superior ou técnico, além de 1 foto 3x4. Quem estiver fora de Catu no momento do recadastramento poderá enviar os documentos através de um responsável portando uma procuração).
A princípio o transporte não será gratuito, como foi cogitado em campanha. Os alunos deveram manter o pagamento do transporte, que pode chegar até 75% do valor da mensalidade.
Até o dia 18 de fevereiro, a gestão afirma que já terão uma posição em relação aos novatos. Para se ter uma ideia do absurdo, um ônibus comporta até 46 pessoas, são dois ônibus que rodam para Salvador, totalizando 92 vagas; porém, o número atual de estudantes são de 111 e o números de novatos são 15, totalizando 126 pessoas. Ou seja, 34 excedentes. Já no caso de Alagoinhas, são 58 veteranos e 49 novatos, apenas um ônibus circulando. Ainda tem o ônibus que roda para Camaçari, onde a situação também não deve ser muito diferente.
Esta reunião repercutiu nas redes sociais. Os estudantes alegam que saíram com a sensação de que nenhuma ação efetiva será tomada a curto prazo e que a longo nada é certo também. O impasse com a Prefeitura pode gerar uma manifestação por parte dos universitários.




