Matéria do Expresso com proposta de ação serve de base para vereador
A importância dos meios de comunicação está no papel de informar sobre questões relevantes para a sociedade e que possam alertar e chamar atenção da população e dos agentes responsáveis pela temática tratada para intervenções e minorar ou equacionar os problemas apresentados.
Bajular e simplesmente reproduzir informações em nada contribuem para o desenvolvimento da sociedade e muito menos é o papel dos meios de comunicação.
Neste sentido é importante ressaltar o papel desenvolvido pelo Expresso Catuense nestes dois anos, levantando problemáticas de questões basilares na comunidade catuense.
Grande exemplo disso se deu nos últimos dias ao trazer à tona e levantando a discussão do problema relacionado à economia do petróleo na região. O tema estourou com o caso da Lupatech. A discussão logo ganhou amplitude em função do amplo público que acessa o Expresso. Foi uma série de reportagens trazendo informações a respeito da situação crítica da cadeia produtiva que logo despontou como as mais lidas do período.
Cabe destacar que antes da questão ser levantada pelo Expresso pouco se discutia a respeito da temática, o que leva acreditar que o desconhecimento pelo assunto era amplo. Mais uma vez o Expresso cumpre a sua função.
Indo além do seu papel de informar, o Expresso, por meio do colunista que vos escreve, também propôs ações e alternativas como há muito tempo faz nesta coluna em diversas temáticas.
No caso da crise que se instala na cadeia petrolífera da região, apontei na segunda (25), que umas das alternativas para os municípios seria a criação de uma Organização dos Municípios Impactados e Produtores de Petróleo da Bahia, conforme conheci nos meus estudos o exemplo do Rio de Janeiro, existente há alguns anos (Veja Matéria: Criação de Organização dos Municípios Produtores de Petróleo da Bahia é alternativa para defesa dos interesses locais).
Na ocasião, ainda aponto o papel central do município de Catu nesta movimentação, devendo assim ser o âncora, uma vez que é o um dos, se não o mais impactado pelas atividades (cerca de 30% dos empregos da cidade estão diretamente ligados a indústria do petróleo. Assim como Catu é o responsável pela maior massa de trabalhadores na área em todo estado, pelo motivo de abrigar a maioria das para-petrolíferas).
Quando esbocei essa proposta, de imediato pontuei a possibilidade com o sindicalista e vereador de Alagoinhas, Radiovaldo Costa, que de imediato achou a ideia interessante, além de apontar que os municípios da região são desarticulados e que esta associação ou organização poderia contribuir muito na questão da geração de empregos, qualificação profissional e ações sociais da Petrobras e suas prestadoras de serviço.
Ainda no mesmo dia, solicitei a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Catu que encaminhasse a publicação ao prefeito Gera, caso o mesmo não a tenha visualizado até aquele momento.
Como já lembrado acima, o objetivo da publicação de uma informação é que se chegue ao maior público possível e, principalmente, àqueles que possam solucionar um problema ou pôr em prática as ações aconselhadas.
Observo que a proposta foi bem visualizada, assim como a base analítica de construção para se chegar até ela.
Isso ficou explícito nos discursos do presidente da Câmara, o senhor Adilson Mota de Araújo, embora não seja mencionada a fonte ou o mentor intelectual da proposta. Não só uma deselegância, trata-se do fato, talvez, deste acreditar que outras formas de se fazer comunicação caracterize os “meios de comunicação importantes”.
Bom, ainda assim fico satisfeito por saber que surtiram efeitos as palavras deste ‘inexpressivo’ meio de comunicação para alguns políticos locais. Assim como fico satisfeito pelo expressivo reconhecimento dado pela população. Que de fato nos interessa e nos faz continuar com este trabalho.
Na Câmara, uma das propostas assinada pelo sempre interessado pela questão do emprego, o vereador Índio, que lamentou o fato destes problemas nunca ter sido levantada em outros anos, foi à realização de uma audiência pública para discutir os atuais problemas com a presença da Petrobras. Acredito ser um passo importante para que tenhamos uma maior compreensão do cenário que se está construindo.
Mas que isso, espero que medidas de fato sejam tomadas, pois as consequências podem ser avassaladoras estruturalmente.
Bom, para finalizar este texto que já se alonga, deixo o trecho pronunciado pelo presidente da Câmara incorporado na temática:
“Para um problema grande tem que se tomar também ações grandes. Então não diria vereador, que não é nem esta audiência pública que vai ser essa ação. Será importante porque teremos aqui, acredito, representantes da FUP, da Petrobras. Mas é preciso que os municípios da região se organizem para poder pressionar a Petrobras a mudar a sua política de investimento na Bahia e na região. É essa a ação que tem que ser tomada. Hoje já liguei pela manha para o prefeito porque ele precisa se envolver nisso também. Nós precisamos fazer contato com outros prefeitos da região para que seja criada uma entidade, uma associação, para que de maneira conjunta, organizada possa defender os interesses dos municípios da região. Para que não venhamos perder a diminuição dos investimentos, a diminuição do ISS, a diminuição dos royalties com o impacto significativa na economia do nosso município”.




