Petrorecôncavo aumentou em mais de 50% a produção de petróleo nos campos localizados em Catu
Por: Magnum Seixas
| Produção da Petrorecôncavo cresceu 50% em 1 ano. Imagem ilustrativa |
A produção de três campos de petróleo operados pela empresa Petrorecôncavo no município de Catu registrou crescimento superior a 50% em 2012. A empresa desde fevereiro do ano 2000 opera 12 campos sob concessão da Petrobras, quando firmaram um contrato baseado em clausulas de riscos, isto é, a Petrorecôncavo só obtém ganhos sob a produção excedente projetada. Além da operação dos campos da Petrobras, a Petrorecôncavo possui a concessão de cinco campos de petróleo, que em 2012 teve a produção dobrada.
Três dos campos da Petrobras operado pela Petrorecôncavo estão situados no município de Catu, são eles: Cassarongongo, Brejinho e Gomo. A empresa conseguiu incrementar nestes campos uma produção aproximada de 1.000 barris/dia entre janeiro e novembro de 2012. Em janeiro os três campos juntos produziram 1.484 barris/dia, em novembro saltou para 2.402 barris/dia.
Alinhado a elevação do preço do petróleo, que se mantém acima dos US$ 100/barril, o aumento da produção, se traduz em melhores resultados financeiros para a empresa, que fatura mais com o excedente, e para os governos beneficiados. Somente em novembro de 2012 a produção destes três campos superou o valor de R$ 16 milhões, dos quais aproximadamente R$ 1,5 milhões foram pagos em royalties aos governos, sendo que R$ 269,8 mil ficaram com o município produtor e R$ 132,2 mil com os municípios com instalações de embarque e desembarque.
O aumento da produção da Petrorecôncavo em Catu tem sido fundamental para ampliar a arrecadação com royalties pelo município, que acumula aumento de 47,6% no primeiro bimestre de 2013, ao arrecadar R$ 1,12 milhões, quando comparado a mesmo período de 2012.
Empresa dobrou produção dos campos da Petrobras
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| Empresa conseguiu ampliar em 117% produção de campos da Petrobras que tinha produção em queda. |
A produção dos campos baianos operados pela Petrobras enfrentaram forte queda de produção nas últimas década, levando a produção baiana a um nível decrescente, saindo de 66,8 mil barris/dia em 1990, para 47 mil barris/dia no ano 2000 e reduzindo para 43 mil em 2012.
Por outro lado, desde que assumiu a operação de 12 campos da Petrobras considerados declinantes (em média 3% ao ano), a Petrorecôncavo conseguiu mais que dobrar a produção dos campos. Quando pegou os campos em fevereiro do ano 2000, a produção total dos campos não superava 2.400 barris/dia, mas em novembro de 2012 registraram produção superior a 5,1 mil barris/dia. Um crescimento de 117% nestes anos, seguindo no caminho inverso trilhado pela produção baiana. A Petrorecôncavo responde atualmente por 12,5% da produção baiana, entre os campos de concessão da Petrobras e os próprios.
Ampliação da produção beneficia municípios
Além da geração de empregos a produção da Petrorecôncavo tem produzido importantes fontes de renda para prefeituras por meio de royalties. A empresa atua em campos situados nos municípios de Catu, Mata de São João, Pojuca, São Sebastião, Araças, Esplanada, Entre Rios e Teodoro Sampaio.
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| Clique na imagem para ver a área de atuação da empresa |
O valor da produção do petróleo da empresa superou R$ 350 milhões em 2012, levando em consideração o preço de referência da ANP. Deste total cerca de R$ 15 milhões foram distribuídos em royalties. Dos quais R$ 4 milhões foram distribuídos entres municípios onde a empresa atua.
A inserção da Petrorecôncavo é considerada uma das mais exitosas desde a abertura do mercado do petróleo no Brasil.
ANP anunciou que fará leilões anuais para empresas independentes
No dia último dia 18 de fevereiro a Agência Nacional do Petróleo anunciou que realizará leilões anuais de áreas de petróleo destinadas as pequenas e médias empresas do setor. A medida deve impactar diretamente na produção dos sítios de produções mais antigos como é o caso da Bacia do Recôncavo Baiano.
Para a Bahia a expectativa da inserção de novos agentes é observada com ansiedade, em função das fortes restrições impostas a região pela nova gestão da Petrobras. As empresas independentes também propõe que a Petrobras realize leilões dos campos menores e que são incompatíveis com o porte da empresa. Atualmente os 10 maiores, dos quase 80 campos da Petrobras na Bahia, respondem por mais de 80% da produção.
Em entrevista ao Valor Econômico, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Produtoras Independentes de Petróleo, Oswaldo Pedroso, afirmou que, “[...] poderia incentivar a Petrobras a vender campos menores para produtores independentes. Não faz sentido a Petrobras ter campos com reservas inferiores a 1 milhão de barris e produção inferior a 100 barris por dia. Isso poderia ser cedido por meio de leilões ou para a ANP".
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