Impasse: Pojuca poderá ter nova eleição para prefeito
Pojuca é sem dúvidas o município do
estado da Bahia onde recentemente mais surgiram problemas eleitorais. As posses
de prefeitos já foram decididas na justiça, urnas já sumiram, é a única cidade
do estado a usar urnas biométricas (através de impressão digital) e após a última
eleição os pojucanos ainda não sabem que será o novo prefeito da cidade.
Tudo isso porque nas urnas ganhou
o candidato Dr. Toinho (PDT), sendo escolhido com mais de 73% dos votos, contra
a atual prefeita Gerusa Laudano (PSD), filha da deputada estadual e ex-prefeita
de Pojuca, Maria Luiza Laudano. Contudo, o candidato Dr. Toinho teve sua
candidatura indeferida. Acontece que como ele concorreu mesmo com a candidatura
indeferida, obtendo mais da metade dos votos válidos, uma nova eleição pode
acontecer no município. Por outro lado, a Justiça pode ter o entendimento que
os eleitores que votaram em Dr. Toinho teriam o conhecimento prévio que os
votos seriam anulados devido a sua candidatura indeferida e desta forma conceder a vitória a Gerusa Laudano. Se a
Justiça decidir pela invalidação da votação do último domingo, uma nova eleição
deve ocorrer entre 20 a 40 dias a partir da decisão da justiça e qualquer
candidato poderá participar no novo pleito, com exceção dos candidatos
indeferidos.
Barrado pela Lei do Ficha Limpa
No dia 11 de setembro, a
presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, a desembargadora Sara
Brito, negou o recurso de registro de candidatura de Dr. Toinho, com base na
Lei do Ficha Limpa. Em 2005, o candidato havia sido condenado pelo TRE e
definitivamente pelo TSE em 2008, por abuso de poder econômico e compra de
votos. A decisão ainda coube recurso no TSE, que foi apresentado pelo candidato
e deve ser apreciada em breve pelo tribunal.
A pergunta é: Cabe ao eleitor nas urnas ou aos juízes nos tribunais decidir quem é ficha suja?
Por: Magnum Seixas




