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Estudo registra as plantas medicinais comercializadas em Catu

Imagem ilustrativa
Estudo realizado por estudantes catuenses do Colégio Estadual Maria Isabel de Melo Góes, orientados pelo professor Gilson Santos Matos, registrou plantas com propriedades medicinais comercializadas na feira livre de Catu (localizada no Centro de Abastecimento). Foram registradas no estudo cerca de 22 plantas, das mais conhecidas pela população como o alecrim e a camomila, as mais desconhecidas como casca de pau roxo e pata-de-vaca.

Nos últimos anos o conhecimento popular acerca dos valores terapêuticos de plantas tem ganhado espaço e contribuindo com as pesquisas científicas. Diversos tratamentos terapêuticos alternativos tem surgido ou aprimorado com credibilidade perante a população e mesmo junto a comunidade cientifica.

Veja abaixo o resumo do estudo produzido pelos estudantes secundaristas do Colégio Isabel de Melo Góes, divulgado na revista Ciência Junior, publicada em dezembro de 2011 pelo IFbaiano-Catu:

Registro de Plantas Medicinais comercializadas na feira livre do município de Catu-BA 

A Etnobotânica, como ciência, tem avançado na busca e valorização do conhecimento popular, pois esse tem colaborado de forma significativa com as pesquisas cientificas. O uso de plantas medicinais pelo homem remonta à história do próprio homem. Esse uso e conhecimento vêm sendo passado de geração a geração, é comum encontrarmos a comercialização dessas plantas nas feiras livres das cidades brasileiras. O estudo etnobotânico é de suma importância no Brasil, pois abriga uma das floras mais ricas do mundo, com espécies ainda não conhecidas quimicamente. O conhecimento popular vem somar com as pesquisas, pois existem conhecimentos estritamente regionais que só são compartilhados através de conversas com produtores, comerciantes e consumidores. Sendo assim, o presente trabalho objetiva registrar as espécies de plantas medicinais, valor terapêutico e estado fitossanitário das plantas medicinais comercializadas na feira livre do município de Catu-Ba. 

O presente estudo foi realizado na feira livre do município de Catu no período de 27/05 a 28/05 de 2011. Durante a pesquisa, foi aplicado um questionário estruturado com perguntas diretas, abordando o nome popular, valor terapêutico, método de secagem e observação do estado fitossanitário das plantas medicinais comercializadas. Após entrevistas, foi elaborada uma lista das espécies em ordem alfabética de família, contendo nome popular, cientifico e valor terapêutico das plantas, utilizando, para identificação, bibliografia especializada. 

No presente estudo, foram registrados 7 famílias botânicas, pertencentes a 10 gêneros, totalizando 10 espécie (tabela 1). Das famílias identificadas, Lamiaceae apresentou maior número com 3 espécies, seguida de Asteraceae com 2 espécies. 

Quanto a produção e processo de secagem, dos três comerciantes existentes na feira, um produz as ervas no fundo do quintal de casa, os demais apenas comercializam. A secagem das plantas é realizada expondo-as diretamente ao sol, o que compromete as propriedades terapêuticas das ervas. 

Quanto ao estado fitossanitário, as plantas apresentam sinais de deterioração, com a presença de fungos (morfo), larvas de insetos e com coloração amarelada. Portanto, se fazem necessárias intervenções, na melhoria desses processos, já que as plantas são utilizadas pela população local. 

Autores: Lirana A. S. de Santana 
Hellery Ferreira da Silva 

Orientador: Gilson Santos Marcos

Colégio Estadual Maria Isabel de Melo Góes

Por: Magnum Seixas