Espaço do Leitor: Doutor Marcos, um médico como poucos
No dia 22 de janeiro de 2013, o Expresso Catuense noticiou uma grave denúncia de um suposto caso de negligência no Hospital Municipal de Catu (HMC). A mãe de um paciente fez várias alegações e, diante disso, o Expresso procurou apurar as informações junto ao HMC, através da ASCOM da Prefeitura, a qual encaminha as nossas solicitações aos órgãos do executivo municipal, diante do difícil contato com os setores neste início de gestão. Na ocasião, solicitamos: "Gostaríamos de saber qual o posicionamento da Direção do HMC em relação a este episódio, se a denúncia será apurada e se confirmada o que será feito". Desta forma, abrimos espaço para que a direção do HMC se pronunciasse e até mesmo com uma posição do médico citado. Porém, a resposta que tivemos foi: "Estaremos apurando a denúncia e caso seja confirmada, a administração do hospital estará tomando as medidas administrativas cabíveis", como mencionada na matéria, e desde então mais nada nos foi reportado sobre este episódio.
Recebemos com muito prazer uma carta da nossa estimada amiga Maria Lucinê Santos Carneiro, Presidente da Associação Pestalozzi de Catu-BA, que sempre acompanha o Expresso Catuense e que sabe da nossa luta em manter o Expresso vivo, refletindo a voz do povo catuense. Decidimos então, em comum acordo, publicar a carta que pode ser traduzida como uma linda homenagem ao Dr Marcos Souza Santos, um médico querido por muitos catuenses. Confiram:
"Catu, 25 de janeiro de 2013
Consciente do esforço dessa dinâmica equipe do Expresso Catuense a fim de viabilizar notícias verídicas, solicito, pois, a V. Sª que torne público o texto a seguir, cujo objetivo principal é fazer justiça com um dos médicos mais atuantes, comprometidos, responsáveis e dedicados que recebemos, nos últimos 17 anos, no nosso HMC: o Dr Marcos Souza Santos.
Em 1997, tive a satisfação ímpar de observar, em loco, o Dr Marcos Souza Santos em um plantão extremamente movimentado no HMC. Naquela ocasião, acompanhava meu irmão, o qual precisou ser reanimado pelo referido médico, face a grave crise de hipoglicemia, hipertensão e hipotermia, que gerava risco iminente de morte.
Com imensa admiração observei-o durante toda a madrugada socorrer inúmeros pacientes, clamar pelo apoio dos enfermeiros, técnicos de enfermagem e maqueiros de plantão, objetivando salvar vidas e proporcionar um atendimento qualitativo para a população usuária do SUS.
Nos últimos anos, enquanto Presidente da Associação Pestalozzi de Catu-BA e Membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, encaminhei vários menores em situação de risco ao HMC e ao Ambulatório, os quais foram examinados e medicados pelo Dr Marcos com extrema atenção, cuidados, riqueza de detalhes na entrevista do paciente, em busca do diagnóstico e prognóstico correto; demonstrando, portanto, profissionalismo no exercício da Medicina Clínica.
Em nome de toda a comunidade catuense que conhece, verdadeiramente, o caráter e o trabalho ímpar do nosso querido médico, lamento por este episódio isolado, o qual deveria ser melhor investigado, dando oportunidade ao profissional a fim de explicitar o ocorrido.
Em tempo, ressalto que o dia 22 de janeiro de 2013 foi marcado por muita violência na cidade, resultando em grande mobilização pública e exigindo muito dos funcionários do HMC que estavam de plantão.
Enquanto mãe e educador, solidarizo-me também com o sofrimento desta mãe aflita ao ver seu filho febril, necessitando de cuidados emergenciais, o que retrata, infelizmente, o panorama caótico da Saúde em nosso país. No qual, a equipe médica precisa priorizar sempre os casos mais graves.
É preciso que se faça justiça com um exímio médico, o qual, lamentavelmente, há anos, muitas vezes, foi o único responsável pelo plantão, atendendo sozinho a dezenas de pessoas, muitas, inclusive, vítimas da violência urbana, cujo ápice se deu na última década em Catu.
Faz-se necessário enfatizar, pois, o trabalho digno de homenagens de um excelente médico, o qual exige a presença e atuação correta da sua equipe de plantão. Motivo pelo qual, certamente, o Dr Marcos pode estar sendo vítima de um movimento isolado e com fins de marginalização social.
Enfim, o trabalho desenvolvido pelo Dr Marcos Souza Santos, durante esses 17 anos de dedicação ao funcionalismo público municipal, ratifica o seu profissionalismo de excelência, o caráter humano, a conduta ilibada e a sua preocupação na efetivação do exercício da Medicina ética e humanizada.
Maria Lucinê Santos Carneiro
Presidente da Associação Pestalozzi de Catu-BA"



