Nova Era: Com grandes expectativas de mudanças Adilson é eleito presidente da Câmara
Por: Magnum Seixas
Na noite desta última terça (01) aconteceu a posse dos vereadores, prefeito e vice-prefeito eleitos.
Centenas de pessoas se aglomeraram nas dependências da Câmara para assistir o evento que tinha como momento mais esperado a disputa pela presidência da Câmara de Vereadores.
Completaram a mesa da Câmara como vice-presidente Nenem de Iozinho, como 1º Secretário Alex do Hospital e como 2º Secretária Clara Sena.
Na noite desta última terça (01) aconteceu a posse dos vereadores, prefeito e vice-prefeito eleitos.
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| Geranilson, prefeito eleito e Adilson, Presidente de Câmara |
A expectativa que vinha se desenrolando nos últimos dias se concretizou. O vereador Adilson Mota (PT) foi eleito para ocupar nos anos de 2013 e 2014 a presidencia da Câmara com sete dos 13 votos dos vereadores. O vereador de primeiro mandato Bem Te Vi disputou com Adilson, obtendo os seis votos restantes.
Além do próprio voto, Adilson contou com os votos de Indio, Bibi, Paulo de Cacinho, Alex do Hospital, Nenen de Iozinho e Clara Sena. Já Bem Te Vi trouxe em seu apoio os votos dos vereadores Nenga do Leite, João do Ônibus, Nil Prefeitura, Pequeno Sales e Enéas.
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| Mesa diretora eleita da Câmara |
Todos os vereadores elogiaram a escolha, inclusive, ressaltando Nenga do Leite, “No nosso grupo não houve oposição e rejeição ao nome [de Adilson]”. Deixando claro que havia a forte possibilidade do grupo votar em Adilson se ocorresse uma mudança de cenário.
Adilson assume a presidência da Câmara com uma forte expectativa da população e também dos vereadores. Com mandatos pautadas na questão ética e moral da administração pública, Adilson é conhecido pelo seu perfil combativo a práticas ilegais e corruptas, sendo um dos responsáveis pelas principais denuncias a própria câmara e prefeitura nos últimos anos. A gestão de Adilson a frente da Câmara deve ser marcada por uma forte reforma administrativa, trabalho pautada na melhoria da imagem da instituição perante a população e extinção de práticas irregulares que ainda hoje permanece.
Adilson ressaltou o papel independente que a Câmara deve desempenhar em relação ao executivo, afirmando que durante a sua gestão não haverá subserviência a prefeitura, mas que fará o possível com os demais vereadores para que Geranilson possa fazer uma boa administração.
A forma a qual Adilson foi eleito garante a autonomia dos trabalhos.
As articulações
Apesar do placar apertado a eleição do vereador Adilson era dada como quase certa. Isso se deu em função da disputa que havia entre os vereadores eleitos na base do candidato a prefeito Nardson com os demais que representavam a base do prefeito Geranilson.
Apesar de não ter feito negociações com os vereadores eleitos na base de Nardson, o nome de Adilson passou a ser a referencia de voto destes vereadores.
Isso porque com a perda dos vereadores Nenem de Iozinho e Paulo de Cacinho, que passaram para o grupo do prefeito, a base de Nardson observou que as chances de vitória estavam quase impossíveis com um candidato do próprio grupo, uma vez que ficaram reduzidos a seis vereadores. Durante os pronunciamentos, alguns vereadores não deixaram passar o fato e implicitamente classificaram a situação como “Traição” e “Falta de Palavra” daqueles que abandonaram o grupo.
Já no outro grupo, da base do prefeito, a todo o momento existiu uma forte resistência ao nome de Adilson, do inicio ao fim das negociações.
Adilson teve desde o início o apoio do vereador Índio (PSB) a sua candidatura. Índio sempre enalteceu o papel que Adilson vem desempenhando nos seus mandatos como vereador e que naquele momento se tratava do melhor nome a assumir a a presidência da Câmara.
O grupo de vereadores que forma a base do atual prefeito, não teve outra escolha a não ser apoiar o nome de Adilson, em uma reunião de última hora, faltando pouco menos de 1 hora para a votação.
O consenso se deu porque a perda poderia ser ainda maior, uma vez que as demais cadeiras da mesa diretora estava em jogo.
Cogitava-se, inclusive, a possibilidade de uma votação por unanimidade, com todos os vereadores, de ambos os lados, votando em Adilson. Isso não teria acontecido num indicativo dos vereadores que votaram em Bem Te Vi, de uma possível oposição ao governo de Geranilson. Apesar de a todo momento os vereadores frisarem que não irão endurecer com a administração, ao falar que não fariam oposição, uma palavra foi pronunciada repetidamente por diferentes vereadores “Criticar sempre que necessário”.
Por: Magnum Seixas





