Catu... Que saudade de tu. Brogodó é aqui!
Lá se vão 143 anos da nossa querida Catu. Cidade pacata de um povo acolhedor. Cá pra nós, há muito tempo que perdemos esse titulo de pacata. A violência urbana tomou conta das nossas ruas e as drogas dominam a maioria dos nossos jovens. Com um contingente policial pequeno e a deficiência de armamento necessário para se combater a criminalidade no nosso município, só restou ao poder publico recorrer aos homes da Companhia de Ações Especiais do Litoral Norte (Paraguaçu).
Vale lembrar, que uma das últimas ações realizadas pela Paraguaçu em Catu foi no ano de 2008 e não temos boas recordações. O grupo tático da CAEL, metralhou impiedosamente pessoas inocentes alegando estarem caçando bandidos. Será que dessa vez podemos confiar nesses senhores?
Decepção, problemas que se avolumam, os novos somam-se aos antigos. Esse é o quadro atual do município de Catu. O que estão fazendo com nossa cidade?
Um breve relato para que as situações não sejam esquecidas pela comunidade catuense. Na década de 90 surrupiaram sem piedade as nossas terras e atualmente o município sofre com a falta de repasses adequados dos royaltys dos poços petrolíferos instalados em nossa cidade. Além disso, fomos expulsos do mapa territorial brasileiro, não pertecemos nem a região Metropolitana de Salvador e nem a Região Sertaneja de Feira de Santana. Nesse caso, estamos isolados e em breve não seremos mais localizados no mapa. Pelo menos, podemos nos vangloriar de algo.
Temos em Catu as maiores traves do mundo, que é a nossa passarela localizada no Bairro do Pioneiro e que considero como um panteão da incompetência da gestão atual, um verdadeiro descaso com o dinheiro público. A obra se arrasta desde 2005 e vêm sendo motivo de piada por todas as pessoas que passam pelo município. E por falar em traves, não posso deixar de registrar o completo abandono do estádio municipal Antonio Pena, que outrora, considerado pela Federação Baiana de Futebol e pela imprensa uma das melhores praças esportivas da Bahia, tendo seu gramado avaliado como o 3º melhor no estado nos anos em que a o time da catuense atuava. Mas investir em esportes e laser não é a intenção da administração. Para comprovar o argumento usado, recomendo a todos um breve passeio pela cidade e vamos ver a situação das nossas quadras e praças. Aconselho inclusive irmos andando, pois é impossível transitar por nossas ruas com os carros, por conta dos buracos, não há pneu que agüente. As oficinas que realizam balanceamentos e alinhamentos é que tem lucrado com a situação.
Falando em praças, gostaria de propor a comemoração de aniversário da Praça da Aruanha, que teve o inicio da reforma no dia 8 de julho de 2010 e dentro de alguns dias vamos comemorar juntos o primeiro aninho, outro dia ouvi atentamente e entusiasmado uma entrevista da nossa prefeita em uma emissora de rádio onde a mesma estabeleceu prazos para em fim reinaugurar a obra, que por sinal teve um investimento de R$ 400,000.00 para serem aplicados e, durante meses tapumes esconderam o atraso da obra e a falta de agilidade do poder público perante a situação. Ainda em 2010, no dia 14 de dezembro, houve uma audiência publica no plenário da Câmara Municipal de Vereadores para discutir o assunto. Na época, nenhum representante da Prefeitura esteve presente para dar satisfações ao público. Vereadores e Técnicos da CONDER tiveram que se explicar com as 16 famílias que foram removidas da praça para atender à reform.
Quanto à educação, é costume ouvirmos falar que a juventude atual não se interessa em freqüentar as escolas. O Poder Público que deveria por obrigação ter a solução do problema oferecendo uma educação de qualidade, caminha na contra mão. 13 escolas na zona rural do município foram lacradas no início do ano sob o argumento da falta de freqüência e o baixo número de alunos matriculados, segundo a Secretária e Educação, os estudantes serão transferidos para escolas próximas. O fechamento das unidades na zona rural de Catu gera um desconforto aos alunos nessa localidade, pois é preciso utilizar o transporte oferecido pela Prefeitura, e esses, muitas vezes não apresentam conforto adequado para os mesmo se deslocarem até as escolas que foram transferidos. Os alunos são expostos a má qualidade dos ônibus, que muitas vezes são velhos, ultrapassados e irregulares. A verdade é que a educação nunca foi prioridade em governo nenhum, estamos longe dessa realidade. Melhores dias estão por vim, já que a prefeitura adquiriu 5 novos ônibus através do Programa Federal CAMINHO DA ESCOLA, coordenado pelo MEC-FNDE.
Para finalizar, gostaria de aconselhar os meus amigos catuenses há não procurar de forma nenhuma os serviços de saúde. Mês passado, o nosso amigo Ivan Oliveira Silva necessitou ser conduzido por uma ambulância da cidade até Salvador, mais lhe foi negado o favor e, o mesmo teve que se virar pra chegar vivo. Esse serviço poderia ser feito pela ambulância do SAMU que chegou aqui na nossa cidade três dias antes das eleições de 2010. Fiquei muito feliz quando vi a nossa prefeita dentro daquele veículo saudando o povo, muito alegre pela realização. Porém, nenhum cidadão de Catu teve a honra de desfilar na ambulância que permanece aqui no nosso município.
Nos últimos dias, estive pensando sobre a situação atual na qual se encontra o nosso município e, cheguei à seguinte conclusão: Catu pode ser comparada com a cidade fictícia de Brogodó da novela Cordel Encantado da Rede Globo. E, com direito a termos uma rainha, assim como a de Seráfia no comando de frente.
Em fim, parabenizo a todos os 51 mil habitantes do nosso município na expectativa de que nossa Brogodó, digo, Catu possa viver melhores dias.
Nesses 143 anos de emancipação política, o único presente que ouso pedir é que devolvam nosso Catu, queremos a nossa cidade de volta.
Vale lembrar, que uma das últimas ações realizadas pela Paraguaçu em Catu foi no ano de 2008 e não temos boas recordações. O grupo tático da CAEL, metralhou impiedosamente pessoas inocentes alegando estarem caçando bandidos. Será que dessa vez podemos confiar nesses senhores?
Decepção, problemas que se avolumam, os novos somam-se aos antigos. Esse é o quadro atual do município de Catu. O que estão fazendo com nossa cidade?
Um breve relato para que as situações não sejam esquecidas pela comunidade catuense. Na década de 90 surrupiaram sem piedade as nossas terras e atualmente o município sofre com a falta de repasses adequados dos royaltys dos poços petrolíferos instalados em nossa cidade. Além disso, fomos expulsos do mapa territorial brasileiro, não pertecemos nem a região Metropolitana de Salvador e nem a Região Sertaneja de Feira de Santana. Nesse caso, estamos isolados e em breve não seremos mais localizados no mapa. Pelo menos, podemos nos vangloriar de algo.
Temos em Catu as maiores traves do mundo, que é a nossa passarela localizada no Bairro do Pioneiro e que considero como um panteão da incompetência da gestão atual, um verdadeiro descaso com o dinheiro público. A obra se arrasta desde 2005 e vêm sendo motivo de piada por todas as pessoas que passam pelo município. E por falar em traves, não posso deixar de registrar o completo abandono do estádio municipal Antonio Pena, que outrora, considerado pela Federação Baiana de Futebol e pela imprensa uma das melhores praças esportivas da Bahia, tendo seu gramado avaliado como o 3º melhor no estado nos anos em que a o time da catuense atuava. Mas investir em esportes e laser não é a intenção da administração. Para comprovar o argumento usado, recomendo a todos um breve passeio pela cidade e vamos ver a situação das nossas quadras e praças. Aconselho inclusive irmos andando, pois é impossível transitar por nossas ruas com os carros, por conta dos buracos, não há pneu que agüente. As oficinas que realizam balanceamentos e alinhamentos é que tem lucrado com a situação.
Falando em praças, gostaria de propor a comemoração de aniversário da Praça da Aruanha, que teve o inicio da reforma no dia 8 de julho de 2010 e dentro de alguns dias vamos comemorar juntos o primeiro aninho, outro dia ouvi atentamente e entusiasmado uma entrevista da nossa prefeita em uma emissora de rádio onde a mesma estabeleceu prazos para em fim reinaugurar a obra, que por sinal teve um investimento de R$ 400,000.00 para serem aplicados e, durante meses tapumes esconderam o atraso da obra e a falta de agilidade do poder público perante a situação. Ainda em 2010, no dia 14 de dezembro, houve uma audiência publica no plenário da Câmara Municipal de Vereadores para discutir o assunto. Na época, nenhum representante da Prefeitura esteve presente para dar satisfações ao público. Vereadores e Técnicos da CONDER tiveram que se explicar com as 16 famílias que foram removidas da praça para atender à reform.
Quanto à educação, é costume ouvirmos falar que a juventude atual não se interessa em freqüentar as escolas. O Poder Público que deveria por obrigação ter a solução do problema oferecendo uma educação de qualidade, caminha na contra mão. 13 escolas na zona rural do município foram lacradas no início do ano sob o argumento da falta de freqüência e o baixo número de alunos matriculados, segundo a Secretária e Educação, os estudantes serão transferidos para escolas próximas. O fechamento das unidades na zona rural de Catu gera um desconforto aos alunos nessa localidade, pois é preciso utilizar o transporte oferecido pela Prefeitura, e esses, muitas vezes não apresentam conforto adequado para os mesmo se deslocarem até as escolas que foram transferidos. Os alunos são expostos a má qualidade dos ônibus, que muitas vezes são velhos, ultrapassados e irregulares. A verdade é que a educação nunca foi prioridade em governo nenhum, estamos longe dessa realidade. Melhores dias estão por vim, já que a prefeitura adquiriu 5 novos ônibus através do Programa Federal CAMINHO DA ESCOLA, coordenado pelo MEC-FNDE.
Para finalizar, gostaria de aconselhar os meus amigos catuenses há não procurar de forma nenhuma os serviços de saúde. Mês passado, o nosso amigo Ivan Oliveira Silva necessitou ser conduzido por uma ambulância da cidade até Salvador, mais lhe foi negado o favor e, o mesmo teve que se virar pra chegar vivo. Esse serviço poderia ser feito pela ambulância do SAMU que chegou aqui na nossa cidade três dias antes das eleições de 2010. Fiquei muito feliz quando vi a nossa prefeita dentro daquele veículo saudando o povo, muito alegre pela realização. Porém, nenhum cidadão de Catu teve a honra de desfilar na ambulância que permanece aqui no nosso município.
Nos últimos dias, estive pensando sobre a situação atual na qual se encontra o nosso município e, cheguei à seguinte conclusão: Catu pode ser comparada com a cidade fictícia de Brogodó da novela Cordel Encantado da Rede Globo. E, com direito a termos uma rainha, assim como a de Seráfia no comando de frente.
Em fim, parabenizo a todos os 51 mil habitantes do nosso município na expectativa de que nossa Brogodó, digo, Catu possa viver melhores dias.
Nesses 143 anos de emancipação política, o único presente que ouso pedir é que devolvam nosso Catu, queremos a nossa cidade de volta.




