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Trânsito Catu: Mais de 600 novos veículos em 7 meses



O trânsito catuense tem sido alvo de inúmeras discussões pela população especialmente nas redes sociais, sobretudo no que se refere a desorganização do tráfego. Os motivos para tantos problemas evidenciados no transito local, são basicamente dois: crescimento acelerado da frota local, sem a devida ampliação e melhoramento dos instrumentos de trafego, tais como estacionamentos, ruas ampliadas, organização e fiscalização do transito num município que claramente não esta preparado suportar trafego intenso de veículos. Somente este ano, segundo informações do DETRAN-BA, de janeiro a julho foram mais de 600 novos veículos registrados na frota catuense. Em quatro anos entraram na frota local mais de 4.400 veículos, ampliando a frota em quase 70% quando comparado a julho de 2007.

Principais veículos
O crescimento foi particularmente visível nos números de carros, ampliando em 50%, em quatro anos, mas especialmente entre as motos que cresceram 130%, entrando neste período mais de 1.700 motos na frota local.

Aumentou arrecadação com veículos 

Ao mesmo passo que cresceu a frota catuense, expandiu-se as receitas com veículos, sobretudo com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) ao qual fica 50% com o município, alem de todos os outros encargos, com licenças. Este ano, somente a arrecadação do município com o IPVA deve ultrapassar R$ 1,3 milhões, ou seja, mais que dobrará quando comparada a 2007. Veja abaixo a evolução da arrecadação com IPVA.


Atuais medidas não resolvem o problema

Em março deste ano a prefeitura de Catu assinou um contrato de R$ 530mil com a empresa TRAFIT para colocar semáforos na região do centro da cidade. No mês seguinte o contrato, que foi realizado mediante a modalidade(inexigibilidade – isto é, sem concorrência) foi cancelado, devido irregularidade e inadequação do projeto em formato exigido pela Caixa Econômica Federal, que financiaria a aquisição dos equipamentos.  Ainda que se fosse implantados, os semáforos não seriam solução e nem de perto resolveria o problema do transito na região do comércio, que precisa urgentemente de uma reestruturação das ruas, calçadas, mudanças nos canais de trafego, fiscalização e sobretudo, espaços para estacionamentos. 

Por: Magnum Seixas
 

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