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O Manifesto da Vizinhança

Alguns séculos atrás, dizia Marx: “Um espectro ronda a Europa...”; hoje guardada as devidas proporções digo que outro espectro ronda um dos bairros de Catu: O Bom Viver. A semântica do termo nos remete a qualidade de vida e bem estar social. Entretanto, não é bem assim que as coisas têm funcionado.

Qual cidadão não se sentiu ofendido e não procurou seus direitos? Qual cidadão vende seu voto a troco de um saco de cimento e uma cesta básica? Qual cidadão teve sua opção de liberdade violentada pela descarascência d’algum candidato cujo objetivo era somente fazer carreira?

Agora o bairro tem uma de suas vias fechadas por causa de alguma confusão entre o que é na realidade o bem público e o bem privado, o que de fato é constante no país. Cada etapa do processo de gestão tem seus altos e baixos. Baixo principalmente durante os primeiros anos, quando da justificativa de adaptação; alto, no final das eleições quando se pretende criar uma boa imagem na memória social, ou para tentar a reeleição.

O tal do manifesto, este mesmo. Coloca em questão as violações dos direitos sociais e mais... Na medida em que viola a liberdade de locomoção, assegurada pela constituição federal de 1988; da mesma forma que fere o senso comum.

O que se espera de uma boa administração – executivo e legislativo –, é que se cumpram seus papéis e promessas deletérias, feitas e refeitas, ao longo do processo eleitoral. Não aguardamos a subversão das leias a seu favor, pois há leias para tudo, mas nada se cumpre, salvo expurgo quando diz respeito a taxas e tributações.

Queremos uma cidade justa, onde a praga do carreirismo seja extinta; onde os sorrisos eleitorais sejam verdadeiros. Onde as vias publicas sejam para o público transitar. Se quer uma Catu de verdade.

E mais, como manifesto, este Manifesto não deixar de ter um caráter utópico. A não ser pelo fato de que a rua precisa ser reaberta ao publico, assim evita-se inconvenientes, mas do que já foi causado. Talvez não. Talvez somente uma benção vinda dum monstro voador, quero dizer um helicóptero possa, quem sabre, reabrir a rua e acabar com as discussões.

Será que um helicóptero vem aí? A esperança é que ele saia da Câmara hoje à noite.

Então veremos!

Por: Rafael Rosa

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