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Alarmante: Taxa de desemprego em Catu superou 17,3% e informalidade 30% dos trabalhadores assalariados

Imagem Ilustrativa
Um fato que já era observado pela população de uma forma geral, se confirmou com os resultados do Censo 2010, divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): a taxa de desemprego no município de Catu atingiu a alarmante marca de 17,35% em 2010. No mesmo período a taxa de desemprego no Brasil foi de 7,6% e a do estado da Bahia de 10,9% foi uma das menores da história. Ainda assim, por sinal, a Bahia foi o 3º estado com maior contingente de desempregados, atrás apenas do Amapá (11,8%) e Pernambuco (11,0%).

A taxa de desemprego é medida a partir da relação entre número de desocupados sobre a População Economicamente Ativa (PEA). É considerada a PEA todas as pessoas com idade superior a 14 anos que mantinham alguma relação com o mercado de trabalho, seja trabalhando (ocupada), como aquelas que não tinham ocupação (desocupadas), mas que estavam a procura de emprego. Já aquelas pessoas que não estavam trabalhando e que não estavam a procura de emprego são consideradas como pertencente a População Não Economicamente Ativa.

Um fato que chamou bastante atenção foi o tamanho da População Não Economicamente Ativa em Catu, isto é, o grupo de pessoas consideradas inaptas para trabalhar ou que desistiram de procurar trabalho ou mesmo que não queriam trabalhar, representaram aproximadamente 47% da população com idade superior a 14 anos, ou seja, quase metade da população no município. Essa relação para o Brasil é de 38% e para o estado da Bahia de 40%, que já é considerada elevada. Este fato revela que a taxa de desemprego no município poderia adquirir contornos ainda mais dramáticos se este grupo da população estivesse pressionando o mercado de trabalho na busca de emprego. Estamos falando de 18.864 pessoas dentro de um universo de 40.109 pessoas com idade superior a 14 anos.

Informalidade
Trabalhadores por conta própria teve grande participação
entre o total dos ocupados. Imagem Ilustrativa
Dos 17.688 catuenses ocupados 72,5% eram assalariados, dos quais apenas 8.733 trabalhavam formalmente (com carteira assinada). Os trabalhadores que estão ocupados as margens dos direitos trabalhistas em Catu representaram 30% entre cerca de 12.800 assalariados. Isto é, estes trabalhadores estão na situação classificada como informalidade, sem carteira de trabalho assinada.

Ainda do contingente de ocupados, 3.490 atuavam como autônomos ou por conta própria e outros 1.037 produziam para a própria subsistência.  

Por: Magnum Seixas