A incontrolável geração Facebook
Por anos criaram meios de nos
controlar e fomos enganados por uma velha e tradicional mídia golpista que se
intitulava o ‘4º poder’. Mas ‘agora chegou nossa vez e vamos jogar de volta o
lixo em cima de vocês’. A velha mídia, com status de esfera de poder político, conjuntamente
com seus apadrinhados, se vêm atônitos com a revolução provocada pela nova
geração da sociedade do conhecimento. Já riram muito das insinuações rebeldes ‘suas
crianças derrubando reis, fazer comédia no cinema com as suas leis’. Mas, ficam
amarelos de apatia ao ver suas crianças criando meios de comunicação de dentro
de um quarto. Enquanto observam suas sólidas e impenetráveis instituições ruírem
pelas crises, suas crianças estão criando os maiores negócios do mundo, por
diversão que vira coisa séria. Uma daquelas tradicionais pesquisas de mercado americana (sem
utilidade) mostrava que entre as primeiras coisas pensadas pelos jovens eram em ordem: iPod, Facebook, sexo e cerveja. E os números mostram o que isto reflete, três símbolos
da nova geração estão entre as maiores empresas do mundo: Apple (maior valor de
mercado do mundo); Google e Facebook.
Aberto ao público exatamente 5
anos depois da queda das torres gêmeas americanas, no dia 11 de setembro de
2006, o Facebook é uma das maiores revoluções de interação social a nível
mundial, agrupando quase 850 milhões de pessoas que passam horas por dia se
comunicando e se informando por esta rede social. O Brasil já é o 3º terceiro
país com maior número de usuários. E a mídia tradicional e seus sustentadores
ficam apavorados com as cutucadas de curtição do novo e quase que alienígena para
a velha corte. De 'twittadas', 'scraps' e 'postagens' brotam desde primaveras no oriente médio a caminhadas contra a corrupção no Brasil. Vassouras que se aglutinam harmonicamente limpando o caminho para a passagem da informação sem restrições, navegadas em velocidade incalculável. As pesquisas indicam que site e blogs passam a ocupar o lugar da velha mídia na informação e influência sobre a população, que passa a interagir e criar informações por estes meios, deixando de serem passivas. Enquanto a criação de emissoras de tv, rádio e jornal impresso demanda elevados recursos financeiros e existem limitações burocráticas, os blogs, sites e perfis em redes sociais se criam em questão de horas. Hoje, a televisão passa a ser um complemento, o rádio um passatempo no trânsito, o impresso uma contravenção ambiental quase que desnecessária e a internet um ambiente cada vez maior de convivência. Boa parte da população ainda não está inserida nesta revolução, mas este grupo de excluídos vêm diminuindo numa velocidade tão rápida quanto a da expansão da internet. Enquanto isso os famintos pelo poder vão buscando controlar também os novos meios, mas já perceberam que o desafio é bem maior do que a vontade de permanecer no poder.




