ESPAÇO DO LEITOR - Duas feiras em Catu. Sábado ou Domingo: em qual vou?
Texto enviado pelo leitor Everton Avelino.*
A despeito dos R$ 1,4 milhões de investimento via governo do estado e da peleja dos representantes de sua associação de comerciantes, o Centro de Abastecimento definha em problemas infra-estruturais e humanos. Ainda na última quarta (10/08/2011), duas “barracas” foram sorrateiramente arrombadas naquele espaço e os comerciantes se vêm em pânico com a insegurança do local. O vigia noturno, queixam-se, “serve apenas pra dormir”. A ausência de padronagem das barracas, com a maioria ainda de lona; uma melhor distribuição destas pelo ambiente a fim de garantir fluidez dos consumidores; a má localização do próprio centro – consideravelmente distante da zona nervosa do centro da cidade e às margens de um rio podre..., enfim, as carências se somam e denunciam um estado de abandono que atravessa mandatos e gestões.
A “feirinha”, no caminho ao Estádio Municipal, já se impõe como feira alternativa – se não concorrente. É uma realidade: Catu, hoje, dispõe de dois espaços de comércio tradicional. Aos domingos, todo frenesi característico toma conta do lugar e se constitui, irrefreavelmente, numa alternativa para os moradores da parte ‘alta’ da cidade. Feira na terrinha, agora, é aos sábados e também aos domingos. As carências reclamadas pelos comerciantes do sábado, não nos enganemos, não tardarão serem também reclamadas pelos comerciantes do domingo. O poder público não se mostra capaz de resolver os que já existem, ainda menos planejar os vindouros. Quais as implicações econômico-comerciais da existência de dois centros de comércio popular para esta cidade? Em que medida o poder público deve intervir no sentido de regulamentar o funcionamento dos dois espaços? Cabem os dois “centros”? É matéria de consulta popular, em forma de plebiscito? O que acha a população? E os comerciantes? As indagações se multiplicam e não dão cabo da questão. E por fim, cogita-se a existência de uma terceira feira que de quando em vez dá o ar da graça no Barão de Camaçari.
*Os materiais publicados neste espaço não refletem necessariamente as idéias e opiniões do Expresso Catuense.
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