Em 7 anos a rede municipal de ensino de Catu perdeu mais de 2.700 alunos
São menos 2.714 alunos matriculados na rede municipal de ensino entre 2005 e 2011, período demarcado pela gestão da atual prefeita Gilcina Carvalho. É o que aponta os dados do Censo Educacional, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), órgão ligado ao Ministério da Educação. O INEP quantificou o número de matrículas nas unidades escolares catuenses, desde a pré-escola ao ensino fundamental, incluindo os estudantes do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
As maiores perdas na rede municipal foram observadas no ensino fundamental. São 3.166 matriculas abaixo do ano de 2004, quando se tinham 6.707 alunos matriculados. Em 2011 eram apenas 3.541 matriculas. A pré-escola também sofreu redução no período, foram 329 matriculas a menos do que em 2004, quando eram 1.129 crianças matriculadas. No sentido inverso, expandiu as matriculas nas creches e no sistema de EJA. Nas creches são 310 matriculas criadas entre 2005 e 2011, mas uma quantidade bastante reduzido no total que foi de 370 vagas. Já o sistema de Educação de Jovens e Adultos teve um crescimento considerável no período, criando mais 844 vagas em 7 anos e alcançando a 1.413 matriculados. Na série histórica disponibilizada pelo INEP que vai dos anos 2000 a 2011, foi justamente no ano 2000, na gestão do então prefeito Dr. Nardson, que se observou o maior número de alunos matriculados na rede municipal de ensino, sendo 11.481 matriculas naquele ano.
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| Escola municipal em Pau Lavrado. Foto: 2010 |
No caminho inverso a rede municipal de ensino estão as escolas privadas de Catu, que conseguiram ampliar em 36% o número de matriculas no ensino pré-escolar e fundamental entre os anos de 2005 e 2011. Em 2011, foram 2.581 alunos matriculados em escolas privadas, contra 1.896 em 2005. O ensino privado representa atualmente 26,2% de todas as matriculas de pré-escola e ensino fundamental em Catu, em 2005 era de apenas 14,4% esta participação.
Na rede estadual também diminuiu o numero de matrículas relacionadas ao ensino fundamental, foram 734 matriculas a menos nas escolas estaduais em 2011 quando comparado a 2005.
Procurada pelo Expresso Catuense, em nota, a Prefeitura Municipal de Catu alegou que a queda do número de matriculas na rede municipal em um problema de ordem geral, afirmando que “Há uma queda de alunos matriculados em qualquer município por uma série de razões... Podem ser verificadas quedas nas matrículas da rede estadual e na rede particular” e que “A evasão escolar é baixíssima em Catu”. Sobre o crescimento das matrículas na Educação de Jovens e Adolescentes (EJA), informou que “Em função de demandas do mercado, certo quantitativo de alunos prefere frequentar aulas nos cursos do EJA para concluir mais rapidamente as séries que os habilitarão a ingressar em determinadas profissões que não exigem maior qualificação técnica”.
A Prefeitura informou ainda que a queda de número das matrículas não reflete uma queda na qualidade do ensino, “A queda no quantitativo de alunos matriculados não indica falta de qualidade do ensino, como supõem os responsáveis pelo site... A melhoria da qualidade do ensino público municipal pode ser constatada: índice do IDEB de 2013 alcançado em 2009; 95% dos docentes possuem graduação, um grande quantitativo tem pós-graduação e consideráveis investimentos em formação continuada foram realizados ao longo do governo”.
Inconsistência nas informações e postura reacionária ao fato
Chamou a atenção a inconsistência de algumas informações respondidas em nota pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Catu, tais como afirmar, como forma de justificar a queda de matriculas, que o problema da redução das matriculas incluem também a rede particular, no sentido inverso aos dados do INEP. Também chamou a atenção a postura reacionária da Assessoria quanto a solicitação de informação, que foi feita de maneira cordial, sem supor algo ou acusar alguém. A resposta foi dada em tom belicoso, demonstrando o profundo incômodo que a gestão tem com o assunto, que apresenta resultados negativos para a educação, que vem sendo alvo de muita propaganda pela atual gestão.
Veja abaixo o texto encaminhado pelo Expresso Catuense a Prefeitura e o trecho em que a Assessoria finaliza a nota de resposta com um ataque ao Expresso Catuense:
Bom Dia! Gabinete PMC,
O Expresso Catuense entra em contato para obter informações/esclarecimentos, se possível, para fins de elaboração de matéria, referente a redução significativa do número de matrículas escolares na rede municipal de ensino de Catu, durante o período que compreende as duas gestões do atual grupo na administração na Prefeitura de Catu. Segundo o Instituto Nacional de Estudos Educacionais Anísio Teixeira (INEP), vinculado ao Ministério da Educaçao, os dados referentes ao quantitativo de matriculas no município de Catu são:
- Entre os anos de 2004 (um ano anterior a posse do atual grupo) a 2011, houve uma redução de 3.558 matrículas escolares entre alunos da pre-escola (incluindo creches) ao ensino fundamental (Excluindo EJA). Em 2004 eram 9.450 matriculas e passou a 5.892 em 2011- Entre os anos de 2008 e 2011 a redução correspondeu a 713 matriculas entre os alunos da pre-escola (incluindo creches) ao ensino fundamenta (excluindo EJA). Em 2008 foram 6.605 matriculas e em 2011 passou a 5.892.- No total as matriculas da rede municipal de ensino (incluindo EJA) recuou em 2.714 durante os anos de 2004 e 2011Pergunta-se:- Estes dados são compatíveis com os registrados pela PMC?- Se forem compatíveis, ou similar, a quais fatos a gestão atribui a redução do numero de matriculas (especialmente no grupo de ensino fundamental)?Att,Expresso Catuense
Trecho final da Assessoria da Prefeitura
Mais uma vez, em sua ânsia de criticar a administração municipal o site tenta estabelecer parâmetros não condizentes com a realidade e supõe encontrar falhas e má gestão. Orientado por critérios jornalísticos próprios – e não aqueles oriundos dos bons manuais de redação – tenta construir “verdades” quantitativas e não avalia os avanços da educação municipal, um dos quais registrado pelo MEC.
Por: Magnum Seixas





