Saída da BJ/Baker de Catu é dada como certa
O que era rumores sobre a possibilidade da saída da BJ/Baker do município de Catu, vêm se concretizando e se transformando numa nova realidade. A saída da empresa do município é dada como certa, diante das tentativas frustradas de encontrar áreas para unir as unidades numa única planta no município. A americana BJ Services foi adquirida em meados de 2009, numa transação de 5,5 bilhões de dólares, pela também americana Baker Hughes. Foi uma das maiores transações internacionais daquele ano, posicionando a Baker Hughes como a 3ª maior empresa do mundo no segmento, atrás apenas da francesa Schlumberger e a americana Halliburton.
Atualmente a BJ Services encontra-se numa área alugada pertencente a Queiroz Galvão e cogita-se que o valor mensal do aluguel seja próximo dos R$ 50 mil. O Expresso Catuense, obteve informações não oficiais, que surgiram de um funcionário de alto escalão da empresa. As informações obtidas dão conta de que o município era a prioridade da Baker Hughes, mesmo havendo a cortesia do município de Pojuca(que foi rejeitada) e do município de Alagoinhas. Este último deve ser provavelmente o destino da multinacional, de acordo com a afirmação, a empresa já esta procurando áreas em Alagoinhas. Já informações advindas da BJ Services (empresa controlada pela Baker) dão conta de que foi oferecida área pela prefeitura de Catu e que estava tudo normalizado.
Segundo informações da Federação das Industrias do Estado da Bahia, a BJ Services, empresa que trabalha com acidificação, estimulação e cimentação de poços de petróleo, emprega 90 funcionários diretamente. Estas informações coletadas pela FIEB são mais antigas e estima-se que a empresa tenha um quadro superior atualmente, além de não contabilizar os empregos indiretos e terceirizados da companhia. A Baker Hughes também já atua no município com um galpão no Planalto II, além de possuir outra unidade instalada no município de São Sebastião do Passé.
Além da saída da BJ/Baker do município, pessoas atuantes no segmento, relatam a eminente saída da empresa PWR Mission, tradicional do setor, que trabalha com elevação (bombeio) de fluidos de petróleo e água e emprega diretamente (segundo FIEB) 14 pessoas. As queixas dos profissionais do segmento é que a falta de estrutura tem tirado as vantagens que o município apresenta para produção e serviços ligados à indústria do petróleo e gás. Dentre as perdas de empresas que o município apresentou nos últimos anos estão: Drillfor que está instalada em Camaçari; Starfish que irá se instalar em São Sebastião do Passé; e a Lupatch que se instalou recentemente em Pojuca.
Há muito tempo que as empresas já reclamam da infraestrutura necessária para manutenção das atividades no município de Catu. O temor é que ocorra uma saída volumosa de empresas em decorrência da falta de competitividade apresentada pelo município, o que seria desastroso, uma vez que a dependência dos empregos relacionados a estas empresas são evidentes. Cabe ressaltar que o município apresenta importantes vantagens comparativas em relação aos vizinhos, mas que estão sendo diluídas ao longo destes anos, com o surgimento de novas demandas do setor. Obter vantagens competitivas irá requerer um plano estratégico que se adeque a nova realidade, diminuía o nível retardatário da infraestrutura e que busque consolidar a posição do município como um dos principais centros de serviços da indústria do petróleo e gás no país.
Por: Magnum Seixas
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