Desafio urbano: Nos últimos 6 anos as ruas de Catu receberam em média mais de 1.200 novos veículos por ano
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| Frota de veículos catuense quase triplicou em 6 anos |
O crescimento do número de veículos nas cidades brasileiras
é um fato que tem levantado inúmeras discussões em virtude dos problemas que as
cidades vêm enfrentando pela nítida falta de planejamento dos centros urbanos
com a realidade que se apresenta. Cidades de médio porte, como é o caso de
Catu, vivem um verdadeiro caos nas áreas de maiores fluxos de veículos. Em 6
anos, a frota do município praticamente triplicou. Segundo o Detran-Ba, em 2005
eram apenas 4.067 veículos e no mês de abril deste ano as ruas de Catu passaram a
enfrentar mais de 11.800 veículos. São mais de 1.200 veículos novos por ano.
O crescimento da frota reflete, especialmente, o aumento da
renda da população aliado as facilidades para aquisição de veículos. O carro que
visto individualmente possibilita uma maior mobilidade do cidadão, atualmente,
quando visto de forma coletiva passou a ser um grande problema para a
mobilidade urbana e um desafio para a gestão publica, ultrapassando as
fronteiras das grandes cidades. Em Catu a falta de planejamento para lhe dá com
o volume maior de veículos esta evidente nas ruas. O trânsito está mais lento e
praticamente parado no centro da cidade, não há estacionamentos nem sinalização
nas ruas, o transporte público é ineficiente, não há projeto para adequar as vias públicas ao novo fluxo de veículos,
entre outros graves problemas que inviabilizam a mobilidade urbana local.
Mais de R$ 6,6 milhões arrecadados com IPVA
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| Ilustração que circula pela rede social Facebook, com sátira da situação das ruas no município. |
De 2005 até maio passado,
o município de Catu já arrecadou mais de R$ 6,6 milhões em Imposto sobre
a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Atualizando este valor com base
no Indice de Preço do Consumidor Amplo (IPCA), o valor arrecadado corresponde a
R$ 7,5 milhões. O IPVA é arrecadado pelo Governo do Estado e repassado 50% para
os municípios, assim como as demais taxas incidentes sobre veículos.
A questão que se coloca é como estão sendo aplicados estes
recursos, que em tese deveriam ser utilizados para melhoria da mobilidade
urbana?
Por: Magnum Seixas
Matéria publicada em 15/06/2012
Matéria publicada em 15/06/2012





