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Diretora fala sobre possível construção de bar em frente ao Pedro Ribeiro

Moradores estão com receio de que seja instalado mais um bar em frente à entrada da escola.
Foto: Expresso Catuense.
Por: Maiara Lopes

Por lei, toda escola, seja pública ou privada, deve ficar protegida, em um raio de pelo menos 100 metros, de qualquer atividade considerada nociva aos alunos e professores, incluindo a venda de bebidas alcoólicas e fontes de poluição sonora. Contudo, é comum encontrar bares em frente a unidades de ensino, prejudicando as atividades escolares e facilitando a evasão dos alunos. Um exemplo disso é o Colégio Estadual Pedro Ribeiro Pessoa, no bairro da Rua Nova, que é cercado por três bares. 

Olga Campos, Diretora do Colégio Estadual Pedro Ribeiro
O problema não para por aí, pois, relatos dão conta de que outro bar será instalado bem em frente à Instituição de ensino. Pega de surpresa pela notícia, a Diretora do Colégio, Olga Campos, resolveu correr atrás de possíveis esclarecimentos. “Eu fiquei em pânico, porque a gente não suportaria mais um bar aqui. Liguei para a Vereadora Clara Senna e pedi que ela entrasse em contato com o pessoal de obras e infraestrutura urgente. Ela me garantiu que o próprio Prefeito Geranilson afirmou que a possibilidade de construir algo desse tipo ali não existe”, contou. 


A comunidade do bairro já havia feito um abaixo assinado e encaminhado à promotoria do município, exigindo que a prefeitura informasse o que será feito naquela área.  “Mesmo com os órgãos garantindo que a implantação do bar não irá acontecer, os moradores continuam com a pulga atrás da orelha, então eu acho que o ideal seria que a prefeitura se pronunciasse, emitindo um documento, ou colocando um carro de som nas ruas, para que as pessoas se tranquilizassem”, destacou Olga. 

A Diretora também ressaltou que caso isso venha mesmo a acontecer, providências serão tomadas. “Se a gente começar a ver um murinho levantando ali, eu acho que nós vamos juntar a escola toda e vai lá fazer um protesto, porque mesmo eles dizendo que será apenas um quiosque para vender lanche, não será aceito, pois, boa parte dos bares que estão ai hoje começaram assim”, disparou Olga. 

Por fim, a gestora contou um pouco das dificuldades que o colégio já passou por conta da proximidade com os bares: “As vezes no final da tarde e a noite, aparece alguém que liga um carro aí , quando a gente vê já está aquele barulho. Em outros tempos eu cansava de ir lá pedir pra acabar o som , hoje em dia não tenho mais coragem de fazer isso. As vezes a gente toma outras atitudes, mas eu não vou mais lá como fiz por algum tempo”, afirmou.