Gilcina Carvalho é forte candidata a deputada em 2014
Engana-se quem acredita que a artificial rejeição surgida recentemente ao nome de Gilcina Carvalho em Catu será suficiente para impedi-la de ser eleita deputada em 2014, em especial a primeira deputada com origem no município de Catu.
Na verdade é a única do município e uma das poucas da região com calibre para tamanho voo.
As expectativas para Gilcina ampliaram-se ainda mais com a informação de que a Deputada Maria Luiza Laudano não será mais candidata em 2014.
Com isso, Gilcina passaria a penetrar fortemente nos municípios da região onde Laudano sempre prospectou votos, em especial o de Pojuca.
As informações dos bastidores dão conta que Gilcina foi uma importante apoiadora do candidato Dr. Toinho (inimigo político dos Laudanos em Pojuca), que obteve mais de 70% dos votos na eleição municipal.
A retribuição do apoio pode vim em 2014.
Pojuca é também um município com forte influência de instituições e empresas do grupo onde a prefeita atuou durante anos, a Fundação José Carvalho.
A saída da deputada Laudano do cenário político ampliou o campo de Gilcina dentro de ‘casa’. Em 2010, Maria Luiza teve nada menos que 5 mil votos em Catu.
Maria Luiza sempre teve uma forte influência em Catu, sendo na última eleição fortalecida pelo apoio de Dr. Nardson e seu grupo.
Nardson por sinal será apoiador forte em Catu na campanha de Gilcina, assim se espera.
Apesar de todo o desgaste da última eleição municipal, o doutor mostrou que continua com muita influência e deu trabalho a coalizão ‘transformadora’, obtendo mais de 13 mil votos (45% dos votos válidos).
Em eleição para deputado tudo muda em relação às eleições municipais, inclusive a percepção de voto do eleitor.
Ter um representante local com chances de ser eleito pesa na decisão do eleitor. E mesmo sem chance de ser eleito, exemplo dos milhares de votos do vereador Nego quando candidato a deputado – fato que não se repetiu nas eleições municipais.
Gilcina é este perfil em Catu e região.
Em Catu é provável que Gilcina tenha uma das maiores votações de um candidato a deputado estadual, ultrapassando a marca de Orlando Dantas anos atrás.
Ainda assim, estes dois municípios (Catu e Pojuca) não são suficientes para elegê-la deputada, apesar de fundamentais.
Gilcina sabe disso e já começou a trabalhar.
As informações são que Gilcina tem trabalhado e consolidado bases em 8 municípios baianos.
No arranjo político das últimas eleições em 2010, do grupo político do qual Gilcina faz parte, o candidato a deputado estadual precisou de pelo menos 40 mil votos.
Atingir esta votação é difícil, mas Gilcina já percebe que é possível.
Conseguiu se reeleger em Catu quando todos achavam que era impossível. Dizem, e eu não duvido, que se ela pudesse se candidatar este ano teria vencido.
Enquanto todos achavam que ela estava sem norte nas eleições municipais em Catu, trabalhou muito bem seu campo para se tornar deputada (apoiando o antigo inimigo político Dr. Nardson e o grande inimigo dos Laudanos em Pojuca, Dr. Toinho).
Uma aposta que tem dado certo.
A criação da Fundação Gilcina Carvalho tende a ser outro elemento importante para a trajetória política de Gilcina.
A experiência na Fundação José Carvalho mostrou que instituição filantrópica não só faz bem a alma, mas também a imagem.
A fundação pode ser um supertrunfo para adentrar em municípios menores da região com políticas assistencialistas.
Outro importante trunfo de Gilcina é não ter inimigos de peso e nem meios dispostos a impedir a sua chegada à Assembleia.
Quem se colocaria a fazer este papel?
Memória curta fascina exageros
Não são poucos os que tentam taxar Gilcina como a pior gestora da história de Catu.
Para quem de fato acompanha a política local sabe que esta é uma afirmação profundamente equivocada.
As gestões de Gilcina foram problemáticas, não há dúvidas. Errou bastante na execução.
E como sempre surgiu a falsa perseguição por uma salvação da pátria. (Se esquecem que Gilcina era esta pessoa em 2004)
O problema está na memória curta. Dentro da minha pouca idade pude acompanhar os governos de Nardson e Antonio Pena (2º mandato). Já o de Gilcina, especialmente o 2º mandato, muito mais de perto.
Conclusão: Não tem o que comparar o nível gerencial e administrativo destas gestões. A administração Gilcina Carvalho foi muita mais eficiente, mais competente. Mas pecou muito em detalhes importantes.
O problema maior que Gilcina encontrou politicamente (e que todos os demais irão encontrar) e o que os antecessores dela não encontraram foi uma maior participação da mídia, mostrando fato a fato .
É difícil reconhecer isso, só quem sentiu para afirmar: a mulher tem personalidade. E isso falta a muitos políticos catuenses.
Por fim, para bem ou para o mal, doa a quem doer, parece que a mulher voltará deputada em 2014.
E não vacilem, pois em 2016 a coisa pode ficar complicada.
Ela poderá estar muito mais forte, com ex-inimigos ao lado. Parece que ela sabe tratar melhor os inimigos do que muitos tratam os que deveriam receber tratamento de aliados.




