Em entrevista ao Expresso, vereador Índio falou sobre ações que pretende implantar e revelou que empresas podem chegar em Catu ainda este ano
O Expresso entrevistou o vereador do Partido Socialista Brasileiro (PSB) Emerson Ribeiro, 40 anos, popularmente conhecido como Índio. Em seu primeiro mandato como vereador, Índio é uma das grandes promessas da política catuense. Mesmo com menos de dois meses de mandato a atuação e ações do vereador tem chamado a atenção da população. Na entrevista tratamos de temas como mercado de trabalho, meio ambiente, cultura e denúncias de irregularidades na Câmara. Índio também revelou ao Expresso que algumas empresas tem demonstrado interesse em se instalar em Catu, fato que poderá se concretizar no segundo semestre.
Acompanhe abaixo a entrevista:
Expresso Catuense: As atividades legislativas começaram há pouco tempo, mas seu mandato já atua em atividades e ações visíveis ao público, sendo considerado um dos mais atuantes neste período. Como tem sido esta experiência inicial e o que tem possibilitado toda esta ação?
Vereador Índio: Realmente tenho vivido um momento muito bom neste início de mandato, mas era o que eu tinha planejado, muito ação e empenho. Isto se deve ao respeito ao povo de Catu. O que tem possibilitado estas ações é a mudança de cultura no exercício do mandato de vereador, a população queria uma mudança e espero estar correspondendo com esta expectativa.
Expresso Catuense: Uma das suas principais plataformas de campanha foi a questão do emprego. Recentemente fatos ligados a empresas do setor de petróleo não são favoráveis ao emprego, como é o caso da Lupatech e da saída da URGN de Santiago. Como o senhor tem encarado este cenário?
Vereador Índio: O cenário a curto prazo não está muito favorável. Na sessão de 19 de fevereiro fiz um pronunciamento sobre a saída da URGN e da situação periclitante que se encontra a Lupatech. Os investimentos da Petrobras neste ano estão bem reduzidos e isto pode contribuir para uma desaceleração na geração do emprego. Porém temos pontos positivos que é a possível chegada de uma empresa, que não podemos revelar ainda o nome, que solicitou ao prefeito uma área de 3.000 m2 onde pode gerar vagas para o segundo semestre. Teve também uma empresa de metalurgia que nos procurou para abrir uma filial em Catu. Isto pode melhorar o cenário catuense a médio prazo.
Expresso Catuense: Quais projetos e ações pretende está pondo em prática no seu mandato em relação ao mercado de trabalho?
Vereador Índio: Sem dúvida nenhuma que é a capacitação dos nossos munícipes. Desde o primeiro momento do meu mandato venho mantendo contato e reunindo com a secretária de educação Ana Teixeira, a representante da ação social a Carol e com as gestoras do Senai Araã e Elisangela, com intuito de implementar os cursos técnicos e profissionalizantes em nosso município. Outro ponto importante é a criação de uma área industrial para que Catu possa atrair empresas, que por hora não temos áreas em Catu, o que tem dificultado a atração ou até mesmo a permanência de empresas em nosso município.
Expresso Catuense: As questões ambientais foram sempre tratadas com muito empenho em suas atividades muito antes, inclusive, de ser vereador. Assim foi com o tratamento dado a questão da Fontinha e do Rio Catu, o qual foi objeto de pesquisa pelo senhor em dissertação. Enxerga possibilidades de avançarmos nas políticas ambientais em Catu nos próximos anos?
Vereador Índio: Claro que sim. Acredito que temos espaço para avançar. Estive com Augusto, do IF baiano, para tratarmos da questão da reconstituição da mata ciliar do Rio Catu. O mesmo se mostrou solicito e nesta parceria esperamos reparar alguns erros do passado. O próprio aterro sanitário, poderíamos aproveitar e fazer uma usina de reciclagem é uma ideia que poderíamos discutir com o prefeito para verificar a viabilidade.
Expresso Catuense: No âmbito cultural o senhor tem marcas importantes em Catu. Como na campanha de reativação do ACEC e na reforma da Estação Ferroviária. Existe um atraso muito grande no município em relação aos patrimônios históricos e culturais. Quais medidas estará buscando para garantir a preservação dos nossos patrimônios históricos?
Vereador Índio: Também concordo com você. São anos de atraso e fico feliz com a preocupação do Expresso. Temos poucas ações neste sentido, quando me preocupei com a reforma do ACEC e Pintura da Estação Ferroviária era porque estava muito angustiado em ver os prédios antigos sendo dilapidados pelo tempo. Neste mandato ficaremos atentos a esta questão. Por exemplo, o prédio do antigo Colégio Inocêncio Góes, que a prefeitura quer implantar a biblioteca municipal, é outro prédio que precisa ser preservado. A própria fontinha, em frente ao IF Baiano, é outra situação que sempre buscamos melhorar. Ela se encontrava em completo estado de abandono, nos reunimos com a comunidade local e fizemos um trabalho de limpeza e plantio de gramas e árvores. Obviamente que a fontinha ainda precisa de melhorias, porém o trabalho realizado até hoje através da manutenção dada e com o apoio do prefeito vamos avançar ainda mais.
Expresso Catuense: A Câmara começou com um clima muito pesado. Muitas denúncias envolvendo vereadores de mandatos antigos. A população já começa a cobrar as denúncias e possíveis punições, conforme ocorreu no mandato passado de outros vereadores. Como o senhor tem enxergado tudo isso? Acredita que haverá punição em caso de comprovação das irregularidades?
Vereador Índio: Realmente as denúncias precisam ser investigadas, pois a comunidade catuense não precisa passar por isso e ficar sem uma resposta. Vejo tudo isso como um fato lamentável, porque isso também atinge a imagem de nós vereadores e precisamos ser responsáveis com os nossos atos. As punições virão a medida que as denúncias forem aprofundadas e acredito que serão. A sociedade precisa de uma resposta da câmara de vereadores e estaremos sempre ao lado na legalidade, funcionalidade e da honestidade.





