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Terras de Catu: o troféu da incompetência


De uns anos para cá, as terras de Catu, incorporadas por Pojuca, fizeram parte das conversas do dia-a-dia dos catuenses. Algo inaceitável. Queria mesmo era saber o que cada um dos nossos ilustres representantes fizeram em relação a este assunto. Aliás, antes a curiosidade do que o sabor da decepção.

Então surge uma mulher com a promessa de devolver a nossa cidade as terras usurpadas em gestões anteriores. No 1º tempo dizem que tentou, mas não conseguiu. Até que em um belo dia, enquanto olhava-se no espelho e arrumava-se para mais um dia de figuração na prefeitura, uma pergunta saltou em sua frente: terminado os meus 2 tempos entrarei para a história desta cidade por ter feito o quê de importante? Apesar de ser a Branca de Neve, o espelho não respondeu.

Entraram em ação os conselheiros. Afinal, alguma serventia estes sugadores das forças do município devem ter além das tradicionais maracutaias.

Convenceram a tal mulher de que a única forma de recuperar o prestígio perdido era devolvendo como uma heroína, como a salvadora da pátria as terras da amada Catu. Desde então, o engajamento nesta questão tem sido total. Reuniões e mais reuniões. Visitas a Salvador. Apoios importantes. E parece que a situação está a nosso favor. Uma pena todo este empenho não ter sido visto com os outros problemas da nossa cidade.

Às vezes, me pego com a inocência de menino e com os olhos vibrantes "essa é a pessoa!". Mas tudo se vai quando abro a porta e vejo a realidade da minha cidade.

Agora é tarde para tentar ser bem vista. Por que não fez por onde antes? Mas dou-lhe todo o meu apoio em mais essa questão, pois o que mais quero é ver a nossa cidade por completa no mapa. Também darei aqui neste espaço o meu muito obrigado caso vença a disputa. Porém, não será com este troféu que conseguirá apagar a sua incompetência administrativa.

Por: Romisson Silva