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PROJOVEM em Catu está sem funcionar porque energia foi cortada por atrasos de pagamentos



Conforme informações obtidas no PROJOVEM de Catu, localizado no centro da cidade, o projeto está sem funcionar há mais de uma semana, quando a energia do estabelecimento onde as atividades são realizadas foi cortada pela fornecedora por falta de pagamento. São três recibos atrasados que juntos não ultrapassam R$ 100. Segundo as informações entre os recibos atrasados consta um de 2009 com valor aproximado de R$ 10,00, outro de 2010 com valor próximo a R$ 40,00 e um deste ano de aproximadamente R$ 30,00. 

A energia foi cortada na quinta-feira retrasada (dia 22) e desde então as atividades foram paralisadas, uma vez que não é possível por em ação os cursos oferecidos que dependem da energia elétrica. Ainda este ano, segundo funcionários, o próprio SAAE já foi cortar o abastecimento de água do estabelecimento por atraso, mas os funcionários conseguiram contornar a situação, suplicando: “Por Favor, não corte a água, vamos dá um jeito”.

O PROJOVEM é um projeto do Governo Federal em convênio com a prefeitura e é executado pela Secretária de Assistência Social. Somente em 2010, o Governo Federal repassou  R$ 135 mil para a manutenção do projeto que visa beneficiar 225 adolescentes entre 15 e 17 anos em situação de vulnerabilidade social. Segundo uma facilitadora do projeto: “São alunos de famílias desestruturadas, com grande probabilidade de se inserir na criminalidade. Precisam destas atividades e de acompanhamento psicológico”. No projeto os alunos se sentem bem, são atraídos pelas atividades, pela alimentação e pelo carinho e atenção oferecido pelos facilitadores, que em Catu fazem de tudo um pouco, afirma uma facilitadora: “ Nós fazemos de tudo, comida, limpeza e aulas.”

Evasão do projeto
Segundo os funcionários o projeto conta hoje com pouco mais de 60 alunos nos dois turnos, quando era para está sendo atendidos 225, isto é, o projeto atende hoje apenas 30% do ideal. Os jovens atendidos pelo PROJOVEM são diversas localidades, como Pau Lavrado, Sitio Novo, Quarenta, Santa Rita e Barão de Camaçari. E o problema maior segundo os facilitadores do projeto é justamente o deslocamento dos jovens. No inicio deste ano contavam com aproximadamente 180 alunos, mas como não há transporte para os jovens eles tem dificuldades de estarem participando e acabam abandonando o projeto.

Houve a tentativa pelo executivo de comprar vales e distribuir aos jovens, pela cooperativa que prestar o serviço de transporte público no município. Contudo não foi possível realizar a aquisição dos passes segundo os facilitadores porque a Cooperativa de Transporte não tinha os documentos em dias para comprovar a compra dos vales. Muitos facilitadores acabam repassando os seus vales aos jovens para que estes possam está participando das atividades.

Insegurança
Ao chegar no PROJOVEM, encontramos os portões trancados por cadeados. Os facilitadores explicaram que o portão tem ficado fechado por questão de segurança dos funcionários, isso porque o espaço não possui segurança. Recentemente o espaço foi invadido por um jovem, que pulou as grades. Em outra ocasião, uma jovem aluna do projeto estada portando um revolver. 

Recentemente os instrumentos para as aulas de musica foram adquiridos pela prefeitura, mas não podem guarda no espaço porque não é seguro.

Por: Magnum Seixas