Cidade amanheceu com pichações. Prática ilegal tem sido utilizada com instrumento de protesto
![]() |
| Creche municipal, na Chesf |
Diversos pontos da cidade de Catu foram alvos de pichações durante esta semana. Tem sido alvo dos pichadores prédios públicos, empresas e residências de políticos locais. As mensagens que tem sido deixadas envolvem conteúdos de manifestação política de insatisfação com a atual gestão no município.
Ressalta-se que pichação é uma prática ilegal e não deve ser confundida com o grafite, que é uma arte e devidamente autorizada pelo responsável do espaço utilizado. No Brasil, a pichação é considerada vandalismo e crime ambiental, nos termos do artigo 65 da Lei 9.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais), que estipula pena de detenção de 3 meses a 1 ano, e multa, para quem pichar, grafitar ou por qualquer meio conspurcar edificação ou monumento urbano. Todavia, os juízes vêm adotando a aplicação de penas alternativas, como o fornecimento de cestas básicas a entidades filantrópicas ou a prestação de serviços comunitários pelo infrator.
A Pichação na História
![]() |
| Colégio Cônego Diamantino, na Urbis |
De acordo com David da Costa, autor de “Pichação carioca: etnografia e uma proposta de entendimento”, desde a antiguidade já se identificava a prática de pichar contendo desde xingamentos, a propaganda política e poesias. Na idade média a prática era utilizada por padres que pichavam os muros dos conventos rivais no intuito de expor suas ideologias, criticar doutrinas e difamar governantes. O Muro de Berlim, foi outro alvo de manifestações (contra a existência do muro), sobretudo do lado que representava a Alemanha Ocidental.
Na década de 1970, as ruas de Los Angeles foram tomadas por pichações que demarcavam a disputa territorial pelo tráfico de drogas entre duas violentas gangues rivais: Bloods, representada pela cor vermelha, e Crips, representada pela cor azul.
![]() |
| Empresa Prest Perfurações |
Pichação X Grafite
![]() |
| Colégio Jorge Luis, no bairro Planalto I |
O grafite, em princípio, é bem mais elaborado e de maior interesse estético, sendo socialmente aceito como forma de expressão artística contemporânea, respeitado e mesmo estimulado pelo Poder Público. Já a pichação é considerada essencialmente transgressiva, predatória, visualmente agressiva, contribuindo para a degradação da paisagem, vandalismo desprovido de valor artístico ou comunicativo. Costumam ser enquadradas nessa categoria as inscrições repetitivas, bastante simplificadas e de execução rápida, basicamente símbolos ou caracteres um tanto hieroglíficos, de uma só cor, que recobrem os muros das cidades. A pichação é, por definição, feita em locais proibidos e à noite, em operações rápidas, sendo tratada como ataque ao patrimônio público ou privado, e portanto o seu autor está sujeito a prisão e multa. O grafite atualmente tende a ser feito em locais permitidos ou mesmo especialmente destinados à sua realização.
Em geral, a convivência entre grafiteiros e pichadores é pacífica. Muitos grafiteiros foram pichadores no passado, e os pichadores não interferem sobre paredes grafitadas.
E você leitor, como avalia as pichações ocorridas em Catu?
Por: Magnum Seixas
Com informações do Wikipedia e imagens das pichações do Realidade News







