As dificuldades anormais do início da gestão
Não há como negar que, particularmente, o prefeito Geranilson tem reunidos esforços neste início de gestão para poder realizar as transformações necessárias e prometidas.
Em menos de um mês já procurou as forças do governo, parceiros esperados, e têm conseguido alguns avanços neste aspecto que poderão trazer resultados reais ao município.
Quem conhece Geranilson sabe do seu equilíbrio e sensatez – um perfil difícil de ser contaminado por posturas vãs, originadas de pessoas estéreis.
O equilíbrio será fundamental neste início de governo. O desafio já se apresenta maior do que qualquer previsão.
A sensatez será imprescindível já na sua primeira avaliação, nos próximos meses, do funcionamento da máquina.
Com quase um mês de governo já se observa que existe uma clara incompatibilidade entre quadro funcional apto e demandas em alguns setores estratégicos e mesmo nos menos notáveis.
Estou a falar de aptidão e competência e não de desinteresse e comodismo [típicas alegações direcionadas aos funcionários públicos].
Boa vontade até existe. Mas por si só não resolvem os problemas.
Louvável também a intenção do prefeito de abrir o espaço de construção para as algumas pessoas locais, pessoas que o acompanharam na trajetória política, assim como aqueles que tiveram papel importante e contribuíram na sua chegada a prefeitura.
Ainda assim, será impossível a sustentação de alguns perfis ocupados dentro da administração. A oportunidade foi dada, não poderão negar.
Poderia citar aqui algumas destas incompatibilidades e seus elementos. Mas não seria ético e é uma tarefa que caberá ao prefeito, que terá sapiência para identificar as lacunas mal preenchidas e sanar a ineficiência.
As dificuldades anormais do início da gestão surgem justamente desta incompatibilidade.
Qualquer grupo que venha a assumir uma administração encontra dificuldades iniciais, é algo normal. A adaptação ao ambiente burocrático e, principalmente, andar condizente como manda as cartilhas legais é uma das principais dificuldades iniciais e os erros e a morosidade acabam sendo inevitáveis.
Essa dificuldade é ampliada com a cobrança de demandas historicamente acumuladas – por uma população que as esperam resolvidas no curto prazo.
Sabemos que nada se resolve da noite pro dia, de modo geral.
Mas existem questões especificas, com baixo grau de complexidade, que basta um tratamento mais qualificado e já demonstram significativas melhorias.
Nos preocupamos tanto nas questões mais complexas, de difícil execução e acabamos esquecendo de pequenos detalhes.
E ai volto. Estamos observando falhas em questões simples e de baixa complexidade.
São simples, mas também estratégicas para a harmonia e, especialmente, para evitar instabilidades.
E estas falhas nada tem a ver com questões de essência da gestão, mas de aspectos pontuais, que mais uma vez retorno, são resultantes da incompatibilidade entre demandas e aptidão dos que as executam.
Às vezes a ideia para determinado problema é muito boa. O planejamento é bem feito. O problema está na execução – quem coloca a ideia em prática.
Não podemos menosprezar os detalhes, pois eles nunca são meros.
Os detalhes não resolvidos são também uma soma de problemas que se acumulam e necessariamente refletirá em um conjunto de pessoas insatisfeitas, com um potencial efeito multiplicador.




