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População catuense está ficando mais velha e com menos crianças

Imagem ilustrativa
A expectativa de vida da população tem aumentado e assim como ocorre em todo o país, a população catuense está ficando mais velha. Segundo do Censo 2010, são 3.300 catuenses com mais de 65 anos, representando 9,3% da população. Um crescimento de aproximadamente 35% quando comparado ao ano 2000, quando era um pouco superior a 2.400. Quando comparado ao Censo de 1991 o crescimento da população com mais de 65 anos foi de aproximadamente 74%.

No ano 2000 o índice de envelhecimento da população foi de 17,8% e em 2010 passou para 27,7%. Em 1991 o índice era apenas de 11%. O índice de envelhecimento é obtido com a comparação entre a parcela da população com mais de 65 anos sobre a população com até 14 anos (i = Pop 65+ / Pop 0-14 x 100). Em 2010, a população com até 14 anos corresponder a 23,2% do total. No ano 2000 representaram 29,4% e em 1991 quase 40%.

Desta relação é possível observar outra tendência importante: os catuenses tiveram menos filho no período de intervalo entre os dois últimos censos. Em 2010 tínhamos cerca de 7.500 crianças com até 10 anos, já no ano 2000 eram 8.627. Em 1991, eram quase 11 mil crianças com até 10 anos, cerca de 25% da população na época. Atualmente representam menos de 15%.

Para correntes teóricas ortodoxas estás mudanças demográficas refletem o desenvolvimento social, assim como ocorreram nos países avançados, onde a taxa de natalidade é baixa e a expectativa de vida é alta. Outros teóricos acreditam que as mudanças demográficas em regiões atrasadas não representam necessariamente avanços e desenvolvimento, mas que são movimentos estimulados por pressões socioeconômicas, mais precisamente com a inserção da mulher no mercado de trabalho. Fora do rol das discussões teóricas a pergunta que fica é: Estamos nos planejando para viver em população mais velha?

Por: Magnum Seixas