DESEMPREGADOS: Demissões em Catu no mês de abril atingiram o maior patamar dos últimos 2 anos, revela Ministério do Trabalho
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| 107 empregos foram extintos em Catu somente no mês de abril, revelou o Ministério do Trabalho. |
Por: Magnum Seixas
Drama para os trabalhadores catuenses. Em abril foram 107 fechamentos de postos de trabalho no município de Catu, segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que divulgou na tarde desta terça (21) o balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Ao todo foram 241 trabalhadores demitidos contra apenas 134 contratados ao longo do mês de abril.
O resultado registrado em abril em Catu é o pior desde março de 2011, quando 136 trabalhadores perderam seus empregos naquele mês. Na contra-mão do Estado da Bahia, que gerou mais de 8 mil novos empregos em abril, as demissões em Catu atingiram todos os setores do município. Até mesmo a Construção Civil que vinha assegurando a geração de empregos em Catu registrou o fechamento de 31 postos de trabalho. Ainda assim, o setor que não é considerado um bom termômetro do nível de emprego uma vez que maior parte das ocupações são temporárias, marca no ano a criação de 432 empregos.
O Comércio e os Serviços continuam ampliando as demissões. Em abril foram 57 postos de trabalho extintos e nos quatro primeiros meses do ano já atingem 207 vagas fechadas. A indústria também demitiu em abril com a demissão de 19 trabalhadores.
Sem perspectivas de melhoras
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| Demissões na indústria continuam levando temor aos trabalhadores. |
Os investimentos produtivos não chegam ao município e a expectativa de melhorias no cenário do emprego em Catu não são boas. As chances de geração de emprego no curto prazo estão relacionadas a Construção Civil, com as construções das casas do Programa Minha Casa Minha Vida. Contudo, tratam-se de empregos temporários que terão duração até o fim das obras. Nenhum grande investimento ou atração de empresas produtivas estáveis estão programadas para chegar ao município. Agrava a situação o cenário vivenciada pelo setor do petróleo, que pode ampliar as demissões nos próximos meses em função da redução dos contratos com a Petrobras das empresas localizadas no município. Se mantido o cenário o impacto sobre os demais setores, especialmente o Comércio e Serviços, setores que já estão em situação delicada, pode ser ainda mais grave.





