Hospital Agnus Dei recusa atendimento de emergência a paciente
Atendimento de urgência teria sido negado por suspensão no Hospital do plano de saúde utilizado pela paciente
Por: Maiara Lopes
Por definição, emergência médica representa uma situação ameaçadora e que requer medidas imediatas de correção e defesa, onde o paciente necessita de socorro num intervalo curto de tempo. Na madrugada desta quarta-feira (10), uma paciente com crise de hipotonia arterial (queda de pressão) e tremores no corpo, teve atendimento negado na emergência do Hospital Agnus Dei, em Catu, que alegou não poder realizar o procedimento, pois o plano de saúde da vítima estava suspenso na unidade, desde o último dia 3.
Contudo, é garantido por lei, que o hospital é obrigado a atender qualquer pessoa que precise de atendimento de emergência, incluindo necessidade de cirurgia. Se o hospital negar, pode ser enquadrado em crime de omissão de socorro. A punição prevista para esses casos é de detenção de um a seis meses ou multa, aumentada da metade, se dela resultar lesão corporal grave, e triplicada, no caso de morte.
Segundo Carlos Holtz, diretor administrativo do hospital, o referido plano de saúde (Golden Cross), realmente foi suspenso, pois, desde 2011 que eles não fazem nenhum tipo de reajuste nos valores repassados à unidade. Entretanto, o diretor reconheceu um possível equivoco no momento do ocorrido, afirmando que o funcionário será reorientado, já que eles tem total ciência de que em casos de urgência, o atendimento não pode ser negado.
A Golden Cross também foi informada sobre o acontecimento e alegou que o Agnus Dei continua credenciado ao plano, mas que irá apurar junto com o setor responsável, o motivo da suspensão do atendimento no hospital, dando um retorno concreto o mais breve possível.




