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Obras inacabadas foram alvo de protestos no centro de abastecimento



No sábado (dia 30), grupos políticos e da sociedade realizaram um ato de manifestação contra as obras inacabadas da prefeitura municipal de Catu. O ato que foi batizado de forma sátira de “Aniversário das Obras Inacabadas”, teve como foco a crítica pesada a administração pela lentidão das obras, algumas que se arrastam a vários anos.

A manifestação contou a presença de um minitrio, bolo e a distribuição de 800 panfletos. A interação popular foi marcante, demonstrando o elevado descontentamento daqueles presentes com a situação em que se encontra o município, em especial as obras. A todo momento pessoas chegavam próximo ao grupo manifestante para deixar denuncias, reclamações e declarações de apoio ao movimento.
Entre as obras foram destacadas:

Reforma da Praça da Aruanha ( 13 meses)
 Iniciada em junho de 2010, custará mais de R$ 400 mil reais. Os recursos são do governo estadual. As obras completaram mais de um ano. Em entrevista a rádio Ouro Negro Fm, a prefeita do município no final de maio declarou que a praça seria entregue na abertura do São João. Contudo as obras não foram concluídas e estão atualmente paradas, em função do cancelamento do contrato com a empreiteira responsável, ELASA Construções. O detalhe é que esta mesma empresa teve mais dois contratos cancelados com a prefeitura. Os contratos entre prefeitura e Elasa, somavam mais de 1,7 milhões de reais. Além da lentidão das obras, existem problemas técnicos no projeto e um empecilho grave a ser resolvido junto ao IFBaiano relacionado a licença para construção.Saiba mais

Passarela do Pioneiro (6 anos)
Retratos de Catu
 A passarela do Pioneiro foi iniciada ainda em 2005, na primeira gestão da atual prefeita Gilcina Carvalho. Ainda em 2005 as obras foram interrompidas. Segundo o Tribunal de contas do município o processo licitatório estava repleto de irregularidades, sendo chamada pelo tribunal de “licitação viciada”. Segundo contrato com a Caixa Econômica a construção da passarela custará 1,8 milhões de reais. A construção da passarela encontra-se em processo licitatório. Saiba mais

Campo Sete da Vila (4 anos)
Ainda em 2007 começaram as intervenções para reforma no Campo Sete da vila na Barão de Camaçari, quando foram quebradas as arquibancadas e colocadas as placas. Poucos meses depois a obra foi interrompida. Em verdade, deveria ter se começado ainda em 2006, quando a pedido do vereador Adilson Mota, o deputado federal Nelson Pelegrino, disponibilizou R$ 100 mil por meio de uma emenda parlamentar. O recurso foi utilizado para a construção da quadra da Santa Rita. Em 2007, novamente a pedido do vereador Adilson, o deputado Pelegrino conseguiu mais R$ 200 mil para a reforma do campo. Desde então o recurso estava disponível na Caixa Econômica, a espera da apresentação do projeto para liberação do recurso. Somente há alguns meses a obra foi reiniciada e será realizada pela empreiteira Araujo Moreth, mas com menos itens para a reforma, em função da desvalorização dos recursos. Os vestiários não sairão mais. Saiba mais

Quadra da Rua Nova (13 meses)
Iniciada em junho de 2010, o projeto já sofreu varias alterações e obras já duram mais de um ano. A quadra da Rua Nova custará mais de R$ 130 mil reais, de origem do governo do Estado e está sendo construída pela empreiteira Araújo Moreth. 

Pavimentação do Fleming (3 anos)
Fonte: Realidade News
As obras de pavimentação em paralelepípedo do bairro Fleming foram iniciada ainda em 2008 e custará R$ 300 mil com recursos federais. A empresa responsável pela obra era a ENGECON. Segundo o acompanhamento de obras da Caixa Econômica apenas 62% da obra foi concluída. Recentemente a prefeitura de Catu realizou nova licitação para a pavimentação no bairro como o mesmo objeto da licitação de 2008. Saiba mais

Pavimentação Santa Rita(13 meses)
Ainda em junho de 2010 a prefeitura de Catu assinou contrato com a empresa ELASA, no valor de R$ 511 mil para a pavimentação do bairro Santa Rita. O recurso é de origem federal. As obras estão paradas e faz parte do conjunto de contratos cancelados pela prefeitura com a empreiteira ELASA. Saiba mais

Pavimentação Rio Branco-Urbis e Alto do Cuscuz-Pioneiro (13 meses)
 As obras se iniciaram em junho de 2010 e custarão mais de um milhão de reais, com recursos federais. Segundo Caixa Econômica 33% das obras já foram concluída. Mais uma vez a empreitara contratada foi a ELASA, e o contrato foi cancelado e as obras foram paralisadas. Observando o trajeto Estádio-Urbis verifica-se que houve a troca dos meio-fios e maior parte já apresentam defeitos. A troca do meio-fio gerou bastante polemica, pois comenta-se a população que os meio-fios antigos estavam no estado ainda conservado e foram retirados para colocar outros de qualidade inferior, além de que outras demandas da localidade eram mais urgentes. Saiba mais

Além destas obras focalizadas pelo movimento, destacaram-se outras como o atraso e praticamente abandono do Posto de Saúde da Família(PSF) do bairro Barão de Camaçari. Outro caso que se fez referencia foi a não construção de 28 casas populares no bairro Pau Lavrado, onde já haviam R$ 300 mil liberados de recursos federais, mas que por falta de projeto adequado os recursos não foram aplicados.

Por: Magnum Seixas

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