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A cidade dos sonhos?


Era uma vez... certa localidade no longínquo interior nordestino, numa cidade denominada Utac  tudo funcionava da forma mais harmônica possível.
As relações de poder primavam pelas demandas sociais. Incrível mesmo foi o que o renomado vereador Ezequiel requisitava à população. Num embate riquíssimo com o partidário o vereador Sanches.
Ambos discutiam sobre o impacto de um centro cultural na memória da população. Quais suas causas e conseqüências no bem estar da população local. No final das contas entraram em acordo mutuo de que ambos tinham pontos de vista positivos e negativos. A população de Utac saiu ganhando, como sempre.
A cidadizinha possuía cerca de 50 mil habitantes. Possuía uma pavimentação impecável. Saneamento, obras públicas a mil. Em Utac havia vários Cafés, livrarias, praças e centros de lazer de altíssima qualidade. As escolas públicas faziam inveja a qualquer município. Polícia bem equipada e munida de amplo pessoal. Isso proporcionou uma incrível redução da violência e do tráfico de drogas.
Fazia gosto ver os meninos e meninas do teatro nos bairros aos finais de semana. Fazia gosto ver o sorriso nos rostos. Os bons dias das pessoas nas ruas. Fazia gosto.
Havia estacionamento; ciclovias e mais. Desemprego baixíssimo. Pois a cidade prosperava com a indústria do petróleo e com a canalização desenvolvimentista das verbas do mesmo.
Era tudo muito lindo. Até que acordei com barulho de tiros; gritaria e estardalhaço... por um instante quase pensei ser verdade.
Por: Rafael Rosa
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