Denúncia: desde 2005 cerca de 400 famílias rurais de Catu esperam pela implantação de uma pequena agroindústria fornecida pela EBDA. Equipamentos estão sucateados
Equipamentos estão sucateados e espalhados por diversos locais
Desde 2005 cerca de 400 famílias de agricultores de Catu estão a espera da implantação de uma agroindústria que foi garantida através de um convênio da Secretária de Agricutura do Estado, aEmpresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e a Prefeitura Municipal de Catu. O convênio faz parte do Programa Nossa Raiz, que beneficia produtores de mandioca do estado da Bahia e que estejam enquadrados no perfil do PRONAF.
O Programa, inclusive, foi lançado em setembro de 2005(veja matéria sobre lançamento do programa) no município de Catu durante o 3º Encontro dos Pequenos Produtores Rurais de Catu e contou com a presença, na época, do Secretário de Agricultura do Estado, Pedro Barbosa. O evento aconteceu no IFBaiano-Catu (no período Escola Agrotecnica Federal) e na oportunidade foi firmado o convênio com a prefeitura municipal para a construção de uma casa de farinha mecanizada, fecularia e fábrica de beiju.
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| Dona Ilze(esposa do senhor Everaldo, presidente da associação. Em frente ao terreno doado para construção da unidade |
A comunidade dos Varões foi a escolhida para a implantação da unidade, com base no nível de organização da Associação dos produtores, assim como pela produção relevante na localidade e comunidades adjacentes como Rio Vermelho, Estanque, Panelas, Arauaris, entre outras que seriam beneficiadas, uma vez que a unidade serviria para os produtores catuenses. Um ex-funcionário da EBDA relatou ao Expresso Catuense que ainda em 2005, no primeiro mandato do atual grupo na gestão, chegaram os equipamentos fornecidos pela Secretária de Agricultura do Estado, além de duas carretas de adubo e uma quantia em dinheiro para auxiliar na etapa do plantio. Já o antigo agricultor e presidente da Associação dos Produtores de Varões, senhor Everaldo, fez a doação de um terreno para a implantação da unidade. A EBDA entraria no convênio com o apoio a capacitação técnica dos agricultores.
Ainda segundo o ex-funcionário da EBDA, a parte da prefeitura era a construção das instalações, que não foi executada porque a prefeitura alegou que não tinha condições financeiras de realizar a obra, após uma visita de técnicos da prefeitura que avaliaram em R$ 50 mil o custo de execução das instalações.
Sem nenhuma explicação a prefeitura desistiu da implantação da unidade e como a obra não foi executada, os equipamentos fornecidos pela Secretária de Agricultura do Estado (prensa elétrica, 2 fornos elétricos e máquinas de féculas) foram então armazenadas na Escola Agrotécnica e na Associação dos Produtores de Varões. Hoje, após seis anos, os equipamentos estão deteriorados pela ação do tempo e sem utilização. Ressaltando que em Catu tinham 300 famílias rurais de pequenos produtores cadastradas no programa, mas que 400 famílias poderiam ser beneficiadas. Com as instalações a produção iria aumentar de maneira significativa, estimada em 7,5 toneladas de farinha ou 150 sacas mensalmente. Acrescenta-se que a unidade possibilitaria produzir derivados da farinha, agregaria valor a produção das famílias, ampliando a qualidade dos produtos e a renda.
Por: Magnum Seixas
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