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Mesmo com salários cortados, professores mantêm greve que já é a maior na história da educação baiana

Em assembléia nesta última terça (12), professores
decidiram pela manutenção da greve
A greve dos professores da rede estadual de ensino da Bahia entrará no 64º dia nesta quarta-feira (13) e não tem previsão para terminar. Nesta última terça (12), o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a liminar do Tribunal de Justiça da Bahia, que obrigava o pagamento dos salários dos professores em estado de greve, que havia sido concedida na sexta-feira (8).  O corte nos salários dos professores foi anunciado pelo governo da Bahia no fim do mês de abril, quando se chegou aos 20 dias de greve.  Os professores baianos têm resistido aos cortes de salários e em assembleia da categoria, nesta terça, os professores decidiram pela manutenção da greve.

Maior na história da educação baiana
Os professores começaram a greve ainda no início de abril, com forte adesão em todo o estado. Cerca de 85% dos 37 mil professores das 1.422 escolas da rede estadual aderiram a greve. São mais de 1 milhão de alunos sem aulas há mais de dois meses. Aos 64 dias de duração, está greve é a maior da história da educação baiana (ultrapassando os 57 dias da greve de 2007, ainda no primeiro ano do governo Wagner).

A categoria reivindica o pagamento do aumento pleiteado de 22% ao longo de 2012, desde que este valor seja válido para todos os professores - de todos os níveis, incluindo aposentados e probatórios. Em contrapartida, governo propõe aos professores licenciados promoção, por meio de curso, com ganho real de 7%, em novembro deste ano, e mais 7% em abril de 2013. Somando aos reajustes já concedidos este ano (6,5%), a proposta resulta em ganho total de 22 a 26%.

Por: Magnum Seixas