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Em busca de valorização da categoria, professores param amanhã em Catu

Manifestação dos professores na Praça Duque de Caxias,
em 2011 
Nesta quarta (14), os professores das escolas municipais e estaduais irão aderir a paralisação nacional da categoria, que pretende ficar até a sexta-feira realizando mobilizações. Em Catu, os professores se reunirão pela manhã na Câmara de Vereadores, onde acontecerá audiência pública a pedido do vereador Adilson, onde se discutirá o Piso Salarial e o Plano de Cargos e Salários.

Os professores da rede municipal de ensino, que também pararam em 2011, reivindicam que o salário base da categoria no município seja equivalente ao estabelecido em lei. Atualmente o salário base de um professor com carga horária de 40 horas semanais é de R$ 1.200 em Catu. Contudo o Piso Nacional da categoria é de R$ 1.451, para profissionais com nível médio. A outra pauta de reivindicação dos professores é a criação do Plano de Cargos e Salários. Uma cobrança antiga. Outros benefícios também são cobrados e especialmente a melhoria na qualidade, estrutura e ambiente de trabalho. No domingo, o Expresso Catuense, divulgou matéria onde uma professora que trabalha 20hs semanais para rede municipal, afim do mês teve um salário liquido (descontada as contribuições) inferior ao salário mínimo( Clique Aqui e Veja matéria).

Vereador diz que acompanhará de perto as mobilizações
Segundo o vereador Adilson, que garante está junto com os professores na mobilização, escreveu em matéria publicada em seu blog (clique aqui para conhecer), “Tenho acompanhado regularmente a movimentação dos companheiros e companheiras do núcleo da APLB e em Mata de São João é perceptível que a luta gerou resultados. O mais recente foi o reajuste de 22%, retroativo a janeiro, para atingir o piso nacional. E este piso é para profissional de nível médio, é bom que se frise. Temos que buscar com que também se estabeleça o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos no município ... Existe folga no caixa da Prefeitura, especialmente na Educação, com o expressivo crescimento do FUNDEB. Em 2011, a Prefeitura esperava arrecadar R$ 11,8 milhões com o FUNDEB, mas o valor do repasse foi de R$ 13,6 milhões. Quase R$ 2 milhões a mais, cerca de 16,6% de folga. E a categoria ganhou o que com isso? A meu ver, muito pouco ou quase nada. Por outro lado, os desperdícios e privilégios prevalecem em toda prefeitura, como tenho constantemente demonstrado, inclusive na área de educação”

Por: Magnum Seixas