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A produção de petróleo na Bahia voltou a cair após dois anos de crescimento

Fazenda Panelas: produção caiu pela metade desde a
descoberta de um novo reservatório em 2010.
Os anos de 2010 e 2011 foram de crescimento na produção de petróleo nos campos baianos, sinalizando que se findava a tendência persistente de queda na produção. Contudo, desde o segundo semestre do ano passado o crescimento perdeu fôlego e a produção no primeiro quadrimestre de 2012 caiu bastante se aproximando do menor índice histórico. Atualmente a produção média diária está em 42,9 mil barris, bem abaixo da média de 44 mil barris alcançada em 2011. Em 2009, com a média de 41 mil barris/dia, os campos baianos tiveram a menor produção de sua história.

A produção baiana se dá quase que totalmente em campos terrestres antigos, alguns em produção desde a década de 1950, como é o caso do campo de Água Grande, localizado na divisa dos municípios de Catu e Pojuca, produzindo em torno de 2.500 barris/dia, é ainda um dos principais produtores da Bacia do Recôncavo Baiano. Os campos baianos são considerados marginais, isto é, com pequena produção para grandes empresas como a Petrobras. Dos 84 campos em fase de produção na Bahia, apenas 15 possuem produção superior a 600 barris/dia e são responsáveis por aproximadamente 90% da produção baiana. Os principais campos de produção da região são Araçás e Buracica com produção superior a 4 mil barris/dia e Miranga, que produz cerca de 2 mil barris/dia, além de 24 milhões de metros cúbicos de gás por mês. Mesmo estes campos maiores possuem produção fora da nova realidade produtiva da Petrobras. Diante deste cenário sempre volta a discussão as questões relacionadas as atividades em regiões consideradas maduras e com baixa produção.

Getúlio Vargas exibindo a mão de petróleo, em Candeias que
veio a ser o primeiro campo comercial brasileiro.
Por outro lado, a ‘velha’ indústria baiana é pequena apenas em termos relativos, quando comparada as novas fronteiras produtivas brasileiras. A produção de petróleo na Bahia é um negócio com faturamento próximo a R$ 3 bilhões anuais. Um valor significativo quando comparado a outros segmentos industriais do Estado, até mesmo os mais modernos. Os investimentos estão voltando a aparecer e estão garantidos R$ 8 bilhões, até 2015. Contudo, maior parte deste investimento está destinado a plantas de refinamento e processamento de petróleo e gás e uma parte menos relevante a cadeia de exploração e produção de petróleo. Como novas descobertas em regiões maduras são cada vez mais raras, a maior desafio é manter a produção dos campos já existentes, com a aplicação de métodos de recuperação de reservas. Se até o final da década de 1970 a Bahia produzia cerca de 60% do petróleo brasileiro, atualmente o petróleo baiano representa menos de 2% da produção nacional.

Novas descobertas
A descoberta de um grande reservatório no Campo Fazenda Panelas, entre os municípios de Catu e Alagoinhas, deu uma injeção de adrenalina e ampliou as perspectivas de novas descobertas, utilizando novas tecnologias. Com a adição de cerca de 2 mil barris/dia na produção, o campo Fazenda Panelas foi fundamental esticar para um pouco mais longe a tendência geral de queda da produção baiana.

Por: Magnum Seixas