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Campo Sete da Vila: População não comparece a reinauguração em sinal de desgosto com a administração da Prefeita Gilcina Carvalho

Campo Sete da Vila. Foto: Fevereiro de 2012
Inauguração vazia. Esta foi a resposta dada pelos moradores do bairro Barão de Camaçari a Prefeita Gilcina Carvalho e demais administradores da prefeitura durante a inauguração do Campo Sete da Vila, na última terça (01). A reforma do Campo Sete da Vila teve início ainda em 2008, quando o vereador Adilson Mota (PT), conseguiu R$ 200 mil junto a emenda parlamentar do Deputado Federal Nelson Pelegrino (PT) para a reforma. Em 2005, o mesmo deputado já havia conseguido R$ 100 mil para a reforma do campo, novamente solicitado pelo vereador Adilson, contudo o recurso foi investido na construção de uma quadra poliesportiva no bairro da Santa Rita. Até aí tudo bem.

Foto da inauguração extraída da internet.
Cabia a prefeitura executar a obra de reforma do campo, o recurso existia. Alegaram burocracias da Caixa Econômica entre outros fatores. Seria possível tanto tempo pra desburocratizar a coisa? Pior. A ideia inicial era que o campo recebesse alambrados e vestiários, um enorme desejo da comunidade e desportistas. Mas a prefeitura não os contemplaram no projeto atual, alegando que os recursos originais não eram suficientes, e o campo está sem alambrado e sem vestiários. Os moradores afirmam que não jogarão no campo enquanto os alambrados e vestiários não forem colocados.
Campo em reforma. Foto: Julho de 2011
E por que esvaziaram a inauguração, ou melhor, por que não compareceram? Porque alem de não serem contemplados com os equipamentos que desejavam, toda demora foi assistida de perto pelos moradores. Eles lembram quando ainda na primeira gestão as arquibancadas foram quebradas, placas de reformas foram colocadas e depois a obra parada. Reiniciada praticamente muitos anos depois. A verdade que nem divulgação no próprio endereço eletrônico da Prefeitura foi feita da inauguração, até o momento. Foi um fiasco - este é o termo mais adequado a situação da última terça. Nem sinais de amnésia na população, estariam os catuenses curados deste mal?

Diversas outras obras estão na mesma situação, com atrasos de anos. Seria este fato um desencadeador de uma postura de protesto geral? Como será a reinauguração da Praça da Aruanha, obra que se arrasta desde 2010 e acompanhada de perto pela população? Será que tem alguém esperando aplausos e festa? Festa vai ter, mas será que teremos vaias novamente?

Por: Magnum Seixas