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Cartão de visitas eleitoral

Senhoras e senhores eu vos apresento o título de eleitor. Fisicamente não representa muita coisa. Mas seus atributos simbólicos vão além do que se pode imaginar. Ele determina com força magnânima os rumos de um Estado. O problema, senhoras e senhores, é que nosso ilustríssimo título é utilizado somente a cada dois anos não baseado na força simbólica, mas na estética materialista dos números e tramites
jurídicos. Falei grego!?

Decerto, o título de eleitor não é valorizado pela maioria da população. Que apesar de se dizer moderna e estar em pleno século XXI – grande coisa! –, não refletem de maneira adequada enquanto cidadãos. As lutas históricas para se construir o que hoje se tem, são apagadas da memória sem o mínimo decoro. São surrupiadas dos cidadãos com pão, circo e muita televisão.

Senhores e senhoras, um voto em tempos de hoje é coisa sagrada. Os senhores candidatos se digladiam por cada voto “conquistado” com a “inocência” do eleitor. Agora, sabem por que o título de eleitor é importante? Atualmente para deixar a sociedade na miséria. Se o termo miséria não for pouco para tal caracterização. Parece tudo anarquia, mas há o direito eleitoral:

“[D]eve-se compreender o direito eleitoral como sendo um conjunto de elementos que possibilita as pessoas a dominá-lo, usá-lo, como prática social, não permitindo que se impere a idéia absolutista contra a Constituição do Estado, asfixiando o regime democrático, atendendo às causas próprias a esse ou àquele que irá governar pelo voto popular, sob pena desse agente corromper o corpus constitucional, pois a Constituição representa o Estado e a lei seu segundo elemento.” (NASCIMENTO, 2009)

O problema é que as pessoas não o usa, nem o domina. Tampouco o exercem como uma prática social. E apesar disso não acontecer, o Estado não parece asfixiado, parece que vai mui bem – para eles. Ainda assim, há aqueles que dizem que a democracia é plena, mas enfim. Plena mesmo parece ser nossa cara de pau e falta de vergonha.

os homens são tão pouco argustos, e se inclinam de tal modo às necessidades imediatas, que quem quiser enganá-los encontrará sempre quem se deixe enganar.”(Maquiavel)

Por: Rafael Rosa

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