O puxa-saquismo de olho nos ‘mireis’
Era de se esperar, chega a ser bizarro e até constrangedor, mas do contrário seria exótico.
Os famosos chavões populares “puxa-saquismo”, “Baba-ovo” e “Bajulador” ganham terreno novamente, afinal um novo prefeito foi eleito.
É preciso sobreviver, ganhar uns ‘mireis’. Desta vez as babas escorrem por quase todos os meios, dos mais próximos aos mais audaciosos e caras de pau e opositores de outrora.
De forasteiro de Capim Grosso, de elitista de Guarajuba, de empregador do povo de Camaçari, entre outras pérolas proliferadas no período eleitoral, agora, para eles, Geranilson virou o grande homem Catuense, inspiração poética, que adora o cheiro dos pobres, para quem sabe empregar um povo de Catu.
Fico a olhar a que ponto chega à indecência e a vulgaridade dos insinuosos bajuladores.
Puxa-saquismo virou profissão e eles reivindicam sua reserva de mercado nas estruturas ocupacionais do município também.
Talvez seja a hora de criar esta nova categoria na estrutura de cargos e quem sabe até abrir processo seletivo – provavelmente um dos cargos mais disputados.
Há de se pensar ainda no critério de seleção. Parece ser fácil identificar quem bajula mais, mas seria um processo novo, e como sempre difícil. A vantagem é de termos experts em baba-ovo ... vide o locutor.
Por falar nele, escancarou. No dizer popular: abriu as pernas. Virou meretriz, prostituta das ondas. Em breve fará o Bataclan funcionar, em horário integral.
Abre o olho.
Não só para estes. Mão na cabeça deixa cego, numa hora faz carinho noutra imobiliza. Não estarão cegos para tua cabeça. O processo é rápido e não dá pra deslizar.
Exemplos não nos faltam. Que nos diga a Magnífica. Cercou-se dos bajuladores: olha o resultado. Não aceitou a crítica, os pontos que lhes eram apresentados. Preferia se agraciar com as carícias quase orgiosas dos puxa-sacos para inflar o ego pessoal.
Um tapinha não dói e faz ficar esperto.




