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Catuenses reclamam do atendimento nos bancos e cobram fiscalização

Nos últimos dias leitores entraram em contato com o Expresso Catuense com reclamações aos serviços bancários no município de Catu. Esta é uma reclamação antiga dos moradores que não vem sendo respeitada a Lei dos 15 Minutos. Em Catu, a lei que obriga as agências bancárias a realizarem o atendimento dos clientes em até 15 minutos já esta em vigor desde o ano de 2005 e foi de autoria do vereador Adilson Mota. Segundo esta lei, ninguém pode esperar mais de 15 minutos em fila de bancos e prevê punições, advertências, multas e até cassação do alvará de funcionamento dos estabelecimentos em caso de seu descumprimento.

De acordo com o vereador Adilson, autor da lei em Catu, “A lei existe, está faltando seu cumprimento. É dever da prefeitura divulgar a lei, e, sobretudo, fiscalizar para que as agências respeitem os cidadãos catuenses. Infelizmente, de fato a lei nunca foi respeitada no município, por conta da negligência e falta de fiscalização da prefeitura". Ainda segundo o vereador, no ano de 2008 aconteceu uma audiência juntamente com o Ministério público, onde ficou acordado que a prefeitura iria fazer a divulgação da lei e fiscalizar as agências bancárias. Já os bancos teriam que instalar máquinas para registrar o horário de início e fim do atendimento ao cliente. A divulgação da lei até que aconteceu durante um período, mas a fiscalização que é o mais importante nunca ocorreu.

Em municípios onde realmente a lei é aplicada diversas agências foram alvo de fiscalização que resultaram em multas por não cumprimento da lei, inclusive, em alguns casos, como em Salvador, agências bancárias reincidentes chegaram a ser fechadas até que se adequassem a legislação. O caso emblemático ocorreu em julho de 2010, quando o prefeito de Salvador João Henrique foi pessoalmente com agentes de fiscalização para interdição de agências bancárias que não estavam cumprindo a lei dos 15 minutos. Na foto ao lado, agência do Banco do Brasil foi interditada por 5 dias para adequação a legislação, além de receber multa de R$ 25 mil.

Por: Magnum Seixas