Vícios das linguagens

“Se eu for eleito eu prometo!” “Eu prometo que...” “Promessa é dívida”. Estes são apenas alguns dos vícios entoados durante as campanhas. Estes são apenas alguns dos recursos utilizados para seduzir o eleitor viciado. Junto a isso estão as campanhas caríssimas as quais serão pagas por esse mesmo eleitor e todos os outros. O eleitor viciado é aquele que dá seu voto a troco de algumas coisas. Talvez uma cesta básica; saco de cimento; blocos, por aí assim. Não há problema algum em aceitar o tal brinde, desde que a aceitação seja pautada numa modalidade de resistência. Que isso quer dizer? Quer dizer que o bom eleitor, dá uma rasteira no candidato escroto!
Uma botinada nos políticos de carreira é o primeiro passo. É dar o golpe no golpe. É resistir à cultura do modo de produção que preserva o status quo! Não é difícil entender que o sujeito que tem dinheiro para a campanha saia na frente, uma vez que a cultura tradicionalista contemporânea da imagem é fomentada pelos meios de comunicação/divulgação: panfletagem, carros de som, aparato humano, etc. O candidato supostamente de boa índole, ou como professado pela Constituição Federal de 1988, de reputação ilibada, sempre é menos votado, ou sobrepujado pelo capital em detrimento do discurso verdadeiro e analítico – supostamente. Temos exemplos em Alagoinhas, Catu e mundo afora.
A educação – lá vou eu entoar o discurso do século XIX-XX – tem papel fundamental na construção de uma sociedade justa, onde o cidadão seja autônomo para filtrar as informações, assim distinguindo o verdadeiro do falso, o bom e o ruim – construções sociais. Como diria Cannibal: “Só os que não pensam tem a consciência limpa”. Então: “Pilotem suas próprias cabeças”, como diria Chico Science...
O século XXI cada vez mais parece XIX e XX.
Por: Rafael Rosa





