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Transporte público precário e sucateado dificulta a mobilidade dos catuenses

Por: Magnum Seixas
As queixas dos catuenses ao transporte público coletivo do município se ampliou nos últimos dias. A cooperativa de transporte COTRAN possui a concessão para realização do translado de passageiros nos limites do município. Os poucos ônibus da cooperativa que circulam na cidade são antigos, mal conservados e sujos.

A precariedade dos veículos tem se exemplificado de forma mais acentuada nos últimos dias. Não é difícil se deparar com um ônibus quebrado no meio do trajeto. Na última quinta (10), enquanto a equipe do Expresso se dirigia até o bairro do Pioneiro, pela Br-110, nas proximidades da rotatória, encontramos um ônibus da cooperativa quebrado a espera de conserto no acostamento da rodovia.

Já na tarde de ontem (11), um membro da cooperativa nos chamou a atenção para falar da situação dos veículos, “As coisas estão difíceis na cooperativa. Hoje mesmo estamos rodando sem três ônibus. Diariamente temos ônibus quebrados, um problema de falta de manutenção”, informou.

Passageiros passam diariamente pelo
desconforto do transporte público local (Foto: Tailon Morgan
)
Com poucos veículos em atividade, os ônibus andam superlotados, especialmente nos horários de maior movimento. Conforme pode se observa na foto ao lado registrada pela equipe do Expresso.  A espera nos pontos de ônibus chega a ser angustiante, conforme nos relatou a senhora Rosa Santos de 67 anos, “Todos os dias preciso ir ao comércio e é sempre essa demora. Eu não posso pegar moto se não já tinha ido”. Uma reclamação constante é a falta de horários bem definidos dos ônibus. A passagem nos ônibus da cooperativa custa R$ 1,80, uma tarifa que não é barata e deve sofrer reajuste em breve (último reajuste foi de 20% e ocorreu no início de 2011).

Em horários de maior movimentação
ônibus andam super lotados (Foto: Tailon Morgan)
A superlotação do transporte coletivo só não é mais grave em função do transporte alternativo, especialmente os mototaxistas. Contudo a alternativa custa caro aos catuenses, que pagam em média R$ 3,00 por viagem de moto, quase 70% mais cara que se locomover de ônibus. O transporte mototaxista também precisa urgentemente de regulamentação, para uma melhor organização e padronização dos serviços.

A ineficiência e o custo do transporte público catuense pode ser um dos principais motivadores da ampliação da frota de veículos no município, sobretudo as motocicletas. Outros fatores são tão ou mais determinantes para aquisição do veículo, mas o custo beneficio da locomoção é um peso a ser considerado na aquisição de veículo.

De acordo com o DETRAN-BA, em novembro do ano passado, a quantidade de motos registradas em Catu já superavam 3.500 unidades (sendo 1.300 registradas nos últimos 3 anos). Com as prestações  a perder de vista, os valores das mensalidades caem significativamente, especialmente no mercado de motocicletas, onde se encontram prestações de até R$ 150,00 (valor muito próximo dos gastos mensais de uma pessoa que utiliza serviço de mototaxista durante o mês).

Transporte é realizado por ônibus grandes
pelas estreitas ruas do município.
Ainda no referente ao transporte por ônibus um problema nítido é o tamanho dos veículos em relação as estreitas ruas da cidade, especialmente no Centro, causando lentidão e congestionamentos nas principais vias. Qualquer transporte bem planejado evitaria o uso de ônibus grandes no translado de pessoas num município com a infraestrutura que possui Catu.

Está ai um problema para estudo e busca de solução pela Secretaria de Serviços Públicos.