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Crise na Lupatech se aprofunda e trabalhadores fizeram paralisação em Catu

Mantida a situação quebra da empresa é inevitável, avaliam trabalhadores. Em Catu apenas 4 sondas de 11 continuarão em atividade.

Todos funcionários aderiram a paralisação. Trabalhadores estão preocupados com o futuro da empresa.
Foto: Expresso Catuense

Por: Magnum Seixas
A situação crítica de umas das maiores prestadoras de serviço no país do setor petrolífero se aprofundou nos últimos meses, após um inicio de ano conturbado, quando se chegou a cogitar o fechamento de suas unidades. Na manhã desta sexta (21), os trabalhadores da unidade em Catu da Lupatech, antiga SOTEP, realizaram uma paralisação. De acordo com o sindicato da categoria a adesão foi total. Ainda segundo o sindicato a paralisação se deu por conta da grave situação que a empresa se encontra do ponto de vista financeiro e administrativo.

De acordo com nota postado no Facebook do diretor do sindicato, Radiovaldo Costa, “Uma das maiores empregadoras da região, a crise da Lupatech se arrasta há mais de 3 anos, trazendo preocupação a mais de 600 trabalhadores”. Cerca de 70% dos trabalhadores da unidade em Catu residem na própria cidade, o que poderá trazer problemas econômicos e sociais graves para o município. Em Catu a Lupatech só emprega menos que a Prefeitura.

Segundo informações da categoria apenas 4 sondas da empresa, de um total de 11, continuarão em atividade. Somente no último mês foram 3 sondas paralisadas e mais uma nas próximas semanas terão os trabalhos interrompidos. Em Catu cerca de 150 empregados estariam parados na base por falta de serviços e sem condições de efetuar demissões, a empresa os mantém na própria unidade. Informou ainda que a unidade da empresa o Espírito Santo será fechada, o que paralisará mais 5 sondas. De acordo com Radiovaldo Costa, “A cada dia que passa a empresa diminui de tamanho, paralisando sondas e anunciando o fechamento de bases, como em São Mateus no Espírito Santo, onde a empresa estará encerrando suas atividades”.


Ainda segundo Radiovaldo Costa, “A empresa não possui recursos para pagar possíveis demissões, não está cumprindo o acordo coletivo e prorrogou o pagamento da PLR por 90 dias”. Diante da situação vulnerável em que se encontram os trabalhadores o sindicato cobrará medidas da Petrobras, conforme relatou o sindicalista, “Estamos cobrando um posição da Petrobras, para a manutenção dos postos de trabalho e condições para que a empresa possa honrar seus compromissos com os trabalhadores. Estamos aguardando, uma reunião com a presidente da Petrobras para tratar do assunto. Enquanto isso a luta vai continuar. Nas ruas e nas fabricas. A direção do Sindipetro - Ba, esta comprometida com essa luta”.