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Moradores do Bom Viver estão preocupados com impactos do 'Minha Casa, Minha Vida' no bairro

Obras do Programa Minha Casa, Minha Vida no bairro do Bom Viver
Por: Maiara Lopes

O Minha Casa Minha Vida é um programa do governo federal que tem transformado o sonho da casa própria em realidade para muitas famílias brasileiras. Em Catu, estão sendo construídos dois condomínios no bairro do Bom Viver, o Antônio Carlos Góes, que abrigará 556 casas e o Alcina Jardim do Lago, que contará com outras 436 residências. No total, cerca de 1000 famílias serão beneficiadas. Contudo, o empreendimento tem gerado algumas preocupações. 

Denize Barbosa, membro da Associação Comunitária do bairro
Os moradores do bairro estão muito receosos com a chegada dessas cerca de 5 mil pessoas, temendo que isso possa gerar alguns transtornos. “Como moradora e membro da associação comunitária me preocupo com a chegada dessas novas famílias com relação a questões, como abastecimento de água, rede de esgoto, transporte e escolas”, relatou Denize Barbosa, Secretária administrativa da Paróquia de Catu.

Denize afirma que precisa saber das autoridades até onde vai o planejamento para a implantação dos novos empreendimentos, já que o bairro da maneira em que se encontra, poderá não ter estrutura para abrigar tanta gente. “Precisamos saber se serão construídos novos poços artesianos, pois, no verão sofremos por muitos dias com a falta de água. Sem falar que existem ruas como a Tom Jobim, por exemplo, que necessitam de rede de esgoto e pavimentação”, contou.  

Rua Tom Jobim, no bairro do Bom Viver.
 Foto: Arquivo do Expresso Catuense.
A Secretária também ressaltou que os moradores estão dispostos a ajudar no que for necessário, para que todas as famílias contempladas pelo programa venham a ter uma vida digna. Na próxima quarta-feira (07), haverá uma reunião entre os membros da associação Alto da Esperança e o Prefeito Geranilson, para que essas questões de infraestrutura sejam discutidas. “Vamos aproveitar para solicitar o mapeamento das ruas, pois as correspondências enviadas pelos Correios não são distribuídas no bairro”, disse Denize.