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A sociedade civil na consolidação da democracia

A tradicional euforia no seio da sociedade civil durante o processo eleitoral, comparada à postura dos cidadãos pós-outubro, denotam nossa restrita e frágil participação na consolidação da democracia e de um contexto de inovação institucional.

A forte influência do autoritarismo presente historicamente no campo político; o desempenho dos governos; e tímida participação dos cidadãos – submissos a uma dimensão do destino enquanto condição que não dá para mudar, que despolitiza as relações sociais- tornaram possível o fortalecimento do atual padrão estrutural de desigualdades existente em nosso município.

Viabilizar um contexto diferenciado requer que busquemos em nosso tecido social, agentes mobilizadores, que promovam o desenvolvimento do senso critico entre a população, e estimulem a participação organizada via sindicatos, associações, escolas, igrejas, ONG’s, partidos, ocupando fóruns, conselhos gestores, conferências, colaborando na implantação e construção dos orçamentos participativos.

Apenas o amplo exercício da cidadania por parte de cada cidadão, e a legitimidade dos grupos sociais organizados, conferida pelo governo Gera - através da refundação dos espaços públicos que estão sob sua responsabilidade (conselhos, conferências temáticas), garantirão uma conjuntura favorável ao aprofundamento das relações entre governo e sociedade civil, rumo à consolidação de uma sociedade justa e democrática.