Por uma política para a juventude
O protagonismo desempenhado pela juventude
na sociedade torna inquestionável a necessidade de priorização das politicas publicas
voltadas para o segmento juvenil, fundamentais tanto para a superação do estado
de vulnerabilidade social em que se encontram como para o fortalecimento do
capital social e cultural de cada jovem, processo de suma importância para
construção de um contexto diferenciado em nossa cidade.
Esta juventude, cada vez mais alocada para
áreas periféricas, marcadas pela ausência do poder público, responsável pelo atendimento
de suas necessidades básicas, aproximou-se nos últimos anos, cada vez mais, das
diversas formas de violência: a negação dos direitos básicos, a violência
física, produzidas a partir de diversas variáveis resultantes de um modo de
vida pautado num padrão individualista e consumista, imposto amplamente através
da mídia e reforçado no processo de interação social.
É justamente nesta contradição entre o
horizonte proposto e as limitações da vida real, (obtenção de renda, condições precárias,
a ausência de políticas públicas satisfatórias) que encontramos parte da explicação
para o crescente envolvimento da juventude catuense com o latrocínio e o narcotráfico,
fontes ilícitas de renda e que ocasionam o esforço
das classes média e alta em proteger seus “bens” e “patrimônio”, estimulando inclusive
em alguns casos, práticas de higienização da sociedade, numa luta moral para
eliminar a denominada “parte maldita”.
Necessário é que se resgate o sentido de um projeto pessoal e
coletivo de vida entre os jovens catuenses, compreendendo seus clamores pelo
acesso à qualificação profissional, às tecnologias informacionais, às múltiplas linguagens
artísticas, através de iniciativas que valorizem o reconhecimento do “outro”,
do coletivo e da dignidade humana, viabilizados por um conjunto de ações integradas
entre as diversas Secretarias, e referenciadas pelos programas voltados para a
juventude já existentes.
Exemplos como a Cidade do Saber, em Camaçari, onde são desenvolvidas diversas atividades objetivando a inclusão social, apresentam a possibilidade de superar o entendimento de que o jovem é mais um “problema social”, propondo-lhe uma parceria na construção de uma cidade que preze pelo que ela tem de mais importante: as pessoas.




