“Não podemos aceitar a diminuição dos investimentos na Bahia”, afirmou ex-presidente da Petrobras
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| Gabrielli vai a luta para garantir os investimentos da Petrobras na Bahia. |
Por: Magnum Seixas
Na manhã desta sexta (19), o ex-presidente da Petrobras e atual Secretário de Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli (PT), esteve no município de Alagoinhas, na Câmara de Vereadores, debatendo questões relativas ao desenvolvimento do território. Gabrielli concedeu entrevista a rádio Ouro Negro, onde respondeu sobre os problemas envolvendo a possível queda de investimentos da Petrobras na produção de petróleo nos campos maduros da Bahia.
De acordo com Gabrielli, “Aqui na Bahia que tem uma produção de mais de 50 anos, encontra-se campos com até 60 anos, isso exige um investimento continuado [...] Nós não podemos aceitar a diminuição desses investimentos, porque é uma região que tem toda uma atividade fornecedora de serviços ao petróleo e, então, consequentemente uma redução na produção de petróleo vai ter um impacto grande na vida da cidade. Precisamos discutir com a Petrobras uma política que aumente a mobilização dos recursos na região. Para que agora em maio [quando ocorre novos leilões da ANP de blocos de exploração] a Petrobras possa retomar os investimento em exploração na região”.
A declaração de Gabrielli está relacionada a previsão de queda de investimento anunciada pela Petrobras nas áreas de menor produção, incluindo os campos baianos. A cerca de 1 ano as empresas prestadoras de serviços e fornecedoras de equipamentos à industria do petróleo na região sinalizaram enormes dificuldades, ampliando as demissões e diminuindo as previsões de investimentos, em alguns casos, indicando uma possível saída da região. A austeridade da Petrobras tem atingido de forma mais intensa o município de Catu, que abriga as principais empresas prestadoras de serviços especializados e que são responsáveis por mais de 70% dos postos de trabalho do segmento, segundo a RAIS 2011. Gabrielli afirmou ainda que é preciso os prefeitos do território estarem unidos, assim como demais lideranças regionais e juntamento com o Governador buscar alternativas junto a Petrobras para a manutenção dos investimentos na região.
Gabrielli foi presidente da Petrobras por 7 anos no governo Lula, sendo a sua gestão considerada uma das mais importantes na história da empresa. Quando Gabrielli assumiu a Petrobras o valor de mercado da empresa era de aproximadamente US$ 15 bilhões, entregando-a ao fim de sua gestão com quase US$ 200 bilhões de valor de mercado. Foi também na gestão de Gabrielli que o Brasil alcançou a autossuficiência do petróleo e descobriu as reservas da camada do pré-sal, colocando o país entre as maiores reservas de petróleo do mundo.
Na sua presidência os investimentos nos campos baianos foram consideráveis, fazendo com que ao longo dos anos 2000 a produção baiana que, registrava queda expressiva na década de 1990, se mantivesse estável, em torno de 43 mil barris/dia, em cerca de 80 campos de petróleo.
O nome de Gabrielli, economista e secretário de estado, está entre os mais cotados para sucessão do governador Jaques Wagner. Gabrielli conta com o apoio aberto das principais alas do partido e tem no ex-presidente Lula o seu maior apoiador.




